Archive for the ‘Rock’ Category

Há 12 anos fora dos palcos, a banda Luxúria reúne  integrantes e antigos parceiros da sua primeira formação para lançar um EP de três músicas. A primeira sai este mês, no dia 11 de setembro, se chama “Claustrofóbico” e estará disponível nas principais plataformas de streaming. 

Com disco lançado pela Sony Music em 2006, emplacando os sucessos “Ódio”, “Lama” e “Imperecível”, o Luxúria levou seus hits para trilha sonora de novelas e seus videoclipes e singles residiram por semanas nas principais paradas musicais da época, no rádio e na TV. Além disso, a banda participou dos principais festivais do Brasil junto de nomes como Charlie Brown Jr., Pitty, Marcelo D2, Mutantes e também foi a responsável pelo show de abertura da primeira turnê do Evanescence no Brasil, em 2007.

A banda – fundada inicialmente por por Megh Stock (Voz), Luciano Dragão (baixo) e Felipe Scavone (Guitarra) – passou por algumas mudanças de integrantes ao longo de sua formação. Nomes como Beto Richieri (guitarra), Ed Redneck (guitarra),Guilherme Cersosimo (bateria), Pedro Nogueira (Guitarra) e Raphael Miranda (Bateria) também fizeram parte do grupo. Na formação de retorno, estarão presentes Luciano Dragão (baixo), Felipe Scavone (Guitarra), Beto Richieri (guitarra) e, nos vocais, Tuia, o compositor de Cinderela Compulsiva, música que escreveu dedicada à Megh Stock.

O novo single “Claustrofóbico” marca esse reencontro e os fãs podem fazer o pré-save da música, para serem alertados no momento do lançamento, através desse link e, a partir daí, escolher sua plataforma de streaming de preferência.  A música foi composta em parceria por Luciano Dragão e Tuia e, devido à pandemia, a gravação do single foi feita em partes. Enquanto Dragão, Tuia, Beto e Scavone alternavam no estúdio em São Paulo, Fábio Brasil (Baterista da banda Detonautas) comandou a gravação da bateria do Rio de Janeiro. Felipe Scavone, além da guitarra, também foi o responsável pelo arranjo da música. A mixagem aconteceu nos Estados Unidos, por Maurício Cersosimo, produtor musical e engenheiro de mixagem que, para completar o clima nostálgico, foi também o produtor do disco de estreia da banda. Atualmente em Nova Iorque, Maurício já trabalhou com grandes nomes da música como Avril Lavigne, Sepultura, Skank e Emicida.

Para divulgar o lançamento, a banda Luxúria está convocando os fãs para fazer o pré-save da música, nesse link, seguir o perfil oficial no instagram e também participar do evento no facebook, que pode ser acessado clicando aqui.

Agosto veio com tudo para a cantora Pitty: um mês inteiro celebrando os 15 anos do Anacrônico, seu segundo disco, lançado em 21 de agosto de 2005. Como escrevi sobre os 15 anos do Admirável Chip Novo, achei que seria um interessante exercício de memória escrever também sobre os 15 anos do Anacrônico.

Três dias antes do lançamento, no dia 18, eu completava 17 anos; então um disco novo da minha cantora favorita foi um bom presente de aniversário. Em abril daquele ano, vi um show em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, onde Pitty tocou “Brinquedo Torto” e talvez “A Saideira” e/ou “Anacrônico” (“Brinquedo Torto” é a única que tenho certeza, pois já sabia de cor e porque segue sendo uma das minhas preferidas do disco); uma versão muito mal gravada de algum show circulava na internet, provavelmente na comunidade Viciados em MP3 da Pitty, no Orkut, onde tinha de tudo – menos os discos oficiais, regra primordial da Comunidade. Lá eu também devo ter feito o download de “Déjà Vu”, “Claritin D” (que virou “Aahhh…!”) e “Seu Mestre Mandou”, todos áudios extraídos de algum show, e “O Muro”, só para citar algumas.

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Pôster do disco, que veio em algum caderno (Acervo pessoal)

Depois, vi o show de lançamento da turnê em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, porque arrumei uma carona até a cidade, o que acabou me fazendo abrir mão da viagem para o show em Porto Alegre. Foi a pior troca que eu poderia fazer, pois quase não tenho lembranças deste show – o que me leva a crer que muito das nossas memórias se associam aos locais onde estas ocorrem; no caso, pra mim, o bar Opinião, palco da maioria dos shows que vi da Pitty. Por exemplo, lembro perfeitamente de outro show, ainda da turnê Anacrônico, que vi no Opinião, em 2006. Essas viagens me renderam um prêmio: na época, a Na Moral, antiga produtora que cuidava da carreira da cantora, fez uma promoção chamada “Mochileiros Pitty”, que premiava pessoas com as melhores histórias de viagens para shows. Ganhei uma mochila vermelha do Anacrônico, que usei até desmanchar, literalmente. Levei várias vezes em um sapateiro para consertar, até que ela se despediu deste plano, sem registros fotográficos, mas com muitas histórias que ficam para outro momento – inclusive a que eu contei para ganhar a mochila.

2005 foi um ano movimentado na banda: a saída de Peu Sousa e a entrada de Martin Mendonça, vindo da excelente Cascadura, deu uma encorpada nas guitarras do segundo disco. No primeiro show que eu vi com o Martin (aquele em Santa Maria, ainda do ACN, mas já com spoilers do Anacrônico), ele tocava praticamente o show inteiro com uma Fender Stratocaster amarela/branca-encardida, muito diferente das performances que eu tinha visto com Peu, onde ele trocava de guitarra várias vezes ao longo do show. A guitarra amarela/branca-encardida de Martin, de onde saíram muitos riffs que até hoje ecoam em nossas cabeças (e o solo de “No Escuro”, que ele gravou bêbado após uma desvairada epopeia em um brinquedo que te derruba em um colchão), aparece no Sessões Anacrônicas, que documenta as gravações do disco e vai ser disponibilizado em breve. Se não me engano (me corrijam se eu estiver errada), o lançamento do Sessões Anacrônicas foi no formato DualDisc, onde de um lado tínhamos o áudio do disco e do outro lado o documentário, o clipe da faixa-título e uma galeria de fotos. Ganhei o DualDisc de presente de formatura do Ensino Médio, onde entrei justamente com “Anacrônico”, que naquele ano continha o riff de introdução MAIS AFUDÊ da história das entradas em solenidades de formaturas do Ensino Médio.

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Recortes e revistas sobre a divulgação do disco (Acervo pessoal)

Ainda contextualizando esse período, em 2005 Pitty foi indicada a inúmeros prêmios, vencendo alguns dos mais importantes, especialmente no Prêmio Multishow de Música Brasileira e no VMB. O Pitty-List começava a se expandir, e consequentemente outras listas e fã-clubes foram surgindo e organizando a galera para os mutirões de votação. Desses prêmios de 2005 como, por exemplo, melhor cantora e vocalista da banda dos sonhos, talvez o de Ídolo MTV tenha sido o mais marcante. Lembro como se fosse hoje do discurso e do impacto no público que estava se formando (para acompanhar a carreira de um artista e como indivíduo, mesmo). Se trazido para os dias de hoje, o discurso ajuda a refletir sobre a cultura do cancelamento de artistas e a quebra as projeções nos relacionamentos entre fã e ídolo. Não vou me estender nesta observação porque tenho em mente outro texto sobre a arte ser superior ao artista e o cancelamento (principalmente retroativo) na era digital, mas vejam o discurso e pensem quais discussões ele pode incitar e como podemos reformular a visão que temos sobre nossos ídolos (e pra essas discussões, me chamem!).

EM 2020, BABY STREAMER E FEITICEIRA

Uma pandemia afetou o mundo inteiro e trouxe à tona a dependência que temos da cultura. Obras literárias, musicais, televisivas: recorremos a todo tipo de arte para atravessar este período de maneira mais confortável – muitas vezes, fugindo momentaneamente da realidade. Junto com isso, nos deparamos com um sistema frágil – falando aqui somente da área do entretenimento – e que não oferece auxílio aos artistas (e suas equipes) que não estão podendo exercer a atividade de onde tiravam seu principal sustento: o show ao vivo. A despeito dessa problemática, que envolve assunto demais para tratar neste post, as lives explodem como uma alternativa à aglomeração presencial; num primeiro momento, fujo de todas, atordoada com tanta informação e já exausta do mundo-tela que viria pela frente. Depois, me amanso e aceito que é preciso trabalhar com o que se tem, além de aos poucos ir escolhendo por quais canais e com quem, de fato, é proveitoso interagir.

Um desses canais foi a Twitch, plataforma de streaming da Amazon, para onde vários músicos migraram durante a pandemia. Antes habitado especialmente por gamers, a Twich vem ganhando artistas e público que até então estavam no YouTube e no Instagram, principalmente.

A Pitty foi uma dessas, que está lá há pouco mais de três meses, e já contabiliza quase 34 mil seguidores. No texto sobre os 15 anos do ACN, comentei sobre sua forma de contato com o público, passando por todas as possibilidades de interação (lista de discussão, flogs etc), fortalecendo a rede criada em 2003 e estimulando o pensamento autônomo de sua audiência, focando no que mais importa: a música. Seu canal na Twitch vem para dar mais um passo nessa direção: mais do que lives musicais, a cantora apresenta uma programação semanal onde debate diversos assuntos relacionados especialmente à arte, mas também joga conversa fora, num esquema audiovisual do Boteco que havia em seu site.

Falando em boteco, deixo aqui um post de exatos 15 anos atrás, onde Pitty fala sobre o trabalho de divulgação do álbum. Massa reler isso, não? E tem história nessa história…

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Print tosco do Boteco em 12 de agosto de 2005


AGOSTO(SO)

E a programação especial de comemoração do Anacrônico começa amanhã, em um papo com a fodástica cantora e compositora Josyara (procure conhecer!). Por aqui, estou bastante empolgada para acompanhar tudo o que vai rolar. No dia 18, ao invés de um Zoom Party, aparentemente vou ter que fazer uma Twitch Party, já que uma conversa sobre o Sessões Anacrônicas é imperdível. Abaixo, a programação completa:

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Programação de agosto no canal da Pitty na Twitch

Bom, por hoje é isso. Feliz aniversário, Anacrônico! ❤
Nos vemos novamente no aniversário de 15 anos do {Des}Concerto ao Vivo 😉

PS: Estou sem meu HD externo, por isso não postei fotos dos shows que comentei. Também não estou com meu DualDisc, por isso não tenho certeza do conteúdo exato que tem nele. Esses recortes, pôsteres e crachá (que ganhei de alguém da produção no show em Santa Maria) são coisas que achei na casa dos meus pais.

A Semana Sigmund é um evento gratuito da Unisinos que aborda o setor da música. A realização, que está em sua 11ª edição, é da Graduação em Produção Fonográfica da Unisinos e da gravadora Sigmund Records. Acontece online entre 4 e 7 de maio de 2020. 

A Semana Sigmund teve sua primeira edição em 2013 e pela primeira vez acontece a distância, alinhado com as atuais orientações sobre distanciamento social. 

O programa da 11ª Semana Sigmund é potencializado pela facilidade de acessar autoridades da área da música em regiões distantes através de videoconferência.  Entre os palestrantes estão profissionais com considerável experiência em mercados internacionais, nacionais e locais. O evento proporciona acesso a conhecimento valioso para profissionais da música e todos que tem interesse nesse setor.

Inscrições e instruções para participar do evento podem ser acessadas em: www.sigmundrecords.com/semanasigmund 

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A 11ª Semana Sigmund conta com mais de 40 convidados relevantes e atuantes no setor. Em destaque: 

Profissionais estrangeiros de music business, Robert Singerman, David McLoughlin e Allie Silver.

https://www.linkedin.com/in/robertsingerman/ 

https://www.linkedin.com/in/davidmcloughlin/ 

https://www.linkedin.com/in/allie-silver-06a68316/ 

Engenheiro de masterização Ricardo Garcia, da Magic Master (RJ), cuja expressiva discografia inclui Chico Buarque, Lenine, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Jota Quest.

(https://www.allmusic.com/artist/ricardo-garcia-mn0001870810/credits)

Os principais estúdios de Porto Alegre, Estúdio Soma, Tec Áudio, Estúdio Suminsky, Áudio Porto, Áudio Farm, VTonello Produções;

https://estudiosoma.com.br/ 

https://www.estudiosuminsky.com.br/ 

https://www.audioporto.com/ 

https://www.facebook.com/audiofarmstudios/ 

https://www.discogs.com/artist/2884733-Vin%C3%ADcius-Tonello 

Empresários e gestores experientes,  Ilton Carangacci, Fabiana Menini, Ricardo Finocchiaro (Abstratti Produtora), Guilherme Tiessen Netto (Bar Agulha), Eduardo Santos (Loop Discos), Juarez Fonseca ( Zero Hora), Raul Albornoz (Antidoto/Acit), Rodrigo Garras (Selo 180), Diego Faccio ( Opinião Produtora, Araújo Viana), Marilia Feix (Lampeja Musica), Marcio Ventura (Ocidente), Gustavo Sirotsky ( Planeta Atlântida);

Especialistas em áreas do setor da música, Bianca Obino e Brunno Colpo (Artesania), Marcos Abreu, Cassio Scherer, Odilon Dala Porta, Lucas I. Guedes (Bóh! Produtora), Giovane Webster da Aquiris e Luiz Reolon (Yoho Produtora), Dra Adriana Amaral, Dra Caroline Govari, Cris Garcia Falcão (MD Ingrooves Brasil) Flávia Tendler, Frank Jorge (Coordenador da Graduação em Produção Fonografica Unisinos), Porã (Unisinos / Radio Atlântida), Adriana Vargas, Christian Vaisz e Charles Di Pinto.

A noite da última quinta-feira, dia 5 de março, ficou marcada na história da cultura porto-alegrense: com 22 anos de existência, o projeto Ocidente Acústico, idealizado por Márcio Ventura (Rei Magro Produções), comemorou sua milésima edição com shows da Graforréia Xilarmônica e Ultramen. A discotecagem da noite ficou por conta de Katia Suman e Claudio Cunha, vozes da extinta rádio Ipanema FM, que apoiou o projeto desde seus tempos primórdios.

O público, que lotou o Ocidente, estava realmente disposto a celebrar a data, assim como as bandas, que não mediram esforços ao agradecer repetidamente Márcio Ventura pelo suporte à cena local, sempre criando projetos para que as bandas pudessem tocar – assim como o Ocidente que, por sua vez, fornece espaço para que isso ocorra.

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Graforréia Xilarmônica (Foto: Carol Govari)

A Graforréia Xilarmônica compilou em pouco mais de uma hora todos os seus hits, entre eles “Picardia”, “Bagaceiro Chinelão”, “Eu”, “Nunca Diga”, “Você Foi Embora”, “A Técnica do Baixo Elétrico”, “Literatura Brasileira” e, claro, “Amigo Punk”, que foi tocada também pela Ultramen – assim como “Nunca Diga”. Frank Jorge lembrou de outro nome muito importante para a música local: Carlos Eduardo Miranda (o Gordo Miranda), que faleceu em março de 2018, e foi respondido com uma salva de palmas pelo público presente.

 

Após o ótimo show da Graforréia – que também fez o show em comemoração às 500 edições do projeto –, no andar superior da casa, a Ultramen deu sequência aos trabalhos. Tonho Crocco fez questão de agradecer ao Rei Magro pela oportunidade de tocar naquela noite (e em todas as outras, visto que a Ultramen já tocou inúmeras vezes no projeto) e pediu uma salva de palmas para Márcio Ventura. O vocalista ainda frisou a importância do Ocidente, exaltando as melhorias da casa (como o elevador panorâmico) e contando várias histórias da Ultramen que aconteceram naquela esquina entre a João Telles e a Osvaldo Aranha.

Em relação aos hits, é claro que a Ultramen também fez bonito: “Dívida”, “Peleia”, “Hip Hop Beatbox com Vocal e James Brown”, “Alto e Distante”, “Santo Forte”, além de “Felicidade Espacial”, “Tente Enxergar”, “O Chaveiro” e outras do mais recente disco (Tente Enxergar). Como não poderia ser diferente, rolou um “Baby Shark” na introdução da clássica “Tubarãozinho”, que obviamente sigo cantando até hoje. O show dos ultramanos também teve uma participação especial: Buiu Rodriguez, do grupo Da Guedes, dividiu os vocais de “Não Para” e “Meu Compromisso” com Tonho Crocco e Malásia.

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Ultramen (Foto: Carol Govari)

Na próxima quinta-feira, dia 12, o Ocidente Acústico apresenta “Mil e uma noites de Tim”: às 22h, Projeto Tim Maia Racional + Projeto Tim Maia lado B no palco espaço OX (no andar de baixo), e às 23h30min, no palco Ocidente, Tributo a Tim Maia (com Tonho Crocco no vocal).

O restante da agenda do projeto você confere clicando aqui.

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Foto: Carol Govari Nunes

Na última quarta-feira, dia 16, rolou no Opinião a estreia do espetáculo De Volta Para a Garagem – uma peça de teatro/show que remete a um encontro fictício entre Biba Meira, Edu K, Frank Jorge, Flávio Basso e Charles Master, abordando toda a música, angústia, chinelagem, diversão e repressão vivida durante os anos 80 em Porto Alegre.

O encontro acontece em uma noite chuvosa, onde os músicos se unem sob um teto para esperar a chuva passar – e o amanhecer chegar – e, enquanto isso, conversam, bebem, deliram e fazem música. Tópicos como viver de rock’n’roll, questões identitárias, as dores e as delícias de viver em Porto Alegre, fracasso, putaria, o sonho de se tonar um ídolo mundial (maior que os Beatles, tal qual Flávio Basso certamente foi – pelo menos aqui em Porto Alegre), astrologia, budismo, censura e outros vários assuntos surgem durante a noite.

Com texto inicial baseado no belíssimo Pode ser que seja só o leiteiro lá fora, de Caio F, e texto final e direção de Bob Bahlis, De Volta Para a Garagem diz ser uma “homenagem ao rock gaúcho”, mas acredito ser muito mais do que isso: é uma homenagem à trupe que habitou o bairro Bom Fim em sua década de maior efervescência e resistência, e compila, em uma só noite, rastros de poesia, literatura, música e teatro, tudo ao som do que, agora sim, ficou conhecido como “rock gaúcho” e suas principais bandas: Taranatiriça, Defalla, Julio Reny, TNT, Os Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica, Os Replicantes, Bandaliera, entre outros. Ou seja, o “rock gaúcho” atua, na peça, como um guarda-chuva que abriga tudo o que o rótulo – odiado por uns, amado por outros – significou para essa geração que estava recém saindo de uma ditadura militar, que queria se expressar, se divertir, que sentia-se culpada – ou simplesmente era apontada como culpada – por ser diferente e que, mesmo tomando atraque da polícia em plena Osvaldo Aranha, seguia fazendo arte e resistindo culturalmente. E resistiu tanto – e fez tanta, tanta arte – que mais de 30 anos depois ainda estamos aqui, reverenciando tudo o que essa década significou para a cultura gaúcha.

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Grandes sucessos do rock gaúcho foram tocados pelo elenco (Foto: Carol Govari Nunes)

O elenco é composto por Bruno Bazzo (guitarra, ator), Leonardo Barison (gaita, ator), Nina Rouge (cantora, atriz), Samuel Reginatto (guitarra, ator) e Zé Fernandes (contrabaixo, ator).  Os músicos que reforçam a banda são André Hernandes (Guitarra) e Tazz Goetems (bateria).

Ao final da noite, Bob Bahlis subiu ao palco para fazer um agradecimento e chamou Charles Master e Biba Meira, presentes na plateia, para se juntarem aos atores/músicos. Rolou “Não Sei”, um dos maiores clássicos do TNT, e no vídeo abaixo você pode conferir como foi: