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Natalia Nissen@_natalices

cartolas

O nome da música não é “a graça da saudade”, isso é o que eu senti quando ouvi e fiquei lembrando de Frederico Westphalen. Uma tia me perguntou se eu tenho saudades de lá e eu disse que sim, mas não a saudade de pensar a todo instante em voltar a viver lá. É a saudade das coisas boas que eu vivi.

Eu gosto de Cartolas e isso não é segredo. Se jogar o nome da banda na busca do blog já vai dar pra notar. As músicas sempre me surpreendem. Eu acho graça da música, do bom humor que ela tem. Por mais que a situação possa ser deprimente, tem graça.

Se doer, Tylenol. Pra secar a lágrima tem o sol.
E que atire a primeira pedra quem não ri com “curiosidade me faz queimar o dedo. Eita cidade mais ruim que não tem nada. Que todo mundo pegou alguém que alguém pegou”.

Sdds faculdade. Sdds voltar pra casa do pub a pé, com sapato na mão, e com a cara da derrota. Porque se tem dinheiro pra ir à festa ou pra pagar o taxi, jamais para os dois.

E de quebra, dá pra fazer o download do último CD da Cartolas “Apavorando o Flashdance”. Mas fica a dica, tem que atualizar o “News” do site, porque de New tem nada.

Que vídeo mais simples, mais bonito e irônico.

[youtube:https://www.youtube.com/watch?v=nopkW56WbEU&list=UU5ed4941JuJhvUavDW-k2RQ%5D

Natalia Nissen@_natiiiii

Tem gente que defende uma banda com unhas e dentes e chega a ficar até chato para quem ouve. Mas, independente da intensidade do que se sente por algum artista, sempre rola uma decepção quando a gente chega num show e percebe que a banda é boa, mas meia-dúzia de gato pingado apareceu para assistir. Foi mais ou menos isso que senti quando a Cartolas tocou aqui em Frederico Westphalen, lá em meados de setembro.

Um calor do capeta dentro da casa, um ventilador e uns climatizadores mequetrefes que, não é novidade, não davam conta do recado. Aí tu vê uns quatro casais tímidos perto do palco, um pessoal perto do bar, os “vips” no camarote, a galera da “vibe” reclamando da banda de rock e assim a vida segue. Fiquei ansiosa pelo show, mas acabei conseguindo ver só o final e, mesmo assim, valeu a pena. Não é fácil reparar a decepção dos próprios músicos que se apresentam em FW para um público muito pequeno se for comparar com toda a galera que espera o show sertanejo começar… ou a que desce pro “inferninho” do tuntztuntz. Enfim.

A banda me ganhou de vez na abertura do Eric Clapton, em outubro do ano passado. Aí fiquei torcendo para ver a trupe por aqui o quanto antes. Gosto porque dá pra ouvir uma noite toda sem enjoar. Música sem frescura, sem “artista” dando showzinho com solos intermináveis e falta de interação com o público. Não é de hoje que eu venho aqui para escrever que gosto das músicas com letras irônicas e que fazem bem o tipo que uns chamam de “rock gaúcho com fórmula pronta”.

Cartolas é uma banda que eu ia gostar muito de ver no Les Paul Rock Pub. Taí a dica. E olha que eu já vi os caras fazendo show para milhares de pessoas e para poucas dezenas. É uma banda que toca com a mesma vontade, independente do tanto de gente que assiste. E é assim que tem que ser. Pelo menos eu bato o pé achando que é assim.

Há pouco menos de um mês eles colocaram no Youtube o vídeo da música “Um Segundo”, o primeiro single do próximo disco. “Quanto veneno é preciso pra eu dizer que alguém me sacaneou mesmo dizendo que foi sem querer?” (às vezes parece que essas festas são todas parte de uma grande sacanagem com que gosta de rock).

Ah, e tem Cartolas no Set List também!

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Neste sábado, 15, a banda Cartolas se apresenta em Frederico Westphalen. Há quatro meses parada, a Green Lounge reinaugura seu espaço e comemora 3 anos de grandes e comentadas festas. Para essa comemoração, a banda principal da noite vem de Porto Alegre com dois CD’s na bagagem e preparando um novo disco para lançar ainda esse ano. Por e-mail – e um e-mail bem engraçado, diga-se de passagem, porque virou um chat entre os integrantes – os músicos da banda responderam várias perguntas ao The Backstage e garantiram que quem for ao show amanhã vai conferir todos os antigos e novos sucessos da banda, além de versões esdrúxulas do rock’n’roll.

Confere aí:

Com dois discos na carreira, a banda pretende lançar um disco, single e clipe novo ainda nesse semestre (Foto: Rômulo Lubachesky)

The Backstage: Quando vocês iniciaram a banda?

Cartolas: A banda começou com o André e o Otávio (nosso ex-baixista), que são irmãos. Os primeiros shows da banda foram em 2005.

TB: Quais as principais influências?

C: Beatles, Franz Ferdinand, Supergrass, Chico Buarque, cerveja, Oasis, Machado de Assis, Strokes, The Kinks, relacionamentos e por aí vai.

Essas são as principais influências que nós 5 temos em comum. O André andou fissuradão em Marvin Gaye e adora o “The Suburbs” do Arcade Fire, o Preza e eu [Pedro] adoramos soul (Tim Maia, Stevie Wonder, Otis Redding, Stax/Motown…), o Melão manja de The Doors, samba e jovem guarda e o Mariano adora Queen e Arctic Monkeys.

TB: O que vocês têm ouvido ultimamente?

C: Na van, temos ouvido Sharon Jones & The Dap-Kings, Supertramp, o mais recente [e, infelizmente, também último] dos Beastie Boys (“Hot Sauce Committee part 2”), Lalo Schifrin, o “By The Grace of God” dos Hellacopters, o “First Band on The Moon” dos Cardigans, O “The Love Below” do Outkast, Sondre Lerche, Pizzicato Five, Mike Viola… Um pouco de tudo.

TB: Como vocês enxergam o atual cenário musical das bandas independentes? Sabem palpitar sobre o domínio do sertanejo e o sumiço do rock nas rádios?

C: Bom, podemos dizer que não tá fácil pra ninguém. Quanto à segunda pergunta, acho que sempre tem a onda do momento, que no momento infelizmente é esse gênero particularmente artificial de musica sertaneja.

TB: Quais os principais trabalhos da banda? Vem single novo por aí?

No site da banda, você faz o download dos dois discos, além das letras e cifras das músicas (Foto: Rômulo Lubachesky)

C: Temos dois discos lançados. “Original de Fábrica”, de 2007, e “Quase Certeza Absoluta”, de 2010. Sim! Vem single, clipe E disco novo por aí! Oba!! O álbum ainda não tem nome, mas o primeiro single deve sair em duas semanas e se chama “Um Segundo”.

TB: Vocês tem dois CDs. Como foi o processo de gravação deles?

C: Um bem diferente do outro. O primeiro foi gravado no Rio de Janeiro, na Toca do Bandido (um baita estúdio fundado pelo “Late Great” Tom Capone), e produzido pelo (Carlos Eduardo Miranda. A gravação desse álbum foi prêmio de um festival nacional de bandas que nós vencemos em 2005. O segundo foi produzido pelo Ray-Z (Produtor paulista erradicado no RS, ex-Jupiter Maçã, Os Ostras e RPM!). Fizemos a pré-produção (arranjos das músicas e gravação de demos) em um sítio em São Francisco de Paula e gravamos em Porto Alegre. Para o próximo, estamos bolando um projeto de financiamento coletivo (vulgo Crowdfunding), que é um lance muito legal. Aliás, quem quiser sugerir alguma recompensa maluca, ainda dá tempo de dar um grito lá na nossa página do Facebook.

TB: O que o público frederiquense pode esperar do show de vocês aqui na cidade?

C: Um show QUENTUXO. Questão de hora e meia de agito, com todos os nossos sucessos e mais alguns covers que a gente curte. Como diria o Preza, nosso vocalista: “Um histerismo louco – Isso é Tremendo”!!!