Posts Tagged ‘Folk’

Natalia Nissen@_natiiiii

Nem só do sertanejo se formam as duplas. O Projeto de Ponta é resultado da essência musical da dupla Cassiano Dal’Ago e Eduardo Alves, eles fazem música inspirada nos sentimentos do cotidiano e afirmam que a participação de outras pessoas será necessária para realizar planos futuros. A música “Chá” já apareceu aqui no Set List do blog no início do ano e amanhã começa a divulgação de “Tardes Frias”.

O duo mistura vários estilos nas músicas. “Chá” tem um naipe de metais, “Tardes Frias” tem bateria, guitarra, violão, piano e órgão em uma formação básica de banda folk. O projeto já tem três músicas sendo preparadas, elas têm sintetizadores, acordeon e harmônica. O próximo lançamento, “Eu em Cena”, volta com os naipes de metais.

A primeira música que fizemos juntos foi a “Chá”. A ideia era criar uma música que falasse de alguma coisa diferente. Fizemos uma espécie de brainstorm, a gente ia falando frases soltas e encaixando na música, excluindo algumas palavras, mudando outras. A “Tardes Frias” é uma composição minha, faz tempo que eu fiz e como o Eduardo gostou da música, decidimos gravar ela. As próximas duas músicas são composições do Eduardo. Ele chegou com as letras prontas também. Os arranjos e melodias a gente cria juntos.

A dupla pretende fazer shows e ver o que acontece, o repertório já conta com nove músicas próprias e algumas ideias de covers. Para que a ideia se concretize é importante que mais pessoas façam parte do Projeto de Ponta (bateria, teclados, baixo, guitarra e mais um vocal), até o final do ano esses ensaios devem acontecer e os shows programados.

A “Tardes Frias” tinha seu lançamento programado para fevereiro, mas novas ideias surgiram para outras músicas e aquela ficou para depois. A próxima música deve ser gravada no mês que vem e terá a participação de Henrique Hilgert nos vocais.

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Clarissa toca violão desde a infância (Foto: divulgação)

Natalia Nissen@_natiiiii

Semana passada ganhei um cd da cantora e compositora Clarissa Mombelli, o “Volta no Tempo”, promessa do atual rock gaúcho. Sabe aquela voz gostosa de ouvir? Pois é. O álbum tem músicas compostas nos últimos quatro anos, canções que passeiam pelo rock, folk e pop, e que contam com participações especiais de peso: Eduardo Dolzan (bateria e baixo), Diogo Bamboocha (percussão), Luciano Leães (piano e escaleta) e Maurício Chaise (violão e guitarra).

A voz marcante e doce da Clarissa não enjoa, e as letras são poéticas e contam coisas da vida. “Recomeço” fala um pouco da saudade da infância e faz a gente se identificar e sentir saudades também. Aliás, o disco inteiro provoca esse sentimento, mas sem clichês e choradeira. É ouvir o álbum e pensar nas várias fases da vida, no amadurecimento, no amor, na saudade, na dor de perder, e em como é bom se “encontrar” nas músicas de alguém.

O disco tem nove músicas, “Hoje”, “Volta no tempo”, “Mesmo lugar”, “Diga alguma coisa”, “Porque eu não sei mais dizer que não”,  “Recomeço”, “Nada mais importa”, “Seus olhos” e “Nada importa”. São curtas e não enchem a nossa cabeça de frases feitas e rimas pobres.

O clipe da canção “Volta no tempo” foi lançado há dois meses e já apareceu nos principais canais de música da televisão brasileira. Na próxima segunda-feira estreia o vídeo de “Porque eu não sei mais dizer que não” na programação da MTV. E no dia 12 de agosto ela faz um show no Café da Oca (Projeto Oca Rockin) em Porto Alegre. A rotina da artista pode ser acompanhada através do twitter.

Que Dylan fique jovem para sempre

Posted: 22/05/2011 in Famosos, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

Dylan foi do folk ao rock passando pelo country e gospel (Foto: divulgação)

Na próxima terça-feira, 24, Robert Allen Zimmerman completa setenta anos de idade. Não entendeu? Estou falando do Bob Dylan, o artista norte-americano de mil e um talentos. Quando criança já escrevia poemas, autodidata aprendeu a tocar piano e guitarra na adolescência.

Bob Dylan ficou conhecido em todo os EUA depois de participar do Newport Folk Festival, em 1963, a convite de Joan Baez, cantora revelada na primeira edição do festival, conhecida por sua voz característica e o talento na guitarra acústica.

As músicas de Bob Dylan, assim como de outros importantes artistas, transformaram-se em hinos de protesto, mas a grande sacada era a união das declarações reclamonas com a poesia, assim ele foi considerado um dos mais influentes músicos de folk do início da década de 60. Já em 1964 ele começou a escrever canções mais pessoais, falando de amor, entre outras questões que já deixavam de lado as críticas sociais. Os fãs do Dylan que tocava folk ficaram decepcionados com a nova faceta rock-blues do cantor.

A nova fase do Dylan foi influenciada pela releitura que os ingleses fizeram do rock americano. Os críticos aprovaram e os fãs se multiplicaram, mesmo com o mau-juízo dos adeptos ao folk. Nessa época Bob Dylan lançou os clássicos “Mr. Tambourine Man”, “Like a Rolling Stone” e “Just Like a Woman”. Na década de 70 o cantor passou por maus-momentos e entre suas poucas boas obras estavam “Knockin’ on Heaven’s Door”(recebeu versões de Guns’n’Roses, Avril Lavigne e Zé Ramalho) e “Forever Young”.

Tiago Spezzatto, 21 anos, é um admirador da boa música. Em uma rede social ele escreveu aos seguidores “agora que você já voltou, saia de novo e vá ouvir um Bob Dylan. Fique assim até pegar no sono”. Ele explica que escreveu isso pela qualidade da música do Dylan, que ouvir as músicas é um aprendizado. Tiago ainda complementa  “a música folk teve um papel relevante nos movimentos sociais da década de 60 nos EUA. Era o tempo da Guerra Fria e o povo temia novos confrontos. Nesse contexto que surgiu a obra de Dylan, dando gás ao movimento da contracultura e da luta pelos direitos civis norte-americanos”.

Além do folk, blues e rock, o cantor ainda passou pelo estilo gospel e country, e também lançou um livro de desenhos, uma auto-biografia e um livro de romance-poema. Bob Dylan dedicava-se a pintura e criou 40 telas inspiradas nas paisagens brasileiras que conheceu durante as turnês por aqui (a última foi  “Never Ending Tour” em 2008).

“May you always be courageous, stand upright and be Strong, may you stay forever young”

Joan Baez e Bob Dylan (Foto: divulgação)

O cantor brasileiro Zé Ramalho gravou um álbum tributo ao Dylan, o “Tá tudo mudando”. Na capa do disco aparece Zé Ramalho com um cartaz, recriando as cenas do clipe “Subterranean Homesick Blues”. O trabalho traz 11 versões em português e uma regravação das músicas do Bob.

Para quem quiser saber mais sobre Bob Dylan, ainda tem o filme “I’m Not There” lançado em 2007. O filme conta a história do artista em várias fases, inclusive há 6 atores para interpretá-lo. Cate Blanchett recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (2008) pela interpretação, e o filme foi vencedor do Globo de Ouro no mesmo ano. Vale à pena.

O projeto mais recente do cantor é uma coletânea com músicas inéditas do Hank Williams – ícone da música country norte-americana. Dylan convidou artistas como Jack White e Alan Jackson para terminarem de fazer as melodias das músicas que tinham apenas letras. Há boatos de que Dylan venha ao Brasil para se apresentar na edição deste ano do festival SWU.

No seu septuagésimo aniversário o que se pode desejar é que Bob Dylan fique sempre jovem, que ele suba os degraus da escada que ele mesmo construiu em direção às estrelas. E que seja sempre corajoso para continuar com seus projetos ousados sem deixar de lado a boa música que sempre fez.

The Dø é calmaria e boa música

Posted: 05/04/2011 in Indie, Pop
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Natalia Nissen@_natiiiii

The Dø é uma dupla franco-finlandesa, formada por Olivia Bouyssou Merilahti e Dan Levy, que faz um som com misturas de pop, folk e até música eletrônica. O primeiro álbum do duo foi lançado em 2008, e em março saiu o “Both Ways Open Jaws”. O novo disco tem 13 canções, todas elas com a voz doce e marcante de Olivia; em certos momentos essa voz soa como Björk, ou Mallu Magalhães – centenas de vezes melhorada.

O casal The Dø (Foto: divulgação)

Algumas faixas do disco são mais enérgicas, porém, mesmo assim, têm um poder calmante indescritível. Dan Levy é multi-instrumentista e garante uma composição muito interessante de instrumentos a cada canção, percussão, saxofone, violino, e até mesmo o corpo como forma de expressão musical por meio das palmas, como na música “Bohemian Dances”. Vale a pena parar e ouvir atentamente ao álbum inteiro. As músicas são únicas, no entanto, o conjunto é agradável aos ouvidos sem ser uma mistura de instrumentos jogados de qualquer jeito dentro de um composto, o disco deixa evidente a sintonia entre o casal.

“The Calendar” tem uma melodia quase infantil, se é que me entendem. Bem estilo trilha sonora de  desenho animado. Já “B.W.O.J” tem um minuto e quarenta segundos de duração, começa como se estivesse arrastando o som e depois agita uma dancinha folk, até terminar vagarosamente com uns sons excêntricos. O álbum é de ouvir em dias de chuva, pura melancolia, mas vale para curtir também sem depressão porque as letras são até românticas (romantismo sem sofrimento). As harmonias vão “crescendo”, músicas calmas que não assustam os desprevenidos.

The Dø exige disposição dos ouvintes para interpretar os diferentes sons, mas recompensa a atenção com músicas trabalhadas e envolventes. Para quem ficar interessado em saber mais, eu indico assistir aos vídeos da dupla. Os videoclipes não são tão clichês e têm umas imagens bem diferentes. “Slippery Slope”, “To Insistent“, e “Stay” que não está no último álbum, mas o clipe é muito legal.

Natalia Nissen @_natiiiii

O Tierramystica – integrado por Gui Antonioli, Alexandre Tellini, Fabiano Müller, Rafael Martinelli, Luciano Thumé, Duca Gomes, e Ricardo (Chileno) Durán – se apresenta neste sábado, 19, no Opus 10 Hall Pub em Frederico Westphalen. O grupo de folk metal formado em 2008 já é destaque nacional no gênero e dividiu o palco de shows com diversos artistas importantes do metal, como Paul Di’Anno (aqui mesmo em FW), Scorpions, Angra, Epica, entre outros. O vocalista Ricardo (Chileno) Durán respondeu uma entrevista exclusiva para o The Backstage e você confere a seguir.

The Backstage – O Tierramystica já dividiu o palco com Paul Di’Anno, Scorpions, Angra, e há alguns dias com a cantora Tarja Turunen. O grupo formou-se em 2008 e já alcançou um reconhecimento considerável; como vocês lidam com isso, já era esperado ou foi algo que aconteceu de repente?

O folk metal do Tierramystica em Frederico Westphalen (Foto: divulgação)

Ricardo – Bem, desde o início da formação da banda tentamos ter o máximo de cuidado com a nossa programação, estratégia, etc. Sabemos que isso faz muita diferença, pois queremos fazer um trabalho sólido e bem estruturado tanto em termos musicais quanto em termos de carreira. Então, é de certa forma esperado alcançar esses resultados, pois afinal estamos lutando pra isso! (Risos). E isso vem acontecendo naturalmente, claro que junto a muito trabalho! Ou seja, estamos fazendo a nossa parte. Lidamos com isso na boa, pois fazem parte das nossas metas: levar o Tierramystica junto à nomes de grande peso, e é claro que isso nos deixa muito felizes e satisfeitos!

TB – Como surgiram as oportunidades de tocar com esses artistas?

R – Bem, creio que as oportunidades surgem quando se está pronto para apostar, ousar e quando já se têm uma certa vivência no meio. No caso do Tierramystica, como acabou sendo a continuidade de um trabalho que eu (Ricardo Chileno) e o Fabiano (Muller, guitarra) já havíamos iniciado há quase dez anos atrás, não éramos de todo desconhecidos dos produtores que trazem os grandes grupos para o Brasil e dos fomentadores que realizam os festivais e etc. enfim daqueles que criam e dão espaço para as bandas mostrarem seu trabalho, então já tínhamos diversas parcerias “engatilhadas”, assim, de certa forma o Tierramystica não começou totalmente do “zero” e muitos já esperavam e nos cobravam a continuidade dessa mistura tão fascinante que é a da música latina/andina com o som pesado!

TB – Vocês curtem várias bandas, do rock clássico ao heavy metal, quais delas mais influenciam a música do Tierramystica?

R – Hmm, na realidade cada componente – e olha que são sete! – traz a sua bagagem de influências para o grupo. Eu, por exemplo, trabalho também com música clássica/erudita na OSPA, o Alexandre e o Fabiano, por serem professores, lidam com muita informação musical diferenciada devido aos seus alunos, o Gui também tem outros trabalhos diferenciados assim como o Duca; o Luciano é o que mais tem a ver com a tecnologia da música, o Rafa é bem eclético; enfim todos temos em comum essa paixão pelo som pesado. É claro que as bandas clássicas do rock são as que mais nos influenciam, desde Beatles até Rush ou Iron Maiden só pra citar alguns exemplos, pois se eu fosse para pra citar, certamente ficaria faltando alguma!

TB – Os integrantes já tinham uma bagagem musical relacionada aos sons latinos? Por isso incorporaram instrumentos tão diferentes daqueles que estamos acostumados a ouvir em outras bandas?

R – Creio que os mais “familiarizados” éramos eu e o Fabiano, devido justamente ao projeto anterior que tínhamos, onde esse “caldeirão” de influências andinas, com esse instrumentos todos – charango, ocarina, zampoñas, quenas, toyos e etc. – teve a sua primeira oportunidade de acontecer. Fiquei muito surpreso uma vez ao consultar a Wikipédia e perceber que o estilo “andean metal” tinha como representante o Tierramystica! He He, mesmo não dando muita importância a rótulos, certamente é muito gratificante ver algo que você criou na vanguarda. Quando formado o Tierramystica, todos os integrantes acabaram por aderir definitivamente a esse tipo de sonoridade, já que essa é a proposta principal do grupo.

TB – O grupo dividiu o palco com a Datavenia  no festival Na Mira do Rock em 2009; vocês acompanham o trabalho deles? Eles estarão na plateia do show no próximo sábado.

R – Muito legal! É sempre bom encontrar o pessoal com o qual a gente divide a experiência de tocar, seja num festival, numa abertura de show, nos backstages de algum outro de show e etc. Sempre procuramos acompanhar as bandas com as quais já compartilhamos algum momento da nossa carreira, e posso dizer que a música Devil´s Game está muito boa!!!

TB – E o que o público de Frederico Westphalen pode esperar desta apresentação?

R – Com certeza podem esperar uma apresentação com muita paixão, pois o que mais gostamos de fazer é tocar ao vivo, com certeza! Certamente tocaremos as músicas do álbum “A New Horizon” que é o nosso CD début e que, aliás, apesar da primeira prensagem já estar esgotada, reservamos algumas cópias para o público de FW, pois sem dúvida é um dos lugares que melhor têm nos recepcionado desde o início do grupo!

O The Backstage agradece a atenção de vocês e deseja um ótimo show, e voltem sempre a Frederico Westphalen.

R – Muito obrigado! Nós é que agradecemos o apoio de vocês! Por nós, faríamos shows com muito mais frequência em FW! Gostaríamos de agradecer também aos nossos parceiros que apóiam a nossa proposta musical: Espaço Cultural Zeppelin, Loja A Place, Escola Thalentos, Loja Made In Brazil, Guitarras Walczak. Esperamos todos lá! Que Wiracocha e Inti iluminem a todos nós! E viva à América latina!

Encontre o Tierramystica na internet:

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O Tierramystica divide o palco do pub com os gaúchos do Venus Attack, a partir das 23 horas. Os ingressos estão a venda na Vitrola ou pelo telefone (55) 91363131 – com Catarina. O evento é uma promoção do Na Mira do Rock – 7 anos.