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Carol Govari Nunes@carolgnunes

Para iniciar 2014 a todo vapor, o Cascadura – uma das bandas mais importantes do cenário da Bahia nos últimos anos – realiza mais uma edição do projeto batizado Sanguinho Novo. Além de entreter e levar música de graça para a população, o Cascadura transmite a importância do ato de doar sangue em todo o material gráfico do evento, nas entrevistas, no seu blog e vestindo a camisa da causa. Baseado nas ideias de renovação, circulação, troca e parceria, o Sanguinho Novo assume a atitude de compartilhamento tanto no viés artístico quanto no social. Por e-mail, o vocalista e guitarrista Fábio Cascadura nos contou um pouco sobre o projeto. Confere aí:

The Backstage: Sobre o Sanguinho Novo, o que mudou da edição de 2011 pra cá?

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Cascadura na edição do projeto Sanguinho Novo em 2011 (Foto: Leo Monteiro)

Fábio Cascadura: Em 2011 realizamos a segunda edição do evento. Naquela ocasião, tínhamos algumas coisas que nos ajudaram bastante: estávamos em estúdio, em pleno processo de gestação do disco “Aleluia”; as canções estavam ainda no estágio de gravação e isso dava um frescor a mais para aquela temporada; tudo era curiosidade – a ocasião subimos ao palco com o embrião da formação que temos hoje: sem percussão, mas já com o Du Txai na guitarra (que estreou no Cascadura, bem naquele momento) e ainda com André T e Jô Estrada, nossos produtores… Foi importante tocar com aquela formação para apresentar aquele repertório que hoje é bem conhecido do pessoal todo (o “Aleluia” acabou sendo indicado a Melhor Disco no VMB 2012 e ganhou o Prêmio Dynamite 2013 de Melhor Álbum Pop). Para nossa satisfação, tudo deu muito certo! Foram quatro fins de tarde memoráveis, com muita gente legal indo conferir… Foi uma celebração inesquecível! Queremos mesmo repetir essa dose de emoção no calor do Verão baiano 2014!

TB: Em que ano vocês tiveram a iniciativa de montar essa parceria? Como foi esse início?

FC: A primeira edição foi meio de improviso, num momento de muitas ideias. Era o tempo da Turnê Bogary, tínhamos muitas ideias, todo momento… Essa veio num papo, dentro de um carro, entre eu, Thiago (baterista) e o Dimitri, que era o nosso produtor. Nós comentávamos sobre o grande numero de e-mails que vínhamos recebendo solicitando doação de sangue para alguém que era conhecido de alguém. Sabe? Então pensamos num modo de colaborar com a divulgação dessa necessidade. Eu já era doador de sangue. Procuro doar com alguma frequência. Mas precisávamos de alguma ação mais efetiva para ajudar na conscientização. Daí veio a ideia do projeto Sanguinho Novo.

TB: Esse ano vai ter o stand do HEMOBA?

FC: Nosso menager, Ricardo Rosa, é o Coordenador Geral do projeto nessa edição e está conversando com o pessoal do HEMOBA para vermos o que será possível termos lá. Já é muito importante darmos atenção à matéria. Fazer com que esse tema apareça na agenda das pessoas durante um período que foca mais na festa, badalação e tal… O exercício de debate em torno da consciência para ações como doação de sangue, reciclagem de lixo, cuidados com o meio ambiente, etc, deve ser constante.

TB: Acredito ser meio óbvio, mas qual a importância de um projeto desses em Salvador?

FC: O Verão em Salvador é bem especial. A cidade ganha muita atenção de fora. Mesmo num momento delicado, difícil como o que vivemos agora, com a cidade sob uma convulsão urbana tremenda, quando chega o Verão, ela parece ficar ainda mais interessante. Há uma confluência enorme de pessoas de todo canto que vem pra cá atrás desse clima… Assim, um projeto que propõe apresentar a música de gente que trabalha o ano inteiro na cidade e por ela, e ainda quer falar de um tema importante como o da doação voluntária de sangue é algo muito relevante, ao meu modo de ver. Ainda, com esse crescimento populacional momentâneo na cidade durante a estação, há aumento da necessidade de sangue para transfusões nos postos de saúde e hospitais. Esse é mais um dado que precisa ser levado em consideração.

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TB: Quais as informações que o público deve saber sobre esses shows de 2014?

FC: Acho que cada edição reflete um momento especial. Em 2011 tivemos a honra de contar com parceiros artistas muito incríveis – Maglore, Dub Stereo, Vendo 147 e Velotroz, são realidades muito expressivas no contexto artístico da Bahia, seja por suas obras e atuações no cenário local e nacional, seja pelo desdobramento de sua produção em outros projetos. Esses artistas refletiam o que vinha sendo mais celebrado como novidade, naquele instante, e se afirmaram, por seus próprios méritos, como grandes artistas da Bahia. Os shows foram incríveis! Marcou aquele Verão! Essa edição de 2014 trará gente que cremos estar em consonância com o projeto e o momento da música na Bahia: Clube de Patifes, de Feira de Santana/BA e Falsos Modernos. A primeira tem 15 anos de carreira e é um importante representante da cena no interior do Estado, sendo responsável pelo surgimento e fortalecimento de um novo contexto de produção cultural no eixo Feira de Santana/Camaçari. Acho que essa produção do interior da Bahia foi um grande destaque de 2013 e cremos que com a Clube de Patifes teremos uma representação a altura desse momento bacana. Além disso, eles estão lançando um novo trabalho, acústico. Eu até participei! É bacana! Já a Falsos Modernos é uma banda que vem revigorar o panorama de Salvador. São músicos experimentados, mostrando uma nova possibilidade para a cidade. Gostamos da rapaziada e pomos a maior fé neles. Vai ser lindo.

Bom, nós do Cascadura poremos o melhor de nós no palco. Afinal, é o que fazemos: tocar nossa música! Vai ter de tudo um pouco e espero ainda um pouco mais de tudo… Vamos aguardar que aquela moçada apareça para cantar, curtir e celebrar, na paz! (Fábio Cascadura)

Carol Govari Nunes@carolgnunes

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A banda passou por São Paulo, onde fez show e participou do projeto de Rafael Kent (Foto: Rafael Kent)

A sala de um apartamento no Centro de São Paulo serve de estúdio. O numero do imóvel é 62 de uma rua transversal, a famosa R. Augusta. Ali mora e trabalha o fotógrafo Rafael Kent e é onde ele realiza um projeto que vem ganhando cada vez mais atenção na internet: o Studio 62. Por ele, já passaram nomes como a cantora Ana Cañas, o cantor Max de Castro, o compositor Ivo Mozart e o líder do grupo Exaltasamba, Péricles. Logo virão participações de Negra Li e outros.

Essa semana foi ao ar pela página oficial do projeto no Facebook a performance do CASCADURA. Com a passagem da banda por São Paulo para cumprir agenda de shows e divulgação do novo CD, “Aleluia”, Kent resolveu convidá-los.

Numa formação reduzida, sob o apoio de um violão e um mini-kit de bateria, Fábio Cascadura e Thiago Trad apresentaram três canções: duas de seu repertório autoral – “Juntos somos nós”, do Bogary (2006) e “Soteropolitana”, do recém-lançado “Aleluia” – e ainda um cover. As músicas foram sendo sugeridas na hora da gravação e por motivos óbvios “Soteropolitana” foi incluída, afinal, é o tema do mais novo vídeo clipe da banda. Já “Juntos Somos Nós”, acabou sendo incluída casualmente e o próprio mentor do projeto, Rafael Kent, na página oficial do projeto, depõe sobre esta música e sua relação com o grupo baiano:

 Foi uma das bandas que mais ouvi nos primeiros anos em São Paulo, tempos MUITO difíceis, exclusivamente pela solidão e pela mudança repentina de casa, de ambiente e de referências. Naquela época estava saindo do “Vivendo em grande estilo” ,que quase furou o disco de tanto ouvir, e ia todos os dias nas bancas saber quando que o álbum novo, o grande Bogary, iria ser lançado (na época, na revista OUTRA COISA), perdi as contas de quantos nãos eu recebi do jornaleiro até que um dia ele tinha chegado. Foram músicas que me acompanharam por todo esse período, que me faziam me sentir mais perto de casa (ou ex-casa como preferir) e supriam a minha saudade natural na época.

Kent nasceu no Rio de Janeiro, mas é baiano desde os 4 anos de idade, quando foi com os pais para morar em Salvador. Em 2004, se mudou para Sampa. Depois de muita busca, se descobriu fotógrafo e trabalhou com nomes como Nação Zumbi, Seu Jorge, Fresno, Vivendo do Ócio e outros. Atua na publicidade e dirigindo clipes de artistas brasileiros e de outros países. Vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de audiovisual voltado para a música e certamente é dos nomes mais promissores dessa área no Brasil.

Clicando aqui, você vê o vídeo de “Juntos Somos Nós” e aproveita para conhecer a página do Studio 62 no Youtube.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Mostrando o período de gravação e depoimentos dos envolvidos no disco, o Cascadura disponibilizou hoje, 19, o documentário #AleluiaCASCADURA, no qual mostra também cenas de shows e imagens da cidade de Salvador.

O documentário, que inicia com “Um engolindo o outro”, apresenta na sequência várias faixas do disco e depoimentos de Fábio Cascadura, Thiago Trad, André t e Jô Estrada – os quatro principais responsáveis pelo projeto – além de Jajá Cardoso (Vivendo do Ócio), Gabriel Guedes e Letieres Leite (Orkestra Rumpilezz). Dirigido por Fábio Cascadura em parceria com Léo Monteiro, o vídeo, que tem quase 31 minutos de duração, apresenta tomadas da vida cotidiana de Salvador se misturando com tomadas internas do estúdio de gravação, dando realidade à imagem construída no disco, que é o quinto na carreira da banda.

O documentário confirma a sólida carreira da banda e mostra que, mesmo após 20 anos de estrada, o Cascadura tem gás suficiente para inovar a cada disco.

Abaixo, você assiste o documentário na íntegra. Aqui, faz o download do disco duplo da banda.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A primeira etapa do VMB tá aí: os primeiros cinco colocados serão classificados para a próxima etapa, e aí então concorrerão aos prêmios de Melhor Clipe, Melhor Disco, Melhor Música etc.

Aqui no The Backstage Blog eu vou dar a minha lista (quanta audácia, I know) de indicados em cada categoria – explicando o porquê da minha escolha – e você, leitor, decide se concorda com a minha campanha e vota em seguida em cada link.

Clipe do Ano: Vanguart  – Mi Vida Eres Tu
Ricardo Spencer é um dos meus diretores favoritos e isso já conta 50%. O clipe narra a fantasia de um guri de 7 anos que sonha em ser um adulto – um beatnik, pra ser mais exata. Kerouac e Bukowski estão presentes no clipe. A contracultura e toda uma geração americana também. Eu sou o guri do clipe, fantasiava com as mesmas coisas que ele. Não é de hoje que digo que o cérebro de Spencer tem um parentesco com o demônio, e eu acho isso lindo. A música, inclusive, é belíssima, assim como todo o disco. Enfim, não tinha como dar errado. Eu sei, o clipe da Fresno é massa. Criolo também é massa, mas eles estão em outras categorias, então em Clipe do Ano eu fico com Vanguart.

Melhor Banda: Agridoce
Preciso explicar? Pitty me ganhou (poor thing) em 2003 e desde então já fui a mais de 15 shows. O Agridoce é a multiplicação dos pães de Jesus Cristo, gente (ou do vinho? ou do peixe?). O que eu quero dizer é que é uma banda massa procriando e trazendo à tona outra banda massa. Pra não encher o saco e deixar esse post gigante, você encontra minha opinião e o motivo de eu escolher o Agridoce como Melhor Banda aquiaqui e aqui.

Artista do Ano: Agridoce
Eles se livraram de todas as amarras e estão trabalhando na turnê do disco homônimo. Enfrentam grandes e pequenos públicos, muitos curiosos, alguns preconceituosos que ainda insistem em pedir que Pitty volte a ser punk-rock-hard-core-sabe-onde-é-que-faz e coisas do gênero. Pelo disco, pelo DVD, pelos shows, pela coragem em nadar contra a corrente, Artista do Ano.

 Hit do Ano: Agridoce
“O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você”

Quem nunca cantarolou esse refrão que atire a primeira pedraaaa-a-a (sorry, I can’t help it).

Melhor Artista Feminino: Rita Lee
Eu não acredito que Rita Lee se importe com esse tipo de premiação, mas, pra mim, ela é o melhor artista feminino. Rita Lee solidificou uma carreia brilhante em seus 60 e poucos anos de vida, o “Reza” é um baita disco, ela continua sendo genial, inteligente e linda. Ela é a RITA LEE.

Melhor Artista Masculino: Criolo
Simpatizo com ele. Conheço apenas “Não existe amor em SP”, confesso, mas ele me parece um grande artista. Bom, essa é uma categoria que eu não tenho tanta certeza assim. Também tenho uma simpatia muito grande pelo Seu Jorge, então sei lá, sou café-com-leite aqui.

o Cascadura lançou recentemente o “Aleluia” e já concorre a Melhor Disco do Ano (Foto: Ricardo Prado)

 Melhor disco: Cascadura – Aleluia
Nessa categoria eles tentaram acabar comigo. Vivendo do Ócio, Agridoce e Cascadura. Três das minhas bandas favoritas com brilhantes discos recentemente lançados. Se fosse por nome, ficaria com “Boa Parte de Mim Vai Embora”, do Vanguart.  Ou “O Pensamento é Um Ímã”. Adoro esse tipo de nome de disco/música. Assim como “Hospício Azul do Sol Poente” e “O Pesadelo é Sempre Maior na Minha Cabeça”. Mas como não estamos falando de nomes e sim de um álbum inteiro, fico com o Cascadura, inclusive por ser a única categoria que a banda concorre.  20 anos de estrada, 4 discos na bagagem. Sou louca pelo Cascadura e o “Aleluia” é genial. Fábio Cascadura é um ótimo compositor, o disco é duplo, é experimental, é de chorar. Não entendo como a banda não é uma das mais famosas do Brasil. Escrevi um rápido texto sobre o “Aleluia” aqui, então não vou estender minha explicação. Adoro “O Pensamento É um Ímã”, mas ele estará representado na categoria abaixo.

Melhor música: Vivendo do Ócio – Nostalgia
Porque a música é de arrepiar. Dá saudade da Bahia que eu nem conheço. O arranjo é todo melancólico e nos convida ao deleite da nostalgia – aquele gosto amargo, mas impossível de evitar. (By the way, a banda acabou de lançar o clipe dessa música, também dirigido por Ricardo Spencer).

Melhor Capa: Agridoce
Pitty e Martin. Já assistiu o DVD “20 passos”? Tem o embrião da capa do disco lá. O filme do DVD está todo youtube, mas compre pelos extras que são geniais (Arte da capa: Rogério Fires/Otávio Sousa).

Artista Internacional: Katy Perry
Não que a categoria me importe, mas eu acho a cantora bonitinha e atraente. E gosto do “Teenage Dream”. E paro na frente da TV pra ver seus shows cheios de algodão doce e pirulitos gigantes. Vai entender.

Revelação e Aposta: abstenho-me, não conheço nada.

Se você teve paciência para ler tudo isso, por que não votar? Voltamos a conversar na segunda etapa.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Com 20 anos de estrada e 4 discos na bagagem, o Cascadura lançou na última terça-feira, dia 8, seu mais novo álbum intitulado “Aleluia”, o 5º da carreira. Com 22 faixas (disco duplo), “Aleluia”, assim como “Bogary” (2006), foi produzido por André t no Estúdio T, em Salvador/BA. A coprodução ficou por conta de Jô Estrada, que também aparece nas guitarras, vocais e violões. Para quem não sabe, a produção do “Aleluia” conta com um financiamento conquistado através do edital “Apoio à Produção de Conteúdo em Música”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), instituição vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Durante toda a produção (de maio de 2010 a fevereiro de 2012) a banda atualizou o blog “A ponte”, contando histórias, lançando single, disponibilizando letras e assuntos relacionados ao disco. Atualmente o Cascadura é composto por Fábio Cascadura e Thiago Trad, dupla a frente da banda há 10 anos. Pela formação já passaram diversos músicos, inclusive Paulinho Oliveira e Ivan Oliveira, os quais estão na atual formação, além do guitarrista Du Txai.

Foto de divulgação por Ricardo Ferro

Todo com referência à cidade de Salvador, o disco conta com muitas participações especiais: Mauro Pithon, Jajá Cardoso, Beto Bruno, Ronei Jorge, Jorge Solovera e Pitty, só para citar alguns. O álbum inova o cenário musical da atualidade com harmonias, percussões, timbres, vocais e ritmos diferentes, mostrando – perdoem a paráfrase do clichê – o que de melhor a Bahia tem.

Abrindo com a faixa-título “Aleluia” (composta por Fábio e Candido Sotto, ex-integrante da banda) o disco narra uma história incrível nas 21 faixas seguintes. Músicas como “Soteropolitana”, “A mulher de Roxo”, “Chorosa”, “Um engolindo o outro”, “Resumindo” e “O Cordeiro” são exemplos da diversidade musical presente nessa compilação. Chegando ao final do disco temos uma composição feita pelo quarteto responsável pela produção: “Cantem Aleluia!” é de Fábio, Thiago Trad, Jô Estrada e André t.

As letras falam sobre o tempo, pessoas, descobrimento, reis, sentimentos, figuras lendárias, gírias, religiões. Brancos, índios, negros, africanos, espanhóis, baianos, portugueses, seres humanos: todos representados em “Aleluia”.

Batuques africanos misturados com guitarras pesadas, sintetizadores misturados com violões, atabaques misturados com piano elétrico, vocais gospel misturados com berimbau e tudo isso misturado com rock’n’roll resulta em um dos mais belos discos que já chegaram aos meus ouvidos.

Fábio Cascadura é um dos letristas/compositores mais geniais do cenário musical e o “Aleluia” veio para ratificar que o Cascadura não é só uma das bandas mais importantes da Bahia, mas  também uma das mais importantes do país.

O disco está todo para download no site da banda. No Facebook você também pode baixar, ouvir, compartilhar, correr pro abraço, ser instigado, feliz.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A música representa um imaginado ato de contrição de Cristóvão Colombo (Foto: Fábio Cascadura, em Buenos Aires)

No primeiro minuto do dia 18 de julho o Cascadura disponibilizou em seu site a música “Colombo”, primeiro single do disco “Aleluia”, que deve ter seu lançamento virtual lá por setembro. Para quem não sabe, o “Aleluia” será um disco duplo com 22 músicas e produzido por andré t, mesmo produtor do “Bogary”, um dos maiores discos de rock dos anos 2000.

Além de Fábio Cascadura (voz, vocais), Thiago Trad (bateria, tambor mourisco, tarol medieval), andré t (baixo, piano elétrico) e Jô Estrada (guitarras), “Colombo” conta com a participação especial de Siba Veloso na rabeca.

Quem estava preocupado que nada ultrapassaria o “Efeito Bogary” já pode relaxar: “Colombo” dá pistas de que o “Aleluia” vai ser tão genial quanto o disco anterior.

A música está entre uma das 50 concorrentes do IX Festival de Música Educadora FM, e pode ser votada através do link http://www.irdeb.ba.gov.br/festivaleducadora/

Você lê outras muitas informações sobre o single/produção do disco aqui, e ainda pode ouvir e fazer o download da música.

PS: Fábio Cascadura compôs com Thedy Correa e gravou os vocais da música “Pequena”, da banda gaúcha Nenhum de Nós. O disco foi lançado em abril e está disponível para audição no site da banda.

Carol Govari Nunes @carolgnunes

No início de 2011, O Cascadura volta aos palcos em projeto que incentiva a doação de sangue, fazendo shows gratuitos no Pelourinho (Salvador – Bahia) em quatro domingos de janeiro, ao lado de Dubstereo, Vendo 147, Velotroz e Maglore.

A música está em constante movimento. É esta experiência que o Cascadura vive em seus mais de 18 anos de estrada: uma trajetória que se sustenta em compromisso artístico e na atuação firme dentro do cenário independente nacional. Agora, para voltar aos palcos após um ano de reclusão dedicado aos processos de gravação do quinto álbum da carreira, o Cascadura retoma o projeto Sanguinho Novo, que tão bem representa esta conduta.

Cascadura no Largo Tereza Batista/BA (Foto: David Campbell)

Baseado nas ideias de renovação, circulação, troca e parceria, o Sanguinho Novo assume a atitude de compartilhamento tanto no viés artístico quanto no social. Assim, o Cascadura inicia 2011 com uma série de quatro shows gratuitos nos domingos de janeiro (dias 9, 16, 23 e 30), no Largo Tereza Batista (Pelourinho), sempre às 17 horas, dividindo espaço com expoentes da música soteropolitana contemporânea – Dubstereo, Vendo 147, Velotroz e Maglore – e incentivando o ato solidário da doação de sangue entre os jovens. “Da junção dessas duas características, moldamos o conceito de um evento onde música, bem como o sangue em nosso corpo, circula e se renova”, resume Fábio Cascadura, vocalista e guitarrista da banda.

Sempre atento a oferecer ao público boas novidades e a contribuir para que a produção musical local se mantenha atrativa e em atividade constante, o Cascadura lançou este projeto em 2008, convidando a então iniciante banda Vivendo do Ócio – hoje um destaque do rock brasileiro. Formatar esta iniciativa foi consequência da tradição do Cascadura de apresentar nomes promissores: nos idos de 1993, por exemplo, trouxe o inesquecível The Dead Billies para o palco. Depois, o mesmo aconteceu com Dinky Dau, Inkoma, Sangria, Lacme, dentre outras. “Desde a formação da banda, criamos o hábito de somar forças com outros artistas e, depois que atingimos um certo patamar de exposição, passamos a abrir espaço para aqueles que estavam iniciando suas carreiras. Essa é uma política do Cascadura, um compromisso que temos com a nossa ética”, afirma Fábio.

A troca entre anfitriões, convidados e público, um fator motivador e positivo para todos eles, se alia à campanha de doação de sangue, numa parceria entre o projeto e a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (HEMOBA). Com stand montado no local, o HEMOBA estará disponível para esclarecimentos e fazendo pré-cadastro para interessados em se voluntariar. “A ideia de realizar um projeto que lembrasse às pessoas da necessidade constante do ato de doar sangue veio até nós através das frequentes mensagens encaminhadas pela internet de solicitação de sangue para amigos, parentes, conhecidos”, explica Fábio Cascadura, que estimula: “Já doei sangue algumas vezes e sei que este é um procedimento simples, praticamente indolor, que toma pouco tempo e que pode salvar vidas. É um ato de cidadania, de respeito à vida”.

Batizado de “Sanguinho Novo” também em referência a um disco lançado nos anos 1990 em tributo ao músico, compositor e cantor Arnaldo Baptista, o projeto, nesta edição, se realiza com apoio concedido pelo edital “Tô no Pelô – Apoio à Dinamização Artístico-Cultural do Pelourinho”, parte do programa Pelourinho Cultural, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), vinculado à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Fábio Cascadura comanda a plateia como um talentoso frontman (Foto: David Campbell)

Cascadura em novo show

Afastado dos palcos desde janeiro de 2010, quando encerrou a turnê do disco “Bogary”, o Cascadura apresenta os novos caminhos em que sua música vai se inserir, numa mostra prévia do que será o “Aleluia”, quinto álbum da banda, a ser lançado em 2011. “Vamos ligar aquilo que já temos como marca a possibilidades ainda não usadas, referências à música e à cultura soteropolitanas traduzidas pela argumentação da banda”, adianta Fábio Cascadura, que indica que, além de canções e sucessos da carreira, o CASCADURA irá apresentar, em primeira mão, músicas inéditas do novo trabalho.

A concepção do “Aleluia”, cujos bastidores de produção e gravação estão sendo compartilhados no blog “A Ponte” (em www.bandacascadura.com), busca o conceito viável que justaponha a personalidade artística do grupo e um discurso novo, que dialoga com as mais diversas esferas da cultura da cidade de Salvador. Coproduzido pela mesma dupla do disco anterior – andré t e Jô Estrada –, o “Aleluia” trará novas possibilidades sonoras, novos timbres, novos temas e abordagens, tanto líricas quanto rítmicas, melódicas e harmônicas. Esta produção conta com financiamento conquistado através do edital “Apoio à Produção de Conteúdo em Música”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

SERVIÇO

Sanguinho Novo: Cascadura + 4 bandas baianas pela doação de sangue

Domingos de janeiro, 17 horas

Largo Tereza Batista – Pelourinho

Gratuito

09/01 – Cascadura e Dubstereo

16/01 – Cascadura e Vendo 147

23/01 – Cascadura e Velotroz

30/01 – Cascadura e Maglore

Realização: Piano Forte | Murilo Fróes Produções

Apoio: Hemoba | Pelourinho Cultural

Apoio financeiro: IPAC | Fundo de Cultura da Bahia | Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia | Secretaria de Cultura do Estado da Bahia

Informações:

www.sanguinhonovo.com

71 9127-7803

Flyer do evento circula por todas as redes sociais (Divulgação)

Conheça um pouco das bandas convidadas:

Dubstereo: Analógico e digital, moderno e vintage, groovado e sintético, local e global. Esses são os adjetivos que traduzem o som que o Dubstereo, coletivo baiano fundado há três anos, vem produzindo. No canto falado dos vocalistas, a cadência do rap e do repente, a originalidade das letras que falam da vida vivida nas ruas através de crônicas do cotidiano. Na batida pulsam sons como o afrobeat, o drum’n’bass e o hip hop. No grave, o groove fervente do funk, encaixado como um mantra nas melodias. A harmonia dos teclados traz o som industrial dos anos 1990 jamaicanos. O Dubstereo com toda a certeza tem a Jamaica como fonte de inspiração. Não apenas no nome, que faz menção à mais orgânica das músicas eletrônicas [o Dub], mas na base de todo o seu instrumental. Tomando como referência clássicos riddims [bases instrumentais], o grupo descobriu a fórmula para misturar o bom e velho reggae com uma porção de outras coisas.

Vendo 147: Primeira banda brasileira a apresentar o “clone drum” – ou seja, ter dois bateristas dividindo o mesmo bumbo, simultaneamente –, a Vendo 147 faz som instrumental, tocado pelo quinteto Glauco Neves e Dimmy ‘O Demolidor’ Drummer – os “bateristas-clones” –, Pedro Itan e Duardo Costa nas guitarras e Caio Parish no baixo. Apesar de não querer ser rotulada, é inegável dizer, pelo menos, que a banda toca rock. Rock de verdade, como dizem alguns roqueiros velhos, órfãos, saudosistas. Rock bem tocado. Atual, mas com um leve toque de ontem. Virtuoso, sem ser chato. Rock pra quem odeia e pra quem adora rock. Pra suíços e baianos. Criada em 2009, a Vendo 147 já tem um produtivo histórico e vem se destacando em festivais e eventos em todo o país.

Velotroz: Surgida no início de 2007, a banda Velotroz tem influência de diversos ritmos, inclusive o Axé. Chama atenção do público tanto pela performance explosiva do vocalista Giovani Cidreira quanto pela alegria das músicas. Com guitarras assumindo papel relevante e fazendo o peso nas composições, violão construindo clima melódico e intimista e elementos percussivos incorporados em algumas canções, as apresentações da Velotroz são sinônimo de diversão. A boa aceitação só incentiva seus componentes – ao lado de Giovani no vocal e no violão, estão Tássio Carneiro (guitarra e teclados), Danilo Anes (guitarra), Caio Araújo (baixo) e Jeferson Dantas (bateria) – a serem ainda mais criativos. “Parque da Cidade”, o EP de estreia da Velotroz, mostra em oito faixas um trabalho que soa único e universal ao mesmo tempo.

Maglore: Em agosto de 2009, nascia a banda que logo se tornaria um expoente do cenário independente baiano. A Maglore propõe a sinestesia musical entre cores e sons, trazendo elementos musicais de vários cantos do mundo: da espontaneidade da música popular brasileira à classe do rock britânico, aliadas a letras sinceras. O resultado disso é um rock tropical. Formada por Nery Castro (contrabaixo), Igor Andrade (bateria), Leo Brandão (guitarra, teclado e vocais) e Teago Oliveira (guitarra, voz) – este também responsável pelas composições –, a Maglore começou a sua carreira com “Cores do Vento”, seu primeiro EP, produzido por Jorge Solovera. Em menos de um ano de estrada, a banda conseguiu acumular vitórias em concursos de música, como o Festival FUN MUSIC (SP), o Desafio das Bandas (BA) e o iBahia Garage Band, através de votação popular, que rendeu uma apresentação no Festival de Verão Salvador 2010.

Fonte: Assessoria de Imprensa – Banda Cascadura
Paula Berbert
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