Posts Tagged ‘São Paulo’

* Amanda Pina

Gustavo Alencar_Show Gal Costa_Sesc Vila Mariana_11-01-2018 (19)

Foto: Gustavo Alencar

Entre os dias 11 e 14 de janeiro – todos com ingressos esgotados –, Gal Costa veio a São Paulo, no Sesc Vila Mariana, para apresentar o show Espelho d’Água. No primeiro dia do show, Gal Costa reuniu as músicas mais importantes dos seus 50 anos de carreira. Sem banda, a voz potente da cantora foi protagonista do espetáculo, ao lado da melodia do violão e guitarra de Guilherme Monteiro, tornando o concerto mais intimista.

Ambos se conheceram em 2013, quando Monteiro substituiu o músico Pedro Baby durante a turnê Recanto, disco lançado no ano anterior. Gal conta como o show foi criado pelos dois: “Ele fez aquela cama harmônica que qualquer cantora deita e goza de tão bonita e gostosa que é de ouvir. Aí eu falei: quero fazer um negócio com esse cara”, falou de forma bem-humorada, diante dos risos do público.

Segundo a cantora, a escolha do repertório foi para dar aos jovens a oportunidade de vê-las no palco. Entre as canções, estavam presentes “Folhetim”, “Vaca Profana” e “Coração Vagabundo”, todas contagiando a plateia, composta por volta de 600 pessoas. Entre as músicas que mais emocionaram o público, estavam presentes “Tuareg”, “Tigresa” e “Negro Amor”, além da versão feita por Caetano Veloso e Péricles Cavalcanti da música de Bob Dylan, “It’s All Over Now, Baby Blue”.

Acompanhado de uma iluminação primorosa, o show ganhou ritmo e deu destaque à maturidade da presença e voz da cantora baiana. Aos 72 anos, Gal Costa impressiona os novos e antigos fãs com a mesma maestria de seus tempos áureos.

A cantora deixou todos extasiados ao som de “Meu Nome é Gal”, composta por Erasmo e Roberto Carlos. Com seus gritos agudos, marcou o nome “Gal” nos ouvidos e na alma de todos os presentes, arrepiando até os mais céticos.

Após o pedido de bis, a cantora cantou “Índia” e “Modinha Para Gabriela”, acompanhada de uma plateia toda em pé. Por fim, os fãs, em delírio, aplaudiram a cantora, que terminou agradecendo por mais um show em São Paulo.

Gustavo Alencar_Show Gal Costa_Sesc Vila Mariana_11-01-2018 (2)

Foto: Gustavo Alencar

Setlist completo:

Caras e Bocas
Passarinho
Minha voz, minha vida
Folhetim
Vaca profana
Volta
Sua Estupidez
Coração Vagabundo
Negro Amor
Tigresa
Tuareg
Baby
Dom de Iludir
Um Favor
Solitude
Espelho D’Água
Você Não Entende Nada
Meu Nome é Gal
Índia
Modinha Para Gabriela

* Amanda Pina é estudante do 7º período de jornalismo na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), em São Paulo. Contato: amandapina8@gmail.com

 

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*Ellen Visitário

 E aí, leitores do The Backstage! Tudo bem?

Não sei se vocês sabem, mas além de jornalista, sou também apaixonada por música – principalmente por músicas de alguém tão talentoso quanto o Duca Leindecker. Por causa disso, criei uma campanha na internet para trazê-lo ao Cine Joia, uma casa de show localizada no Centro de São Paulo.

A última apresentação do gaúcho na capital paulista aconteceu em novembro de 2013, ou seja, faz tempo que não temos a chance de reencontrá-lo nos palcos.

Por isso, e com a licença concedida de Carol – moderadora deste espaço –, peço a colaboração de toooooodos vocês para assinarem o abaixo-assinado online.

Preciso de muitas assinaturas para mostrar tanto à gerência do Cine Joia quanto à produção de Duca Leindecker que os fãs paulistas também querem curtir um show do músico ainda este ano.

O link é este e é muito simples o método de colaborar: https://www.change.org/p/cine-joia-queremos-o-duca-leindecker-no-cine-joia-sp

Muito, muito, muito obrigada!

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*Ellen Visitário é formada em jornalismo e além de colaborar no The Backstage Blog, ela faz parte da equipe de redação do site Rock 80 Brasil. Contato: ellenrodriguesvisitario@gmail.com

Natalia Nissen@_natiiiii

A banda Doutor Jupter já apareceu aqui no blog em agosto de 2011 em uma entrevista com o vocalista, Ricardo Massonetto. Quase um ano depois os músicos já têm um CD e muitos planos para o futuro. O disco que leva o nome da banda foi financiado com o prêmio do concurso “Vem Pro Novo” da Caixa Econômica Federal e com o apoio da Secretaria do Estado da Cultura/SP através do Programa de Ação Cultural. A gravação durou 10 dias e aconteceu no estúdio Gargolândia, numa fazendo em Alambari.

Foram produzidas quatro mil cópias do “Doutor Jupter” e restam apenas 500, além disso, já foram feitos, aproximadamente, cinco mil downloads do álbum completo disponibilizado no site. Isso mostra que as bandas independentes têm espaço e um público crescente que está disposto a investir em discos originais, um incentivo muito importante para os músicos e todas as outras pessoas envolvidas nesse tipo de produção.

Participamos de todos os festivais que podemos e movimentamos ao máximo nossas redes. O mercado não sabe mais pra onde ir e nem o que vai dar certo, então transfere esta responsabilidade para os artistas, promovendo estes concursos com votação online para definir as atrações de determinado festival, ou até mesmo selecionar novos artistas para um selo, como aconteceu no último em que participamos. O selo Oi Música e o Projeto Oi Novo Som selecionaram Doutor Jupter entre 30 finalistas de todo o país, para a oportunidade de se apresentar no festival Música Pra Todo Mundo no Rio e também integrar o selo Oi Música. Batemos na trave! Lideramos com muito trabalho quase todo o processo de votação que durou 30 dias. Conseguimos mobilizar e captar votos de todas as pessoas que acreditam na banda, mas de forma muito estranha e que não vem ao caso, fomos ultrapassados aos 45 do 2° tempo. Era uma super oportunidade para o lançamento de nosso próximo álbum, mas vamos correr atrás e dar sequência ao trabalho.

Ricardo Massonetto afirma que a ideia do glamour no mundo da música já não acontece há muito tempo no mercado brasileiro, os artistas precisam dedicar-se o tempo todo para a promoção de seus trabalhos, perdem um tempo valioso que poderia ser empregado em atividades paralelas, além de não oferecer uma recompensa justa e necessária para manter projetos. Um dos argumentos do músico compartilha ideias aqui do blog e está presente nos comentários de muitas bandas que já nos deram entrevistas, “isso é a realidade da grande maioria dos artistas brasileiros e percebemos que se mantêm vivos os projetos que contam com o apoio das leis de incentivo cultural ou patrocínio. Algo que tem sido uma necessidade para suprir a falta de viabilidade comercial e consequentemente financeira, de projetos que primam por qualidade artística. A grande mídia torna viáveis e lucrativas as propostas artísticas mais populares, e isso causa todo esse desequilíbrio na cena cultural do país”.

A Doutor Jupter saiu de Ribeirão Preto em 2006 em direção à capital (quando o nome do grupo ainda era Sociedade Urbana) e há algumas semanas retornou à terra natal para um show no palco do Sesc. A apresentação mostrou aos músicos que a receptividade dos conterrâneos é um fator fundamental para o fortalecimento da banda, é um momento de identificação da música com as pessoas que vivem na mesma cidade.

Paralelamente à Doutor Jupter há o projeto Los Bacos, com os mesmos integrantes, mas com uma proposta um pouco diferente e que possibilitou o pagamento das contas dos integrantes quando chegaram em São Paulo. Los Bacos é uma banda que se apresenta na noite de São Paulo fazendo covers e versões de rock nacional e internacional, como Los Hermanos, The Strokes, The Beatles, U2, Creedence, entre outras bandas e clássicos dos anos 80. Desde 2006 o projeto tem uma média de 130 shows por ano e já contou com participações especiais de Nasi, Edgar Scandurra (que produziu o primeiro EP da Doutor Jupter em 2009), Marcelo Nova e Kiko Zambianchi, também dividiu o palco com a Cachorro Grande num tributo aos Rolling Stones.

A Doutor Jupter deve lançar um vídeo clipe e gravar um DVD do show deste álbum de estreia, para o ano que vem o projeto é lançar dois EPs – um no início do ano e outro no segundo semestre.  Quem quiser ganhar o CD da banda participa do sorteio na fanpage do blog, vamos sortear alguns discos entre os leitores de Frederico Westphalen que participarem da promoção. O disco tem 12 faixas, encarte com fotos e letras das músicas, tudo feito com muito capricho.

Natalia Nissen@_natiiiii

Entre os próximos dias 21 e 25 de setembro acontece em São Paulo a 28ª edição da Feira Internacional da Música – Expomusic 2011. A maior feira de música da América Latina é uma oportunidade para lojistas, músicos e público em geral, conhecerem as novidades do mundo da música, instrumentos, iluminação e acessórios. São centenas de expositores brasileiros e internacionais apresentando seus produtos, entre eles marcas importantes como Yamaha, Vogga, Meteoro, Musical Express, Giannini e Suzuki Musical.

Fãs, músicos e lojistas têm oportunidade de conhecer novos produtos (Foto: divulgação)

Também haverá pocket shows nos estandes das marcas, entre as várias presenças confirmadas estão: Thiago Carreri, Samuel Rosa, Chico Pinheiro, Japinha, Xande Tamietti, Daniel Latorre e Frejat. A programação diversificada da feira promete envolver todos os profissionais relacionados à música, e também, entreter aqueles que apenas admiram a arte.

A Expomusic 2011 acontece na Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme) em São Paulo.  Nos dias 21 e 22 a feira fica aberta apenas aos profissionais do setor, já nos dias 23, 24 e 25 o público em geral pode comparecer ao evento; o ingresso custa R$18 e a entrada é gratuita para os credenciados, e pessoas de até 12 ou mais de 60 anos. A Expomusic 2011 deve atrair um público de mais de 50 mil pessoas.

Mais informações no site oficial.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

“Glauber Guimarães, Jorge Solovera, Ricardo Alves, Heitor Dantas e Tadeu Mascarenhas, cansados da vida de modelo e atriz, unem-se para fazer boa música. Livre como a vida deve ser, o Teclas Pretas é um conjunto musical de boa índole. E isso é tudo que você precisa saber. No mais, tire suas próprias conclusões. E boa sorte, que nunca é demais…”

É assim que a banda se define na página da Trama Virtual. Atualmente contando com dois integrantes, o Teclas Pretas é metade Glauber Guimarães (Ex-Dead Billies: infos e discografia aqui) e Jorge Solovera (produtor, engenheiro de som, músico, arranjador). Lançado esse ano, o álbum “2005/2011” reúne músicas de todos esses anos de trabalho, além de uma inédita. E é sobre isso que Glauber Guimarães conversou com o The Backstage:

Glauber Guimarães é 50% da banda Teclas Pretas (Foto: divulgação)

The Backstage: A banda já teve mais integrantes, né? Originalmente ela começou quando?

Glauber Guimarães: O teclas pretas começou em 2005 como um coletivo. Eu, Jorge Solovera, Heitor Dantas, Ricardo Alves e Tadeu Mascarenhas. Todos compuseram e revezaram instrumentos. O disco chama-se “Oolalaquizila” [jan/2006] e pode ser baixado aqui.

TB:  Quando tu e Jorge resolveram seguir em frente? Quais foram as principais mudanças nesse trajeto?

GG: Na verdade em janeiro de 2009, decidimos seguir como uma dupla, compondo juntos e dividindo as ideias, arranjos etc. Os outros três partiram para outros projetos [Demoiselle, os “estudos azedos” de Heitor, Radiola…]. Solovera, Tadeu, Ricardo e Heitor também produzem gravações de outras bandas.

TB: No disco dá para perceber muita influência psicodélica do final dos anos 60. Isso é de 2005 para cá ou os ex-integrantes também tinham essa influência?

GG: Todos têm, mas creio que eu seja o cara que mais ouve late 60s psychedelia. Principalmente inglesa. Mas também ouço Zappa, Chrysalis, bandas americanas desse período. E os Mutantes, claro. Beatles é certamente a grande influência em comum. Além disso, ouço muito Elliott Smith, Malkmus, Wilco, Beck…

TB: O 2005/2011 é produção desses 6 anos? Qual foi o período de mais trampo mesmo?

GG: A gente foi gravando ao longo desse período e lançando eps [“e se…”, “oroboro”, “nó dos mais gravatas”, “vaudevida”]. O 2005/2011 é uma compilação desses eps + algo inédito, como “ópera sabonete”, e fecha um ciclo. Agora começa uma outra fase: Solovera gravando em salvador e eu em São Paulo. Até fim do ano, sai mais umas coisas e tal… Recebo sempre elogios e mensagens como se o Teclas fosse algo só meu, mas não é. Somos uma dupla mesmo. Sem Solovera, não existiria Teclas Pretas.

TB: E a mudança para São Paulo? Tu tá há quanto tempo aí? 

GG: Muito pouco tempo, um mês. Sinto mesmo que aqui é meu lugar, não necessariamente pelo circuito de rock, mas pela cidade mesmo. Me sinto muito à vontade aqui. Em casa.

Capa do disco "2005/2011"

TB: As coisas funcionam melhor aí do que em Salvador ou as dificuldades de músicos independentes são as mesmas em qualquer lugar?

GG: No Brasil, basicamente as mesmas. É preciso haver um caminho do meio por aqui. O mercado precisa amadurecer. Os artistas já estão avançando um bocado, criativa e estruturalmente. É preciso que se exista para além da grande mídia, da MTV, do entediante jornalismo cultural [salvo exceções], do jabá etc etc. Entremos de vez no século 21.

TB: Tu já tocou vários estilos de música. Quais teus artistas favoritos? O que tu tem ouvido ultimamente?

GG: Wilco, Elliott Smith, Ivan Lins [1974/78], Floyd, música cigana, música judaica tradicional, Django Reinhardt, Pélico, Chico, Caetano, Nirvana, muita coisa… Beatles e os discos solo dos Beatles, sempre.

Além do Teclas Pretas, Solovera também produz gravações de outras bandas (Foto: divulgação)

TB: No The Backstage a gente costuma perguntar sempre sobre o meio online para trabalhar. E para ti, como músico, que tocou nos anos 90, onde a divulgação devia ser bem diferente de agora, como é lidar com essa instantaneidade?

GG: Acho a diversidade uma beleza. A rapidez também. O que os colecionadores de vinil fazem na rede, postando discos fora de catálogo [vinyl rips], como no caso do “loronix”, é importantíssimo.

TB:Quais as ferramentas que o Teclas Pretas usa?

GG: Coloquei as músicas no myspace mesmo. Quero cuidar mais do reverbnation ou similar… E no facebook também vou espalhando o que fazemos.

TB: Novidades? Clipes? Projetos?

GG: O Teclas Pretas continua. Temos, eu e Solovera, outras músicas importantes pra gravar. Mas agora tô gravando duas músicas que fiz com Murilo Goodgroves [também de salvador e morando aqui há mais tempo]. Elas falam de São Paulo e de ser forasteiro residente em São Paulo. É um lance à parte e tá ficando lindão…Em breve, coloco na rede. É isso: wim wenders e aprendenders. Abración!

Natalia Nissen @_natiiiii

Doutor Jupter é uma banda da roça, ou melhor,  há 319 quilômetros da capital… E em São Paulo isso significa “pra lá do interior”, mesmo que a “roça” seja uma cidade com aproximadamente 700 mil habitantes. A banda de rock surgiu em 2006 em Ribeirão Preto, mas logo os integrantes decidiram mudar-se para a “cidade grande”  e conquistar espaço no concorrido mundo da música. A seguir você confere uma entrevista com Ricardo Massonetto, vocalista e violonista da banda Doutor Jupter.

A banda presa pelo rock simples e clássico (Foto: divulgação)

The Backstage: De onde vem o nome da banda? E como tudo começou? 

Ricardo:  Tudo começou de verdade em nossa cidade, Ribeirão Preto. Lá tivemos um projeto por alguns anos, a banda Sociedade Urbana. Fizemos um trabalho bacana, mas o nome trazia muitas associações com a banda Legião Urbana… aí quando resolvemos mudar para São Paulo, decidimos escolher um nome neutro. Sempre gostamos muito de Legião e toda trupe oitentista, mas para o nosso objetivo, a associação não era bacana. Doutor Jupter foi o nome escolhido para que não tivéssemos novamente os problemas do passado, e por causa do excelente significado mitológico do nome Jupter, tanto na mitologia Grega quanto na Romana. Achamos bem legal, depois encontramos uma composição que combinasse com a palavra, deixamos o Jupter com o “P” mudo pra ficar mais personalizado, e por fim escolhemos Doutor Jupter!

TBPorque sempre deixar muito claro que vocês são da “roça”? Deixaram Ribeirão Preto por causa da banda mesmo?

R: Sim, deixamos a cidade em busca de mais espaços e de uma vitrine maior (com muita determinação, mas com um grande aperto no peito)… Mudamos para SP em 2006 à bordo de uma Veraneio ano 79, sem dinheiro, sem uma referência na cidade, família, amigos, uma turma ou coisa assim. Passamos por tudo que possa imaginar, mas estamos firmes e focados em nosso objetivo! Agora quanto ao termo roça, estamos falando de algo cultural que percebemos na nossa música, não é algo baseado na infra-estrutura, educação, ou potencial econômico da nossa cidade e região. Ribeirão Preto é um pólo estudantil, possui inúmeras universidades, tem em torno de 700 mil habitantes, e é a capital brasileira do agronegócio. Nos orgulhamos de nossa cidade e de podermos falar dela em qualquer lugar do país. Simplesmente percebemos nestes anos de intercâmbio musical, que realmente tínhamos algo mais “caipira” do que outros artistas e bandas que tivemos a oportunidade de conhecer, como as soluções que encontramos para os arranjos, as vibrações das músicas e outras coisas mais. Utilizamos o termo “roça” para explicar melhor a pulsação sonora da banda.

TB: A Doutor Jupter é uma banda de rock, com pitadas de country, quais são as influências da banda? Quem compõe as músicas?

R: Crescemos ouvindo principalmente o que tocava no rádio. Fomos muito influenciados a princípio, pelo Rock Nacional 80, onde já encontrávamos elementos muito fortes do Folk e do CoutryRock em artistas como Raul Seixas e Legião Urbana. Depois você começa a buscar mais informação por conta própria, e passa a conhecer bandas e artistas que também influenciam em sua formação musical. Podemos dizer que além do Rock Nacional 80, a banda também tem influências de Beatles, Stones, Creedence, Elvis, Los Hermanos, Little Joy, Old Crow the Medicine, Munford Sons, Bob Dylan, Beirut, Suéters (Pirassununga-SP) e uma lista quase infindável… mas resumindo, gostamos de músicas simples, com personalidade e presença de espírito… Não é muito a nossa praia aqueles sons mais turbinados, que se utilizam muito de recursos eletrônicos. Na maior parte dos casos, componho as letras e melodias, levo para banda e aí começamos a dar corpo para a música e trabalhar os arranjos.

TBO que vocês acham da atual cena do rock, dá para comparar o rock nacional de hoje com as bandas que fizeram sucesso nos anos 80 e 90?

R: Não dá pra comparar, na minha opinião. São fases muito distintas. O papo é outro, o momento mundial é outro, e o comportamento dos jovens também.  A cena atual é muito mais rica e muito mais plural do que a das décadas anteriores, o que só faz aumentar a qualidade do que tem sido criado. Acho apenas que a cena precisa encontrar mais acessos. No passado existia um bloco de bandas e artistas que davam certo, que abriam espaços e acabavam puxando outras do estilo, deixavam sucessores e impulsionavam a viabilidade comercial do Rock, das Bandas, das casas de Shows, dos produtores de eventos, das mídias especializadas e todo o comércio de produtos. Hoje a oferta é maior, porém a evidência dos artistas é menor.

TBComo a banda vê a atual relação da música com a internet? Quais ferramentas da internet vocês utilizam?

R: Sempre fomos uma banda de estrada, sempre vivemos da música, e sempre tivemos nossa realidade fincada nos palcos. A internet é uma ferramenta relativamente nova para nós, e que pretendemos explorar ao máximo. Acho que a internet é fantástica, deixa tudo mais democrático, possibilita contatos, e é uma excelente vitrine. Estamos tirando a banda da idade da pedra e já temos nossas páginas no MySpace, Facebook, Youtube, TNB, Melody Box, Last FM, Twitter, Orkut e etc…

Doutor Jupter deve lançar o primeiro álbum em agosto (Foto: divulgação)

TB: E qual a opinião de vocês em relação aos downloads de músicas?

R: Com relação à divulgação dos trabalhos é muito interessante, mas apostamos mais na tendência dos Downloads remunerados. Imaginamos que isso pode corrigir o que, na nossa opinião, é um dos principais problemas do cenário da musica atual, onde artistas se destacam na internet por um trabalho bem feito e não colhem frutos disso. Achamos que se essa tendência se firmar, os artistas poderão investir mais em suas carreiras, fortalecendo assim a cena independente. Existem excelentes artistas levando suas carreiras como atividades paralelas por falta do retorno financeiro. Arrisco até dizer, que essa é uma realidade da grande maioria de bandas e artistas independentes.

TBQuais são os principais projetos nos quais a banda está envolvida? 

R: Estamos com o lançamento do nosso primeiro álbum previsto para agosto deste ano. Já tem algumas faixas disponíveis para ouvir em nossas páginas na internet, e este disco é, sem dúvida, uma de nossas maiores conquistas. Conseguimos gravá-lo com o prêmio do concurso http://www.vempronovo.com.br, e pretendemos trabalhar muito forte na divulgação desse álbum. Achamos que é nossa grande oportunidade de começar a figurar entre os nomes da atual cena independente, e para isso não mediremos esforços, pois acreditamos demais nesse disco! Pretendemos produzir pelo menos quatro clipes de músicas deste álbum, fazer muitos shows e buscar todos os espaços possíveis e imagináveis para divulgar este trabalho.

Débora Giese@dee_boraa

A Prefeitura Municipal de São Paulo, com a realização da Secretaria Municipal de Cultura, promoverá a 7ª edição da Virada Cultural na cidade. Ela está prevista para começar às 18 horas do dia 16 de abril e terminar às 18 horas do dia seguinte (17). Várias bandas passarão pelos diversos palcos espalhados pela cidade. Até o metrô, que não deixará de funcionar durante a virada, será palco de apresentações.

Todos os gêneros musicais são contemplados: de forró a rock’n’roll, de eletrônico a ritmos do candomblé, do hip-hop a ritmos latinos. Opção é o que não falta. O músico paulista Flávio Cavalcante, fã de Raimundos, conta que no ano passado, quando perguntavam para ele se iria à Virada Cultural, ele respondia que não, que iria apenas ao show do Raimundos (uma das inúmeras atrações oferecidas pelo evento anterior). E esse ano, diz ele, não será diferente: “vou sair apenas para ver os Misfits”, enfatiza.

A banda Misfits, que fará show na Virada Cultural. (Foto: divulgação)

Essa é a grande sacada do evento: são várias atrações acontecendo continuamente em vários locais e cada um pode montar o seu próprio roteiro conforme o que mais lhe agrada. Nada mais justo, já que o público é muito diversificado. Por trazer shows de grandes nomes, a Virada Cultural acaba atraindo, além dos habitantes de São Paulo, visitantes de outras cidades e até de outros estados. Ninguém deixa de dar uma “espiadinha”. O arte-finalista e estudante Paulo “Jeca” Schulz, paranaense de Marechal Cândido Rondon, estará na cidade por causa dos shows do Motörhead (16 na Via Funchal) e do Dirty Rotten Imbeciles (17 no Carioca Club), bandas que não fazem parte da programação da Virada desse ano, porém, o estudante fala que irá assistir ao show do Misfits. Sobre a apresentação da banda Sepultura em conjunto com a Orquestra Experimental de Repertório, Paulo comenta que nem verá o show do Sepultura. Diz que apesar de ser sua banda preferida, hoje em dia não se anima em ver o show, ainda mais com orquestra. Completa falando que este não é o modo que sempre sonhou ver o Sepultura. E finaliza dizendo que, para ele, a virada vai ser só o Misfits.

Para os fãs de Beatles, o palco “Bulevar São João” é o mais indicado. O quarteto Beatles 4ever tocará todos (sim, todos) os álbuns do querido quarteto inglês, em ordem cronológica. E para cada álbum, eles tocam com os instrumentos e roupas similares aos usados pelos garotos de Liverpool.

Mas a Virada Cultural não se resume só à música: filmes serão exibidos, peças de teatro apresentadas, o stand-up comedy terá seu espaço e também a luta livre. Uma verdadeira maratona cultural ao acesso de todos, já que a entrada é franca. (clique aqui para ver a programação completa)

Virada Cultural e Virada Cultural Paulista

Logotipo - Virada Cultural (divulgação)

Inspirada na Nuit Blanche, evento que rompe a noite da capital parisiense anualmente com as mais diversas atrações, a Virada Cultural envolve mais de 2 mil pessoas na produção. E ainda tem seguranças, Polícia Militar, Guarda Civil, médicos, enfermeiros, vendedores de cachorro-quente e afins. Além dos milhares de espectadores que prestigiam as apresentações.

O projeto deu tão certo que surgiu a Virada Cultural Paulista, que é a Virada Cultural do interior do estado de São Paulo. Ela acontece em 23 cidades simultaneamente, com esse mesmo conceito de 24 horas de cultura ininterruptas. Esse ano já é a 5ª edição, e acontecerá nos dias 14 e 15 de maio. E é um oferecimento do Governo Estadual de São Paulo, com realização da Secretaria Estadual de Cultura. (clique aqui para conferir as cidades e as respectivas programações)