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Natalia Nissen@_natiiiii

Hoje a noite acontecerá o tão esperado tributo a Ramones no Les Paul Rock Pub, em Frederico Westphalen, mas não é uma festa convencional. Nos vocais: Duda Calvin, o frontman da Tequila Baby, banda que já gravou disco com participação do próprio Marky Ramone. Na guitarra: Guilherme Busatto, vocalista e guitarrista da Datavenia. No baixo e na bateria: Maurício Donin e Gustavo Minuzzi, integrantes da Antonieta.

A banda teve pouco mais de uma semana para ensaiar as 24 músicas do repertório (Foto: Natalia Nissen)

A banda teve pouco mais de uma semana para ensaiar as 24 músicas do repertório (Foto: Natalia Nissen)

O show faz parte de uma série de tributos programados para acontecer no Les Paul Rock Pub: Nirvana, Pearl Jam, Legião Urbana, entre outros. Como os próprios membros da formação especial para o tributo definem, Ramones é uma banda que faz parte da formação musical de grande parte das pessoas que hoje fazem música em Frederico Westphalen e o Duda Calvin também representa um pouco disso.

– Há um tempo atrás existia uma trinca sagrada aqui em Frederico: Tequila Baby, Ramones e Nirvana. Tributo a Nirvana nós já fizemos, Tequila Baby fez show aqui e só faltava o tributo a Ramones. Pra quem gosta de Ramones, o Duda tem uma voz conhecida, então ficou perfeito. O Duda disse que nunca fez esse tipo de show com uma banda que não conhece, mas topou pela parceria, por já me conhecer e porque é pro Les Paul e tal. Ele disse “então vamos ver qual é que é”, explica Minuzzi.

Tocar com o líder da Tequila Baby é um desafio e uma realização pessoal e musical para os músicos daqui. Maurício lembra que Tequila Baby fazia parte do set list básico de quem queria tocar rock há uns anos. Mais nostálgico, Guilherme lembra do primeiro show ao qual assistiu. “No primeiro Rock Show que teve aqui em Frederico Westphalen eu devia ter uns nove ou dez anos idade. Acabei indo meio por acidente porque meu tio tinha um bar e ia trabalhar lá. Não sei se foi o primeiro show da Tequila Baby aqui, mas foi um dos primeiros e eu já tava lá curtindo. Aprendi a tocar guitarra por causa da Tequila, dá pra dizer que nossa primeira banda era pra tocar Tequila Baby, Ramones e Nirvana”.

A ideia foi do Minuzzi, com apoio do proprietário do pub, Crystian Graffitti. O objetivo era trazer o Duda Calvin para cantar. “O Duda tem uma banda, a Todos Somos Ramones, que faz tributo, mas falei pra ele que não tinha grana pra pagar toda a banda e ia montar uma pra tocar com ele, com pessoas de confiança” conta Minuzzi. E parece que deu certo. Assim que as férias da Tequila Baby foram confirmadas, o tributo a Ramones começou a tomar forma para acontecer em Frederico Westphalen.  A única exigência foi um vídeo para ver se a banda dava conta do recado.

O repertório teve sugestões dos músicos frederiquenses, mas a cartada final foi do Duda Calvin. 24 músicas entre clássicos e não tão conhecidas assim, e alguns bônus que a maioria de quem gosta de rock and roll já ouviu. O trabalho foi intenso, afinal, ensaiar todas as canções em pouco mais de uma semana e deixá-las afiadas para agradar ao líder e ao público não é tarefa simples. Algumas sempre estiveram na ponta da língua, outras são mais difíceis e exigiram um pouco mais de empenho dos guris. Somente o último ensaio, o de hoje, tem a presença do Duda Calvin.

Músicos frederiquenses formam a banda de tributo a Ramones ao lado de Duda Calvin (Foto: Natalia Nissen)

Músicos frederiquenses formam a banda de tributo a Ramones ao lado de Duda Calvin (Foto: Natalia Nissen)

E o resultado poderá ser conferido hoje à noite e é o público quem decide se a ideia foi boa ou um tiro no pé. O que não deixa dúvidas é que mesmo audaciosa, a iniciativa é válida e faz parte da índole dos roqueiros da cidade: gente que não tem medo de tentar o novo.

Os ingressos antecipados custam R$ 15 na Aba Store, Lugosi Rock Bazar, Posto Maranello e Sorveteria Skina. Na hora R$ 20.

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Natalia Nissen@_natiiiii

Na noite desta sexta-feira, 27, a Antonieta fez a tão aguardada reestreia no palco do Les Paul Rock Pub. Casa lotada de um jeito que eu ainda não tinha visto desde a inauguração e a banda com um repertório caprichado. O clima ainda contribuiu bastante e não espantou a galera que quis aproveitar a noite de música. Faltou interação com o público, mas isso vem com o tempo e experiência. Tinha visto a Antonieta tocar uma ou duas vezes, isso lá em 2010, e o tempo só fez bem, amadureceu, escolheu boas músicas e agora está muito melhor.

Nova formação da Antonieta fez bonito no palco do Les Paul (Foto: Natalia Nissen)

O que mais chamou atenção foi o repertório, souberam valorizar o vocal feminino e escolheram músicas diferentes que dificilmente outras bandas tocam por aqui, Antonieta tem uma pegada meio Copacabana Club. Nunca pensei em ouvir Katy Perry e Lady Gaga num pub de rock and roll, mas nem só de pop a noite foi feita, também rolou The Beatles, The Doors, Nirvana, Amy Winehouse e até The Pretty Reckless (Make Me Wanna Die foi a que mais me surpreendeu e curti pra caramba). A proposta da Antonieta é fazer uma música mais dançante e conseguiu fugir do padrão sem perder a classe.

Ontem à tarde a banda participou de uma coletiva de imprensa na Vitrola e disponibilizou o novo single “23:59”. A ideia é conquistar o mercado de música europeu e a música foi feita visando esse objetivo, agora é esperar e ver o resultado. A produção de “23:59” é de Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy).

O single “23:59” está disponível aqui.

Natalia Nissen@_natiiiii

A movimentação começou cedo através da fanpage da frederiquense Antonieta. Na próxima sexta-feira, 27, a banda estreia com a nova formação – Lara Fontana, Maurício Donin, Gustavo Minuzzi e Victor Barberini – e lança o primeiro single no palco do Les Paul Rock Pub. Gustavo Minuzzi, baixista, respondeu sem papas na língua as perguntas do The Backstage e a seguir você confere as respostas sobre a nova fase da Antonieta.

The Backstage: Como surgiu a Antonieta? E quais as influências da banda?

Gustavo: Surgiu de outras experiências sonoras que o Maurício e eu tivemos ao longo dos tempos (tocamos juntos há praticamente 8 anos). Em determinado momento, ao encerrarmos o ciclo de um outro projeto, optamos por nos engajar em algo novo e então, no dia 07 de janeiro de 2010, nasceu a Antonieta, que queria tudo, menos ser uma replicadora de fórmulas. Quanto as influências, citar as individuais seria abusar da paciência de todo mundo, pois são muitas, mas como banda buscamos referências modernas do rock e do dance para aliarmos as nossas próprias concepções no que tange a criação.

TB: Vocês ganharam o 1º lugar na categoria “Composição Senior” do II Festival Cultural Atena. Qual a importância desse prêmio para vocês e para o currículo da Antonieta?

G: Foi de grande importância, sem dúvida; repercutiu bem frente ao fato de que muita gente ainda não tinha nos visto e, portanto, não dava por consumado o nosso retorno. Foi a primeira apresentação que fizemos com a Lara e com o Victor, e foi uma maneira muito interessante de começar. E em relação ao currículo, acredito que ninguém pode se dar por satisfeito apenas com o segundo lugar. É preciso querer mais e, certamente, a lembrança de que fomos escolhido pelo júri nos obriga a sermos melhores a cada ensaio que fizermos.

TB: No próximo dia 27 a banda se apresenta no Les Paul, é o retorno em grande estilo e com lançamento do primeiro single. O que o público deve esperar desse show? E o que a própria banda espera da apresentação? 

G: O queremos levar até o Les Paul é a fundamentação do nosso discurso: não queremos ser iguais e estamos deixando tudo pronto para que isso fique evidente. Temos nos dedicado ao show como um todo e, no exato momento em que respondo essas perguntas, ouço pela 30ª vez o single que será lançado (acabou de chegar da pós produção), primeiro com uma “provocação” na coletiva de imprensa que se realizará na Vitrola na sexta-feira e, mais tarde, na íntegra e ao vivo, no Les Paul!

TB: O repertório do show no Les Paul já foi definido? Pode nos adiantar alguma coisa?

G: Sim, está definido. Hummm… deixe-me ver. Certamente vai rolar a “23:59”, nosso single, e em seguida posso dizer que, por um bom tempo, não vamos deixar a peteca cair. Acho que fizemos boas escolhas, mesmo que algumas músicas não sejam conhecidas para algumas pessoas, certamente não haverá desculpas para ficar parado! Hehehehe.

TB: O que você acha do atual cenário do rock em Frederico Westphalen? Muitos dizem que a safra de bandas e festas está muito boa, mas há quem diga que ainda tem muito a se fazer para valorizar o rock de verdade.

G: Muitas bandas estão preocupadas em sair depressa demais daqui, sem nem sequer terem absorvido de fato o que a atmosfera desse lugar tem para lhe emprestar. Ouço bandas que replicam fórmulas de mais de 50 anos, optando por competir com uma grande massa ao invés de serem de fato originais no que fazem. Isso acontece em Frederico, e o que posso dizer sobre as bandas daqui é que a Fungus é a banda de Punk-Rock mais massa na qual eu já pensei em ser um baterista improvisado – e efetivado- e que a Datavenia é coice de mamute, forte mesmo. Nos falta, por aqui, um pouco de ousadia na hora de produzir, pois um material de qualidade é definitivo quando se busca mercado e justamente essa parte é um dogma que devemos quebrar em Frederico: o bairrismo não nos levará a nada. E, complementando, a tão sonhada “união das bandas” é uma Epifania; não existe há muito tempo e não voltará a existir. É possível reunir algumas pessoas para tomar cerveja e rir um pouco, e esses são os que valem a pena. Mas reunir todos os que poderiam fazer diferença, é impossível.

TB: Quem cuida da página da Antonieta no Facebook? As atualizações são constantes, como a banda lida com a importância da internet para divulgar o trabalho?

G: Eu tenho tomado frente nestas atualizações, tem um bom tempo. Os quatro tem autonomia para tanto, mas como bolei algumas ações convincentes até aqui, parece que monopolizei o serviço. Hehehe. Reconhecemos que o caminho mais curto para o mundo é a tela do computador e estamos desenvolvendo nossos meios de divulgação neste meio. O físico praticamente inexiste e hoje você pode conhecer uma “banda fenômeno” que até ontem era completamente desconhecida. Se viralizar, pegou. E se pegou pra alguém, pode pegar para qualquer um que se colocar na web.

TB: E quais são os próximos passos da Antonieta?

G: Vamos estudar a repercussão desse nosso primeiro single, o trabalho que realizaremos no dia do show e tudo o que vier depois será muito bem pensado.  A busca é, e sempre foi, por um mercado bem distante daqui, que é o europeu, onde bandas como CSS e duplas como Canja Rave já provaram que o mercado carece de diferenciais. E veja só: eu “engano” no palco desde o 13, tenho quase 25, toquei em “casebre” e em festas muito importantes, então acho que já posso sair daqui, ao mesmo tempo que julgo não me encaixar na faixa das pessoas apressadas que citei mais acima; as que tem pressa demais. Hehehehe