Posts Tagged ‘Bidê ou Balde’

Carol Govari Nunes@carolgnunes

DSCN2623

Rafael Malenotti durante o show na FEICAP (foto: Carol G. Nunes)

No último sábado, dia 18 de abril, ocorreu na  cidade de Três Passos/RS a 13ª FEICAP (Feira Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária) e duas bandas gaúchas de rock estavam na programação: Acústicos & Valvulados e Bidê ou Balde. Marcado para iniciar às 23h, o primeiro show foi dos Acústicos & Valvulados.

No setlist, todos os hits das mais de duas décadas de carreira, incluindo “Até a hora de parar”, “Remédio”, “Fim da tarde com você”, “O dia D é hoje” e tantas outras. Poucas músicas do disco novo, o que fez com que o público soubesse cantar praticamente tudo. Rafael Malenotti sabe muito bem o que está fazendo: cativa o público o tempo todo, que responde carinhosamente às chamadas do vocalista para cantar bem alto e bater palmas.

Em determinado momento do show, Rafael passa a bola para Luciano Leães, Alexandre Móica e Diego Lopes. São eles que assumem o vocal e comandam o show. Enquanto isso, Rafael estava no fundo do palco fazendo fotos com as soberanas da 13ª FEICAP. Aliás, outra particularidade deste show de rock foi a presença das soberanas no palco. Elas (eram três: rainha e duas princesas, provavelmente) entraram desfilando e se posicionaram junto com Rafael, bem na frente do palco (que tinha uma passarela, a qual foi muito aproveitada por ele). Bem neste momento eu estava filmando, então vocês podem conferir as soberanas no meio de “Fim da tarde com você” aqui.

Com pouco mais de 1h20min, o show terminou. Não teve bis, afinal, o palco tinha que ser trocado, pois em seguida a Bidê ou Balde era quem estaria ali.

Neste momento, fãs já aguardavam na grade que impedia o acesso aos camarins. Pouco a pouco, eles foram entrando e os músicos ficaram durante muito tempo conversando com todos, inclusive do lado de fora, na área aberta. Muitas fotos, muitos elogios, muita atenção mútua.

Não demorou muito para que a Bidê ou Balde chegasse. Eles saíram do camarim com jalecos brancos e óculos de proteção. Logo, já estavam no palco arrancando os jalecos e assumindo suas “reais identidades” de terno e gravata. No setlist, músicas como “Microondas”, “Me deixa desafinar”, “Melissa” e “É preciso dar vazão aos sentimentos” fizeram o público cantar e pular.

Carlinhos Carneiro comandou muito bem os sobreviventes no final do show. Pedia para que eles levantassem a mão direita, depois a mão esquerda, trocassem, levantassem as duas, ficassem com elas para cima. Todos que ali estavam obedeciam prontamente. Vivi também usou a passarela e foi lá para frente com Carlinhos, fazendo com que todos batessem palma e cantassem junto.

O show terminou com “Mesmo que mude”, uma das canções mais aclamadas da banda. Alguns cansados, outros emocionados e cantando muito.

No POA Music Scenes você lê um relato completo da noite.

As fotos da noite estão na fanpage do The Backstage.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

ImageProxy

O final de ano da banda de rock Bidê ou Balde está sendo de um ineditismo inédito: entre este final de novembro e começo de dezembro está rolando a sua primeira turnê internacional, com shows no Uruguai, Argentina e Peru. No último final de semana que passou a Bidê encantou nossos hermanos em Montevidéu e Buenos Aires, e nem deu tempo de desfazer as malas para as próximas peripécias. Olha aí a primeira agenda com DDI dos Bidê:

21/11, sexta-feira (já ocorrido)

El Living

Montevidéu (Uruguai)

23/11, domingo (já ocorrido)

Festival Nuestro – Estadio del Bicentenario

Buenos Aires (Argentina)

29/11, sábado

Feira Binacional Brasil-Uruguai do Livro

Jaguarão (Brasil)

5/12, sexta-feira

Cocodrilo Verde – Miraflores

Lima (Peru)

6/12, sábado

II Festival Peru + Brasil – Asociacón Guadalupana

Lima (Peru)

Em Jaguarão (na Feira Binacional do Livro) e no Peru (no Festival Peru+Brasil) haverá também o lançamento internacional do livro “Uns Troço do Só Mascarenhas”, escrito pelo vocalista da Bidê, Carlinhos Carneiro, e recentemente lançado, com estrondoso sucesso, na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, com direito a show histórico da BoB para uma multidão ensandecida que lotava a praça da Feira.

Nesse período a banda também vai estar finalizando seu novo álbum, repleto de participações especiais, encontros inesperados e novidades chocantes, misturando e pondo pra fora de forma musical, um reflexo dessa fase alto astral, criativa e cheia de premiéres que a Bidê está vivendo.

Outra informação importante é: depois do sucesso na Feira do Livro, é chegada a hora do lançamento do livro “Uns Troço do Só Mascarenhas”, psicografado por Carlinhos Carneiro e ilustrado por Carla Barth, na Livraria Cultura (em Porto Alegre), dia 1º de Dezembro. Cola lá!

PS: em respeito à Ame o rock!, que alinha todos os seus textos à direita, o The Backstage também deixa esses bonitos caracteres alinhados dessa forma :)

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A música do dia vem direto de 2002, do álbum “Outubro ou nada”, da banda Bidê ou Balde. Com essa chuvinha, quem é que quer sair da cama? A letra da música é praticamente minha biografia: “E eu sempre acordo tarde, então não me chama / que tal passa a vida inteira dormindo mais que a cama?”. Ultimamente tenho sido uma pessoa mais diurna, mas durante muitos anos cultivei o (feliz) hábito de dormir até (bem) tarde – com chuva ou sem chuva.

A música cita o clima inglês e é completada pela coerência presente nas letras de todos os álbuns da Bidê ou Balde. Aliás, me identifico muito com o “Outubro ou nada”. “O antipático”, por exemplo, com sua agradável melodia e afetuosa letra dizendo “Eu não vou ficar sorrindo só pra ganhar a sua atenção / pare de tentar vencer do jeito mais prático” sempre disse muito sobre minha discreta personalidade.

Na verdade, minha identificação com a Bidê ou Balde vem desde “Se sexo é o que importa, só o rock é sobre amor”, de 2000, até “Eles são assim. E assim por diante”, de 2012. Já falei isso aqui umas mil vezes, mas em dias tão chatos do politicamente correto, de mensagens melosas, harmonias batidas, bandas palatáveis e completamente sem irreverência, letras que rimam “conselho” com “joelho” (ouça “Não adianta chorar”) são sempre bem vindas.

“Hollywood”, “É preciso dar vazão aos sentimentos”, “Back to quinze”, “Senhor promotor”, “Madonna”, “Lucinha”, “A-há”, “Tudo é preza”, “Coisinhas nojentas de amor”, “(Eu te amo) Lucinda” são as que me vem na cabeça, agora. Então a “música do dia” praticamente passou a ser a “banda do dia”, mas foi impossível colocar pra tocar só “Adoro quando chove”, a discografia inteira veio de brinde. É que hoje acordei meio Bidê ou Balde.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O último final de semana foi agitado por dois shows de rock em Frederico Westphalen. Aconteceu na Ecco Eventos o Green Festival, que trouxe duas conhecidas bandas gaúchas: Tequila Baby e Bidê ou Balde.

DSC03506

Divulgando seu último disco, a Bidê ou Balde passou por Frederico Westphalen no último sábado, 15 (Foto: Carol Govari Nunes)

Freguês da cidade, esse é o terceiro ano consecutivo que a Bidê ou Balde vem se apresentar em Frederico. Por volta das 2h20min do último sábado, 15 (madrugada de domingo), a banda chegou à Ecco Eventos e logo depois iniciou o show que durou mais ou menos uma hora e meia. Antes do show, Carlinhos Carneiro conversou com o The Backstage e contou que a divulgação do novo disco está melhor do que se esperava. Por enquanto, a banda está divulgando o CD intitulado “Eles são assim. E assim por diante” apenas no Rio Grande do Sul, mas em janeiro de 2013 eles já partem para São Paulo fazendo shows com o repertório mais voltado para o novo disco – até o momento, eles ainda intercalam sucessos como “Bromélias”, “Microondas” e “Mesmo que mude” (que ganhou um bônus track lindo no novo disco #ficaadica), além de músicas do EP lançado em 2010.

A parte audiovisual da banda também está a todo vapor: eles estão com o clipe de “Lucinha” quase pronto e no início do próximo ano eles já começam a gravar o clipe de “+Q1 Amigo”. A ideia é emendar outros vários clipes na sequência, mostrando que o quarto disco da banda veio com tudo.

Carlinhos contou que a gravação do “Eles são assim. E assim por diante”, a qual durou mais ou menos um ano e meio, foi bem bizarra: eles gravavam estrofes soltas, refrão por refrão, tudo separado. Desde 2010, a banda gravou umas 24 músicas inéditas e ainda será lançado mais um EP. É a Trilogia BidêouBaldilística: um EP, um CD e outro EP.

De volta à rotina independente, o disco foi produzido pela banda e por Gilberto Ribeiro Junior.

– Trabalhamos muito nesse disco, então valia mais a pena divulgarmos sozinhos. Ficamos um tempo com o Lelê, mas não estava sendo proveitoso nem pra gente, nem pra ele, afirmou o charmoso vocalista.

Outra novidade é que ano que vem um tecladista acompanhará a Bidê ou Balde na turnê do novo disco: Leonardo Bofe entra para a trupe e embeleza ainda mais a presença de palco que observamos no último sábado.

Pra quem ainda não comprou, “Eles são Assim. E assim por diante” está à venda no site da banda. De quebra, sua compra ainda vem com foto autografada, adesivos e você concorre a otras cositas más, ou seja, é uma edição super especial.

Se o mundo não acabar dia 21, esperamos que ano que vem a Bidê ou Balde volte com o show completo do seu novo disco, porque o mundo seguirá assim, e assim por diante.

Outro vídeo do show (+Q1 Amigo) você assiste clicando aqui.
Mais fotos você encontra na fanpage do The Backstage Blog.

Carol Govari Nunes@carolgunes

Repassando um aviso de inegável importância:

No provável último show aberto ao público do Império da Lã no ano, os cavaleiros imperiais decidiram transformar mais uma vez o seu já consagrado “Bailão”, com músicas de Frank Sinatra, Burt Bacharach, Roberto Carlos, Tim Maia, Stevie Wonder, entre outros.., numa verdadeira festa jamaicana, acelerado os “BPMs” das canções e gerando uma catarse e euforia rítmica em arranjos contagiantes e raros de se presenciar ao vivo.

Imagem: divulgação

Vindos dos mais elegantes grupos musicais do estado, os Cavaleiros Imperiais deste espetáculo serão: Carlinhos Carneiro (da Bidê ou Balde), Chico Bretanha (da Groove James), Leonardo Boff (da Funkalister), Sassá (dos Darma Lovers), Marcos Rubenich (dos Walverdes), João Augusto e mais o Fabuloso Naipe de Metais do Império (FNMI), comandado por Rodrigo Siervo (Funkalister/Camerata Brasileira). Mas, sacomé… a emoção bate forte, vai juntando mais e mais gente pra tocar e o Império acaba crescendo e indo além do previamente imaginado… então, só vendo lá na hora o que sai (e o verdadeiro número de músicos no palco)!

Vá pro Ocidente na próxima quinta-feira se despedir do Império em 2011!!!

SERVIÇO:
O QUE – Império da Lã: Bailão Ska
ONDE – OCIDENTE ACÚSTICO – Bar Ocidente – (Av. Osvaldo Aranha, 960, esq. com João Telles), Porto Alegre/RS
QUANDO – Quinta, 01/12/11, 22h
QUANTO – R$20,00

Imagem: divulgação

“Lucinha”, a nova da Bidê ou Balde

Estou inlove com a música nova da Bidê e aproveito para deixar o link aqui para quem quiser ouvir.

“Lucinha, meu tabasco do feriado
Eu te arranjo um namorado
Se tu disser sim
Lucinha,  meu tabasco do feriado
Eu te arranjo um namorado
Se tu quiser.”

É muita poesia.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Em 10 de dezembro de 2010 a Bidê ou Balde lotou a Green Lounge (Foto: Carol Govari Nunes)

Em dezembro de 2010 a Bidê ou Balde tocou na Green Lounge em Frederico Westphalen, e agora na comemoração do segundo aniversário da casa a banda volta para fazer outro show na cidade. Com EP lançado há pouco para dar um gostinho do CD que está por vir, a Bidê reformou o site e lá dá para ouvir todas as músicas do EP. Não dá para baixar, mas na lojinha do Facebook (quero comissão das vendas) o EP tá custando 13 pila (pila de reais, não do guitarrista).

Depois desse show na Green Lounge a banda segue a sua agenda do mês de setembro até que no dia 29 vai rolar no Bar Opinião, em Porto Alegre, a “Discografia Rock Gaúcho” – edição especial de um ano. Dois álbuns clássicos do rock gaúcho executados na íntegra e na ordem. A Bidê toca o “Se Sexo é o que Importa, só o Rock é Sobre Amor”, de 2000, e a outra banda da noite é a Tequila Babycom o disco homônimo, de 1996.

Então o pessoal de Frederico e região já sabe o que fazer dia 16, sexta-feira. O show é na Green Lounge e os ingressos estão custando R$20, 25, e 30.

Se quiser reler a entrevista que o Carlinhos Carneiro, vocalista da Bidê ou Balde, gentilmente concedeu ao The Backstage ano passado, é só clicar aqui.

Carol Govari Nunes – @carolgnunes

Quem esteve na Green Lounge na última sexta-feira conferiu em um clima e temperatura de 666ºC o show da Bidê ou Balde. Com um set list bem elaborado e distribuído, a banda apresentou 22 músicas, incluindo as novas “Me deixa desafinar” e “Tudo é preza”, além de sucessos anteriores, como “Bromélias”, “Melissa”, “Cores bonitas”, “É preciso dar vazão aos sentimentos”, entre outras.

Linha de frente durante o show (Foto: Carol Govari Nunes)

Apesar da temperatura absurdamente elevada na Casa de Shows (devido aos climatizadores estarem desligados por causa do temporal que afetou as redes elétricas de Frederico), o calor não impediu que a banda pulasse de um lado para o outro no palco. O público também não ficou com medo do calor – todos fizeram coro e dançaram durante o show inteiro, fazendo jus ao espírito de qualquer roqueiro que se preze.

Intercalando músicas dos 3 ábuns, a Bidê ou Balde apresentou um show de aproximadamente 01h30min. Alguns covers surgiram no meio das músicas próprias: “Hoje”, do Camisa de Vênus (música que faz parte do disco “É preciso dar vazão aos sentimentos”); “Molly’s lips”, do Nirvana; “Blister in the sun”, do Violent Femmes, e no encerramento do show apareceu um negócio muito louco que foi uma mistura de Nirvana com Jorge Ben.

A interação com o público foi algo que muitos comentaram após a apresentação. Existe uma grande diferença entre músicos que se divertem sozinhos no palco e músicos que se divertem e divertem os que estão assistindo. A plateia ficava ensandecida todas as vezes que o vocalista Carlinhos Carneiro (que me deu uma entrevista aqui) se dirigia a ela, fosse para dar um recado da Casa, dar boa noite, falar do Inter ou do Grêmio ou qualquer coisa que ele pensasse naquele momento.

Laura e Edilson Zanardi puderam ver o show do camarim (Foto: Carol Govari Nunes)

Um fato peculiar que aconteceu neste show foi a vinda de duas pessoas de Araras, interior de São Paulo. A estudante Laura Zanardi, 15 anos, conta que ficouu sabendo do show no site da Bidê ou Balde e convenceu seu pai, o Engenheiro Edilson Zanardi, a trazê-la até Frederico para ver o show da banda. Laura também conta que há mais de 6 anos que ela esperava por esse dia – diz que sempre gostou muito da Bidê. Seu pai também é fã dos músicos. Os dois chegaram em Chapecó (SC) por volta da 1h da manhã da sexta-feira, dia 10, conheceram a cidade, alugaram um carro para se dirigir até Frederico Westphalen, chegando às 16h30min na cidade. Eles tiveram a oportunidade de conversar com a banda no micro-ônibus e conferir o show do camarim que a Green Lounge oferece aos músicos.

Por e-mail, Edilson me contou que eles chegaram em Chapecó 30 minutos antes do voo e não queriam deixar que eles embarcassem por causa da chuva. Depois de muita insistência, ele e a filha embarcaram num voo até Floripa e depois em outro até São Paulo (com duas horas de atraso). O resultado foi que eles passaram mais de 30 horas sem dormir. Mas nada disso abalou o engenheiro, que finalizou o email com um “espero vê-los num próximo show”. É o rock, né.

Se liga no vídeo de “Tudo Bem”, gravado aqui em Frederico Westphalen: