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Natalia Nissen@_natiiiii

O último final de semana do mês de abril foi agitado na cena rock and roll de Frederico Westphalen. O festival “Vive La Résistance” foi um sucesso e o público rocker superou as expectativas nos dois dias. A banda Vera Loca voltou à cidade e encerrou o final de semana em grande estilo com um show ovacionado pelos fãs neste domingo, 29, na Expofred 2012.

Milhares de fãs assistiram ao show da Vera Loca (Foto: arquivo da banda)

Na plateia pessoas de todas as idades aproveitaram a apresentação que durou aproximadamente uma hora e meia e nem pareciam se importar com o frio de 12ºC. Os sucessos de várias etapas da carreira que completou 10 anos no mês de fevereiro foram acompanhados pelo coral da plateia, entre eles “Parece Que Foi Ontem”, “Borracho Y Loco”, “Palácio dos Enfeites”, “Preto e Branco” e “Maria Lucia”. Fabrício Beck, o vocalista, ainda brincou afirmando que o público estava muito afinado “tá parecendo o Coral do Auxiliadora” (tradicional grupo de coral reconhecido em todo o Rio Grande do Sul).

Os integrantes da Vera Loca não mostraram apenas técnica, mas também, carisma e muito entusiasmo durante todo o espetáculo. O vocalista surpreendeu com sua interpretação de “Back In Black” e “Highway To Hell” do AC/DC, não deixou a desejar sequer na representação dos trejeitos de Brian Johnson. A banda impôs respeito e mostrou que não faz música só por brincadeira.

Mumu, baixista, era o aniversariante do dia e recebeu os parabéns dos fãs e dos companheiros de banda e, ainda, afirmou que o grande presente pela data foi o show. Antes do encerramento a banda atendeu a alguns pedidos do público, era o momento em que a Vera Loca toca o que os chamados “veralocos” pedem.

O vocalista foi quem mais interagiu com o público, enalteceu que a banda estava muito feliz por participar da noite dedicada ao rock e disse que receberia todos os fãs no camarim, nem que precisasse ficar no local até amanhecer a segunda-feira. Ainda agradeceu, principalmente, aos que votaram na banda para ser a grande atração de rock and roll da Expofred. Em entrevista dada ao The Backstage a banda fala um pouco sobre a relação com o público de Frederico Westphalen, para ler é só clicar aqui.

Bruna Molena@moleeena

Nessa sexta-feira, 08/04, os clássicos tomarão conta de Frederico Westphalen: é a festa de aniversário do Vinil Rock Café, o extinto programa da Rádio Luz e Alegria 95,9. Já falamos aqui no The Backstage sobre as atrações da noite – The Back Doors, Sexy Pearl e The Elizabeth’s, e ontem fomos conferir o ensaio de uma dessas bandas, a frederiquense The Elizabeth’s, e trocar uma idéia com seus integrantes.

Na garagem da casa do vocalista, Dudi, a banda faz os acertos finais antes de sua primeira apresentação (Foto: Bruna Molena)

Com Dudi no vocal, Wirti na guitarra e vocal, Murilo no baixo, Duda na bateria e uma proposta inovadora, a banda abrirá as apresentações do Vinil Rock Café com um repertório sucinto, porém forte, típico do gênero que os uniu: o punk. Serão aproximadamente 30 minutos de acordes e letras rápidos e agressivos. Quando perguntado sobre a origem da banda, o guitarrista Wirti vai direto ao ponto:

“É um tributo à adolescência de cada um, da qual o punk fez parte” (Lucas Wirti)

O próprio nome já diz muito sobre eles, inspirado em uma das bandas que mais influenciaram sua juventude, Sex Pistols, que satiriza, em suas músicas, a monarquia britânica. Portanto, nada melhor do que o nome de Vossa Majestade para representá-los.

Murilo e Wirti também integram a Superphonics, outro conjunto local, porém decidiram fazer um trabalho paralelo voltado somente ao punk que, segundo eles, nem trabalho é, o punk é pura diversão. Tanto que foi em um bar que idéia surgiu, numa das tantas vezes que eles se reuniram para beber e tocar, e acabaram decidindo montar uma banda punk. A idéia e a banda estavam formadas, só faltavam concretizar isso tudo em um show. É aí que surge o Vinil Rock Café, porque os guris se disponibilizaram a tocar “na parceria”, como disseram, sem cobrar nada, só pelo gosto de tocar punk e fazer o que eles gostam.

Letras das músicas coladas nas paredes e alguns copos de cerveja decoravam o ambiente (Foto: Bruna Molena)

E, pelo o que conferimos no ensaio, esse Vinil vai derreter! Estávamos em uma garagem cheia de tralhas e, por isso mesmo, aconchegante e com a cara da música que eles estavam fazendo. Quando os primeiros acordes começaram, eu senti as paredes tremerem, som poderoso que te faz, no mínimo, bater o pé no ritmo. Com um repertório que passa por Ramones, The Clash, Tequila Baby e Sex Pistols, entre outros, eles ensaiaram uma vez cada música, acertaram alguns detalhes e beberam umas cervejas, como quem estivesse brincando de fazer música. O punk não exige ensaio e perfeição, o punk é cru, bruto. E é esse som que a The Elizabeth’s vai trazer para o palco do Vinil Rock Café Classic.

Para quem ainda não garantiu seu ingresso, é só entrar em contato conosco, pelo twitter ou nos comentários mesmo. Os antecipados estão a R$10,00 e serão vendidos até amanhã.

 Natalia Nissen @_natiiiii

Nesta sexta-feira, 28, foi divulgada no programa “Pretinho Básico” da Rádio Atlântida FM mais uma atração especial do Planeta Atlântida. O palco “Pretinho Convida” será exclusivo para bandas de rock, assim, o público descontente com os artistas que sobem ao palco principal tem outro bom motivo para ir à festa. Na sexta-feira, dia 11 de fevereiro haverá shows da banda Tópaz, Santograau, Tequila Baby, Bidê ou Balde e Comunidade Nin-Jitsu. No sábado, 12, as atrações são Paulinho Neves, Do you Like?, Claus e Vanessa, Acústicos & Valvulados, e Cachorro Grande.

Banda Tópaz toca no "Pretinho Convida" (Foto: divulgação)

No palco central do Planeta os shows confirmados são: Armandinho, Capital Inicial, Charlie Brown Jr., Chimarruts, Exaltasamba, Fresno, Guilherme & Santiago, Ivete Sangalo, Jorge & Mateus, Luan Santana, Nando Reis, NX Zero, Os Paralamas do Sucesso, Reação em Cadeia, e Restart. A música eletrônica fica por conta dos portugueses da Paranormal Attack.

Os ingressos para o Planeta Atlântida custam entre R$60 e R$180 e podem ser adquiridos nos pontos de venda: Lojas Renner (Canoas, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo e Santa Maria), ou pelo site. Censura: 14 anos.

Canja Rave: 100 shows em 2010

Posted: 08/12/2010 in Entrevista, Pop, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

O duo de pop rock formado por Paula Nozzari e Chris Kochenborger vai completar 100 apresentações feitas em 2010. A banda Canja Rave está na ativa desde 2005, desde então já tocou em vários, e importantes, festivais no Brasil e no resto do mundo. Este ano foi lançado o segundo álbum – “Badango” – que contou com versão em vinil. “Badango” foi gravado no estúdio do produtor musical Jim Diamond (que produziu os dois primeiros discos da dupla White Stripes).  Aqui no The Backstage você confere uma entrevista exclusiva com a dupla.

Canja Rave (Foto: Fabio Nagel - divulgação)

The Backstage: Por que “Badango”?

Canja Rave: “Badango” é a mistura de duas expressões muito usadas: o nosso “Bah” e “Dango” –  falado especialmente em Detroit (uma abreviação de “damn good”). Quando estávamos lá criamos essa palavra que acabou virando uma gíria entre todos nossos amigos.

TB: O primeiro álbum de vocês foi gravado ao longo de um ano, no Estúdio Submarino Amarelo. O “Badango” teve um processo completamente diferente, gravado em Detroit, durante cinco dias, é isso mesmo? Como aconteceu essa gravação, muito cansativa?

CR: Sim, o segundo disco foi gravado com outro conceito…a moda antiga! Gravamos tudo ao vivo, não utilizamos recursos digitais, usamos instrumentos anos 50, 60 e 70 e em fita de rolo!! Foi uma experiência desafiadora, pois para gravar com o Jim Diamond teria que ser assim. Ele é incrível principalmente na timbragem dos instrumentos e costuma gravar tudo muito rápido. Ele não gosta de gravar com bandas que repetem muitas vezes a mesma música. Para ele, quando você repete uma canção ela perde a espontaneidade. Nós optamos por experimentar essa fórmula e detalhes mínimos que em outras gravações seriam corrigidos, nós deixamos, pois o  disco “Badango” é o mais fiel possível ao que somos ao vivo.

TB: No blog da Canja Rave vocês colocam fotos e detalhes sobre as viagens que fazem durante a turnê internacional (deixando qualquer um com vontade de fazer as malas para ir viajar também), isso é uma maneira de manter a aproximação com os fãs brasileiros? Do que vocês sentem mais falta quando estão fora?

CR: Com certeza o blog é uma forma de aproximação com o público! Nem sempre conseguimos deixar atualizado como gostaríamos por causa da correria… Sempre nos organizamos para, além de tocar, também conhecer um pouco dos lugares, pois uma das coisas mais legais dessa  profissão é justamente o fato de conhecer cidades, países, culturas e pessoas interessantes. Tentamos aproveitar ao máximo e depois contamos um pouquinho destas experiências no blog. Quando estamos fora acho que sentimos mais falta das famílias, claro, e da comida do Brasil.

Capa do álbum "Badango"

TB: Vocês gravaram o segundo disco e fecharam 100 shows em 2010. Qual a expectativa para o 100º show? Ele vai ser como os outros ou vai ter algo de especial?

CR: O ano de 2010 foi maravilhoso pra gente, evoluímos muito como banda e como pessoas! O show 100 será igual aos outros, faremos com a mesma energia e dedicação, pois todos foram muito importantes, afinal se não fosse o show 25 ou 46 não haveria o 100º, certo? Claro que no fim haverá uma sensação de missão cumprida, pois foi exatamente o número de shows que estipulamos como meta para esse ano.

TB: E dos shows que vocês fizeram, algum marcou mais que os outros?

CR: Nossa! Foram muitas situações loucas e novas, muitos shows foram marcantes. Tocar com -11 graus e muita altitude foi bastante difícil…dirigir e carregar os equipamentos na neve em Utah, USA…ter um show de strip tease antes do nosso show no interior da Inglaterra, tocar em festivais onde nenhuma banda brasileira havia tocado como o Motorcity Special e Blowout em Detroit, ter ganhado o prêmio do site Sonicbids pela participação no South by Southwest em Austin, Texas e ser a banda principal no Festival The Music Think Tank em Milão, Itália, ah e o show em Hamburgo, Alemanha que foi totalmente acústico, sem bateria, foi bem legal também!

TB: A Canja Rave já tem planos para 2011?

CR: Continuar indo tocar onde quiserem nos ouvir!

TB: Vocês conhecem Frederico Westphalen? Existe a possibilidade da Canja Rave passar por aqui?

CR: Eu (Paula) já tive a oportunidade de tocar na cidade com a Cidadão Quem e seria um prazer poder voltar com a Canja Rave, claro!! Ficaremos muito felizes se alguém quiser contratar nosso show, estamos a disposição!

Grande abraço a todos e feliz 2011!!!

Paula & Chris – Canja Rave

Quem quiser saber mais sobre a banda pode ouvir no My Space e ver no blog.