Archive for the ‘Metal’ Category

Natalia Nissen@_natiiiii

O Breakout Brasil é um programa da Sony Spin. Os jurados irão selecionar cinco bandas finalistas para participar do programa e trabalhar com nomes de peso. O vencedor da grande final leva um contrato de gravação de um álbum com a Sony Music e um contrato artístico com a Day 1.

O programa é dividido em duas etapas. A primeira é online e inclui o processo de inscrição e avaliação. A segunda parte é a participação no programa, já como uma das cinco bandas finalistas. As inscrições são pelo site e terminam na sexta-feira, 14. No sábado, 15, as bandas e artistas solos terão seu material disponibilizado no site para votação pública. Os 20 mais populares e os 20 indicados pelos jurados formarão o Top 40 do Breakout Brasil; destes 40 restarão apenas 3 selecionados pelos jurados e 2 pelo público.

Os cinco finalistas serão acompanhados pelo programa e irão trabalhar com os jurados: Anna Butler, Marcello Lobatto, Dudu Marote e Edu K. O objetivo deles é encontrar artistas de talento que componham músicas próprias e tenham potencial para construir uma grande carreira musical.

A banda Datavenia já está inscrita. No sábado começa a votação do público, vamos votar e torcer pelo metal frederiquense.

Bang Your Head – Datavenia

UPDATE

A votação pública já está aberta. Entre no site e marque as estrelinhas para a Datavenia. Confirme o cadastro e pronto!

Regras de votação!

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Natalia Nissen@_natiiiii

Há quase seis meses Frederico Westphalen tem um novo ponto de encontro para quem gosta de rock and roll, a Lugosi Rock Bazar. Luiz Carlos Nunes, o Fuga, é sócio-proprietário da loja que oferece discos e outros produtos ligados ao rock, como camisetas, mochilas, relógios e souvenirs. Ontem, dia 17, aconteceu na Lugosi um workshop com os músicos Eduardo Martinez e Nando Mello, guitarrista e baixista, respectivamente, do Hangar – um grupo respeitado no cenário do heavy metal.

Nando Mello, baixista do Hangar (Foto: divulgação)

Superando a expectativa de público, aproximadamente 40 pessoas enfrentaram o calor intenso e  assistiram à apresentação dos músicos e depois puderam bater um papo sobre a realidade da música nacional, o cotidiano de uma banda de heavy metal, e tirar dúvidas sobre várias questões musicais.

Nando Mello é baixista do Hangar há mais de dez anos e falou sobre a importância dos artistas serem parceiros dos contratantes, ou seja, a banda precisa ser realista ao aceitar uma proposta para tocar em determinado lugar.  Para fazer mais shows num mesmo lugar a banda precisa estar ciente do lucro que será obtido naquele show e não pode cobrar um cachê que vá além das possibilidades do evento. É necessário conversar e entrar em um acordo que valorize tanto o trabalho da banda, quanto o retorno do empresário. A realidade do heavy metal no Brasil não permite que uma banda cobre R$5 mil por um show com público de 300 pessoas pagando R$20 pelo ingresso. Seguindo o raciocínio do músico, mais artistas têm a oportunidade de se apresentar nos mesmos lugares, se uma banda cobra muito o empresário fica pagando o prejuízo por mais tempo e não tem condições de fazer novos eventos.

Nessa oportunidade Fuga afirmou que o maior incentivo para abrir a loja, além da questão financeira, foi a fomentação do rock em Frederico Westphalen. “Penso num evento e espero 300 pessoas, mas vou continuar promovendo shows mesmo que apenas 150 estejam lá. O cara que gosta de música deve vestir a camiseta da banda favorita e o maior incentivo que alguém pode dar à música é comprando um ingresso e indo ao show” declarou. Enquanto houver público, por menor que seja, o rock e suas vertentes não vão findar-se.

Questionados sobre a ascensão do sertanejo universitário Martinez foi breve e claro “não conheço”. O público do sertanejo universitário não é o do heavy metal, são públicos muito diferentes e, definitivamente, não serão os fãs dos astros sertanejos que irão acabar com o rock. Com orgulho os músicos enfatizaram que nunca houve briga em qualquer show do Hangar, as pessoas que curtem rock são pessoas do bem, “todo tipo de música tinha uma droga associada, os de camiseta preta eram os maconheiros, o pessoal da balada era ecstasy,… as coisas não são mais bem assim”.

Eduardo Martinez (Foto: divulgação)

Além das demonstrações e execuções de algumas músicas do Hangar, o baixista e o guitarrista ainda esclareceram as dúvidas dos músicos que estavam na plateia. Disseram que assim como em qualquer outro ramo, na música é necessário estabelecer prioridades, “se você quer fazer música tem que estar certo disso quando a namorada quiser sair na hora que você marcou ensaio com a banda. Se não estiver disposto a ensaiar tem que sair da banda e deixar lá só quem quer”.

Esbanjando bom-humor Nando Mello e Eduardo Martinez falaram sobre aspectos do cotidiano de uma banda de heavy metal, desde o processo de composição de uma música até a expectativa de venda de um álbum. Outros estilos de música têm muito mais investimento no Brasil, é muito difícil uma banda de heavy metal vender mais que 1000 cópias de um disco, enquanto que artistas pop têm a primeira tiragem já com 30 mil cópias. O workshop foi oportuno não somente para os fãs do Hangar, mas também, para todos que gostam de música e se envolvem com ela de alguma forma.

Hoje o workshop acontece em Santo Ângelo, no Canecão Beer a partir das 19 horas e amanhã em Horizontina, no Centro Cultural Belas Artes. Em março a dupla ainda passa por Três de Maio, Ijuí, São Luiz Gonzaga e Canela.  A agenda completa do Hangar está disponível no site. E se você ainda não conhece a loja Lugosi vale a pena conferir, fica na rua João Ruaro nº 305, próxima ao Lar dos Idosos no bairro Barril. Fuga adiantou que em breve vai acontecer uma comemoração aos seis meses da loja e a festa vai ser no Maria Lucia.

Rádio para quem gosta de rock

Posted: 18/08/2011 in Metal, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

Quem ouve rádio na internet ou, pelo menos, utiliza as redes sociais, deve ter notado uma polêmica envolvendo a tradicional rádio Ipanema FM. O fato é que a rádio sempre foi conhecida pela programação rock, pelo incentivo ao rock gaúcho e independente, e na última segunda-feira uma grande jogada de marketing assustou os ouvintes mais fieis.  Na manhã do dia 15 de agosto a rádio colocou no ar músicas sertanejas, bregas, entre outros estilos que sempre passaram longe da ideologia que a emissora defende desde sua criação.

A Ipanema publicou uma nota na qual afirma que a “pegadinha” foi para demonstrar o quanto a emissora é livre e defende a liberdade de expressão, assim como, é contra a ditadura do mainstream.  Toda ousadia tem um preço e a Ipanema FM pagou por fazer uma brincadeira com os ouvintes e fãs. Muitos disseram que foi uma ideia de mau gosto, outros defenderam dizendo que é importante “chacoalhar” as pessoas de vez em quando. Se vai funcionar, ou não, ainda não se sabe.

Toda essa história serviu de pauta pro The Backstage, mas não pela polêmica em si, mas para trazer outras opções para os fãs de rock’n’roll que muitas vezes desconhecem veículos de comunicação que prezam pela arte do rock, e também, para aqueles que não abrem mão do rádio como meio de se informar. A seguir você confere uma lista de algumas rádios que defendem o estilo musical, e cabe a cada um decidir qual é a melhor (a gente sabe que existem milhares). E se você conhece outras que não estão na lista deixe o link nos comentários e compartilhe conosco!

Kiss FM 

Cidade Web Rock

91 Rock

Atitude FM

Hard Rock & Heavy Metal

Rádio Total Rock Online

Rádio Putzgrila

NME 

Absolute Classic Rock

Web Rock Radio

Natalia Nissen@_natiiiii

A capital gaúcha está cada vez mais perto de transformar-se em parte integrante do eixo de cidades que recebem os mais importantes shows do país. Se até há algum tempo  as pessoas só pensavam em ‘Rio-São Paulo’ como as cidades dos melhores shows, já podem incluir Porto Alegre como uma representante do eixo.

Depois de 10 anos Eric Clapton volta ao Brasil e faz show em Porto Alegre (Foto: divulgação)

Ano passado Paul McCartney fez um show no estádio Beira-Rio, Ozzy Ousborne lotou o Gigantinho, Green Day também marcou presença, entre outras grandes atrações que pousaram em Porto Alegre durante suas turnês brasileiras. Em 2011 já foram confirmados outros importantes espetáculos na capital. No próximo dia 10 de julho tem Mr. Big no Opinião.

O heavy metal será representado pela Black Label Society no dia 14 de agosto, também no bar Opinião. Para os headbangers de plantão ainda há outras atrações, Evergrey dia 28 de julho no Teatro Ciee e Machine Head e Sepultura dia 16 de outubro.

O guitarrista Eric Clapton toca em Porto Alegre no dia 06 de outubro, no estacionamento da FIERGS. A turnê do álbum ‘Clapton’, lançado em 2010, passa pelo Rio de Janeiro (09) e São Paulo (12), depois segue para a Argentina e Santiago (Chile). A venda dos ingressos para a apresentação em Porto Alegre começa no dia 29 de julho no site LivePass.

Essa semana foi confirmada a visita do ex-beatle Ringo Starr e sua banda, a All Starr Band. O show vai acontecer no Gigantinho dia 10 de novembro e as apresentações seguem para São Paulo (12 e 13), Rio de Janeiro (15), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20). Os ingressos serão vendidos a partir do dia 18 de julho. No repertório músicas da carreira solo de Ringo, e também, dos Beatles. Boatos ainda especulam que Paul McCartney fará show em Recife no mesmo mês da apresentação de Starr.

Ozzy fez show em setembro de 2010 e Zakk Wylde vem a Porto Alegre com a banda Black Label (Foto: divulgação)

Na última quarta-feira, 29, um jornalista confirmou no seu perfil em uma rede social o show da banda americana Pearl Jam. A última passagem deles por Porto Alegre foi em novembro de 2005. Seis anos depois a banda volta à capital e se apresenta em novembro no estádio do Zequinha. As informações sobre o show devem ser divulgadas nos próximos dias.

Roger Waters, um dos fundadores da banda Pink Floyd, vem ao Brasil em março de 2012. O astro vai passar por Porto Alegre no dia 17 com o show ‘The Wall’ e depois segue para duas apresentações em São Paulo (22 e 23) e uma no Rio (25). As atrações são muitas, rock para agradar a gregos e troianos. Agora só falta decidir quais shows merecem o investimento, afinal, os ingressos exigem algumas economias.

Natalia Nissen@_natiiiii

A banda prometeu e cumpriu, “talvez não seja o melhor show de heavy metal que você já viu, mas da Datavenia foi o melhor” disse Guilherme Argenta, o baixista e backing vocal da banda. O público lotou o Opus 10 Hall Pub na noite do último sábado, 14, e, literalmente, bateu cabeça até doer o pescoço.

Gui Busatto fazendo pose durante o show (Foto: Josefina Toniolo)

Como já tinha falado aqui, o show foi planejado minunciosamente. Algumas horas antes da apresentação a banda se reuniu para definir alguns detalhes e lembrar pontos importantes das funções de cada um dos integrantes. Em uma conversa quase que despretensiosa a Datavenia acertou as últimas questões antes de fazer um espetáculo muito aguardado pelo público e pela própria banda.

Uma introdução com a música “Oculus Ex Inferni” da banda norte-americana Symphony X alertou a plateia, o show já ia começar. A Datavenia subiu ao palco e iniciou a apresentação com a música “Afterlife” da Avenged Sevenfold. Então seguiram os clássicos do heavy metal, num repertório de 18 músicas, passando por Metallica, Pantera, A7X, Megadeth, Black Label Society, Ozzy Osbourne, Motörhead, Sepultura e Dr. Sin. Na metade do show a banda tocou o single Devil’s Game, e apesar de ser o lançamento da música, muita gente já conhece e cantou junto.

Thainá M. Silva, 15 anos, acha que o show foi muito bom e, ainda, superou as expectativas, principalmente o single e o fato do repertório ser bastante diferenciado da maioria das bandas da região.

A aprovação do público foi evidente, alguns se arriscaram em roda punk, outros bateram cabelo até não poder mais. Havia os mais contidos e outros interagindo durante toda a apresentação. Um sortudo ainda foi contemplado com o cd do single e uma caixa de chocolate (quando a banda foi divulgar o show no programa Na Mira do Rock na Rádio Comunitária o apresentador Fuga fez uma brincadeira e disse para sortearem o tal chocolate).

Até os fãs de música mais pesada gostaram das baladas do repertório, Lucas Cottica Silveira, 18 anos, afirma que nem é entusiasta da Avenged Sevenfold, mas gostou da versão elétrica de “Seize The Day” e “Symphony of Destruction” do Megadeth foi perfeitamente executada. “Eu achei a coisa toda insana; é muito legal ver ao vivo a música Devil’s Game, cheia de riffs doidões, em meio a tanto Thrash/Speed Metal, com Motörhead, Metallica, Pantera e tudo mais. Pra mim, foi a melhor apresentação deles até hoje”, complementa Lucas.

Datavenia fez um show para superar as expectativas do público (Foto: Bruna Molena)

O bis ficou por conta da música “Paranoid” do Black Sabbath, e assim os integrantes da banda ainda fizeram uma brincadeira e mostraram que entendem mesmo de música. O Gui Busatto ficou na bateria, o Gabriel no baixo, nas guitarras Eduardo e Gui Argenta, este também no vocal. Minha colega de “profissão”, Bruna Molena, observou “eles trocam de funções e a qualidade continua, isso é para quem sabe”.

O baterista Eduardo Pegoraro declarou  que o show foi ótimo, “toda a empolgação do público é incentivo para termos a certeza de que estamos no caminho certo e continuarmos fazendo muito heavy metal”. Além disso, a banda está em uma fase de mudanças para melhorar as apresentações, terminar e divulgar as composições próprias.

Natalia Nissen@_natiiiii

No próximo sábado, 14, a banda Datavenia volta ao palco do Opus 10 Hall Pub para o show de lançamento da música Devil’s Game. O single já foi apresentado em janeiro no Na Mira do Rock, mas desta vez a banda vai fazer um show completo com aproximadamente duas horas de duração.

“E todos que gostam de heavy metal estarão com dor de pescoço no outro dia” promete Guilherme Busatto, guitarrista e vocalista da Datavenia. A banda se preparou pra fazer uma grande apresentação e espera que o público esteja pronto para deixar a festa ainda melhor.

A banda garante que sobe ao palco mais madura e experiente do que nas outras vezes, o show foi planejado em cada detalhe. O baixista Guilherme Argenta ainda acrescenta “sem dúvidas, vai ser o melhor show da Datavenia”.

Os ingressos antecipados estão a venda na Vitrola, no Supermercado Barril, e com os integrantes da banda a R$8 para os sócios do Rock Army, e R$10 para o público geral.  A casa abre às 23 horas.

Josefina Toniolo@jositoniolo

Demorei alguns dias para conseguir escrever sobre o show do Ozzy, até agora tudo que passava em minha mente era ele entrando no palco com um sorriso gigante… Ainda não havia encontrado palavras para descrever esse momento, ainda me parece um sonho louco. Se não fossem os hematomas para me lembrar de que foi real, talvez nem eu acreditasse.

Chegada sorridente de Ozzy no palco (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

Sim, hematomas, pois ir em um show de metal requer muita força e resistência.  Nenhum playboy “bombado” de academia aguentaria mais que três músicas nos lugares da frente na pista com uns 5 mil headbangers  de 2 metros de altura  tentando te empurrar pra frente. Homens, sim, pois era a grande maioria, as mulheres que estavam lá eram guerreiras, as que sobreviveram até o final na grade são minhas “ídolas” porque, olha, era difícil, eu não aguentei e pedi pra sair.

Chegamos no Gigantinho às 8 da manhã, os portões abriram às 6 da tarde, nem com toda a insistência e gritos das milhares de pessoas que estavam lá, os seguranças abriram os portões antes.  Não é difícil ficar na fila, quando as pessoas têm algo em comum a conversa flui e o dia passa mais rápido. Os “únicos” problemas são a fome, a sede e a vontade de ir ao banheiro (que nesse caso ficava no outro lado daquela maldita rua super movimentada, transformando algo tão simples em uma missão impossível).

Quando os portões abrem e você percebe que conseguiu pegar ótimos lugares, todo o sofrimento vale a pena. Só mais três horas e o Ozzy, uma das maiores lendas vivas do rock, estaria ali na minha frente.

Ozzy comanda a platéia com maestria (Foto: Fábio Mattos - divulgação)

A banda de abertura, Gunport, tinha um som legal, as músicas eram próprias e bem tocadas, tudo nos conformes. Mas entraram mudos e saíram calados do palco, sem nenhum tipo de interação com o público. Alguns gritos de apoio se misturavam a gritos de “OZZY, OZZY” e vaias.  Afinal, ninguém quer saber da banda de abertura, ainda mais quando o som não tem muito a ver com o do show principal, era um rock mais leve, com uma pegada meio pop.

Às 21 horas, pontualmente, Ozzy apareceu no palco honrando sua nacionalidade britânica. Ele foi ovacionado pela platéia que delirava, chorava, gritava e pulava alucinadamente. Depois de um tempo, quando a pedidos, conseguiu diminuir um pouco (um pouco mesmo) da gritaria, falou algumas palavras que se perdiam no meio dos gritos e começou a “Bark at The Moon”, o gigantinho veio abaixo. Sem muitos efeitos especiais, pirotecnias e essas coisas, que definitivamente não fizeram falta nenhuma naquele momento. Um show simples. sem cerimônia. Logo em seguida foi a vez da única música do novo disco que fez parte do show, a Let Me Hear You Scream, que foi muito bem aceita pelos fãs.

Durante o "teatro" inicial da Mr. Crowley (Frame de vídeo)

A terceira música foi a clássica “Mr. Crowley”, que fez o gigantinho tremer, literalmente. Enquanto o tecladista Adam Wakeman fazia a tão famosa introdução, Ozzy parecia reger um culto satânico com gestos e caras de assustar qualquer criancinha. Maravilhoso, incomparável. A “I Don’t Know” deu continuidade a loucura que tinha se instaurado naquele ginásio, totalmente lotado. A “Fairies  Wear Boots” foi a primeira das cinco,  da sua ex-banda Black Sabbath, que fizeram parte do repertório.  Antes de começar a “Suicide Solution”, o Mr. Madman, muito simpático, incitou um “olê Ozzy” que em instantes virou um gigantesco coro.

Nos primeiros acordes da “Road to Nowhere”, uma das poucas baladas do show, muitas mãos, com alguns isqueiros e câmeras balançavam ritmicamente, em um dos momentos “fofos” do espetáculo. Mas nada supera os maiores clássicos, o  hino do Black Sabbath, “War Pigs”, levou todos a loucura, provando que quem estava ali tinha “conhecimento de causa”. Desde os mais velhos, que acompanharam a carreira da antiga banda, até os mais novos curtiram aquele que foi um dos pontos altos da noite.

A “Shot in the Dark” e a “Rat Salad” (outra do Black Sabbath) mantiveram a euforia e a energia que corria nas veias de todos ali presentes. A faixa instrumental, da ex-banda do Príncipe das Trevas, contou com mais de 10 minutos de solos de guitarra e bateria que, incrivelmente, alucinaram a platéia.

Parte da multidão que lotava o Gigantinho (Foto: Paz Fotos - divulgação)

A interação do baterista Tommy Clufetos em uma espécie de brincadeira com as baquetas transformou aquilo que poderia ser muito chato, como costumam ser os solos desse instrumento, em algo muito divertido. Esse momento serviu de descanso para o Ozzy que voltou para executar a “Iron Man”, clássico setentista do Black Sabbath, que transformou o gigantinho em um verdadeiro caldeirão humano, tamanha paixão pela música.

Dando continuidade, a “I Don’t Wanna Change the World” manteve o clima que encerrou o show com a “Crazy Train”, na minha humilde opinião, a música mais fantástica da noite. A performance dela ao vivo é coisa de louco, não tem como explicar a sensação e a vontade absurda de pular que essa música provoca. Nesse momento o show teve, aquele já conhecido, falso final. O pessoal meio confuso sobre o que gritar, chamava pelo Ozzy em meio a pedidos de mais um, uma zoada sonora se constituiu no ginásio. Foi quando Madman voltou ao palco e ensinou a todos como pedir mais música, puxando um coro de “one more song”.

Foi então que a música mais emocionante do show começou, gente chorando enquanto isqueiros, celulares e câmeras iluminavam o ambiente, criando uma imagem linda. Não era de se esperar menos para a clássica da sua carreira solo “Mama I’m Coming Home”.

A já tradicional espuma jogada por Ozzy no público (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Sua voz quase desaparecia no meio das 13 mil outras vozes que cantavam a plenos pulmões essa música. Foi lindo, foi surreal, era impossível não se emocionar, também porque, quem tivesse olhado a set list dos outros shows da turnê saberia que essa era a penúltima música.

Eis então que começa a “Paranoid”, que causou um misto de felicidade absurda e tristeza, pois eu sabia que seria a última, ela encerraria aquela que foi a melhor noite da minha vida. Ninguém ficou parado. Não tinha ninguém sem pular, erguer os braços ou “bater cabelo”. Foi realmente um encerramento com chave de ouro.

Os poderes (quase mágicos) do Príncipe das Trevas

O Ozzy é lindo, magnífico, um gentleman. Mesmo com seus 62 anos e problemas de saúde causados pelos excessos do passado, comandou as quase duas horas de show como ninguém. Regia o público como um maestro, batia palmas, corria, jogava espuma e água nele mesmo e na platéia e até dava alguns pulinhos. Quem vê aquele tiozinho, meio curvado e com passinhos curtos, chegando no palco não acredita que ele se consiga durar o show todo, e ele o fez, melhor que muito gurizão de 20 anos por aí.

Ozzy causando euforia na torcida tricolor (Foto: Paz Fotos - divulgação)

Ele é uma simpatia, pegou o morcego de pano que atiraram e fingiu que ia comer a cabeça, satirizando o episódio tão famoso da sua história. Usou a bandeira do Grêmio como manto, para delírio dos gremistas, como eu, e tristeza dos colorados. Mas os tímidos gritos de desaprovação que surgiram, logo desapareceram novamente. O Ozzy é superior a tudo, até a essa rivalidade histórica.

Ao sair do local, ouvi alguém comentando algo que resume tudo: o Ozzy é um showman perfeito. É exatamente isso. Ele é ótimo e faz tudo com amor a camiseta, enchendo o palco com sua vontade de dar o melhor de si. Os músicos eram excelentes, mas quem mais me chamou atenção foi o baterista Tommy Clufetos, que destruía, literalmente, a bateria com muita força e habilidade. O medo dos fãs era a ausência do Zakk Wylde, substituído por Gus G. que agora ocupa seu posto de guitarrista. Mas, para a agradável surpresa de todos, o cara é realmente bom.

Saí de lá com a alma lavada, me sentindo no paraíso do Deus do Metal. Em novembro, quando comprei o ingresso fiquei com medo de que o desempenho dele ao vivo me decepcionasse. Mas não, para mim, o Ozzy agora garantiu seu posto de melhor do mundo, ele é O cara e duvido que alguém conteste a qualidade do seu show.

Ozzy na reta final do show (Foto: Paz Fotos - divulgação)

As pessoas saiam do Gigantinho praticamente flutuando de tanta satisfação. Foi onde um amigo meu perguntou: Josefina, agora já dá pra morrer tranqüila? Minha resposta não poderia ser outra além de “com certeza”. Se essa pergunta fosse feita para qualquer um no local, aposto que a resposta seria a mesma.

Existe vida pré e pós show do Ozzy e só quem teve a honra de conhecer esse segundo lado poderá entender o que estou dizendo.