Archive for the ‘Entrevista’ Category

* Ellen Visitário

Há um tempo que eu queria falar sobre a banda Vera Loca, mas não sabia como intercalar com o som dos caras. E então, perambulando na internet, vi o vídeo clipe que eles fizeram sobre a música “Amanhã pode ser bem melhor”, gravado no estúdio Mubemol, com o Humberto Gessinger. Pensei: “Taí uma pauta bacana!”

O convite!

Os integrantes da Vera Loca me contaram que sempre tiveram vontade de convidar o Gessinger para participar de um show deles, mas havia um desencontro nas agendas. Até que a chance de gravar a música – onde a letra é assinada somente pela banda – veio:

“É muito especial essa parceria. Estar com o Humberto em algum momento dessa caminhada da Vera Loca era um sonho da banda. Já havíamos falado com ele em outras oportunidades, convidando para participar de algum show nosso e ele sempre se mostrou afim, porém nunca deram certo as agendas.” – E ainda completou ao dizer que Gessinger não pensou duas vezes em aceitar o convite para gravar esta canção: “Foi muito generoso com a gente, o que só reforçou toda a admiração que temos por ele”, afirmaram os músicos.

Por e-mail, o Humberto também me disse sobre a satisfação em dividir esta parceria com uma banda que está há 15 anos na estrada: “Eu já tinha recebido convites para participar de show da VL, eles fizeram uma gravação bacana de “Parabólica”, mas minha agenda sempre impedia. A participação em estúdio foi mais fácil de armar. Foi um prazer participar”.

Quando duas bandas se encontram…

Para quem não sabe, a Vera Loca nasceu no Rio Grande do Sul, mas que está tomando uma dimensão maior em outros cantos do país. “Quando se fala de música, essas barreiras de tempo e espaço são bem menos importantes do que as pessoas imaginam. É legal tocar com quem se tem afinidade, independente de quando e onde” – destacou Gessinger quando foi questionado sobre essa ligação com uma banda que surgiu em uma época diferente da sua.

E ainda os caras da Vera Loca contaram que sempre se espelharam nos artistas de outras gerações, pois eles se reinventam na música. “A gente tenta seguir os passos. E também esses artistas estão sempre se renovando, nunca acomodados com o que já conquistaram.”

De fato, a internet colabora muito para que as novas bandas do rock gaúcho cresçam na cena musical. Quando eu perguntei ao Humberto Gessinger sobre a sua percepção diante deste universo tecnológico, a resposta foi a seguinte: “Gostaria de ter estas ferramentas quando comecei, se bem que… se minha circunstância fosse diferente, sabe lá como eu seria”, finalizou o músico.

Recentemente, o quinteto Vera Loca lançou um disco de inéditas, intitulado “A certeza de como valeu navegar nesse mar”. E quem também está com novidade na praça é o Humberto Gessinger com a turnê “Desde Aquele Dia” – em comemoração aos 30 anos do álbum “A Revolta dos Dândis”.

* Ellen Visitário é graduanda do 7º período de jornalismo no Centro Universitário FIAM FAAM, em São Paulo/SP. Portfólio: http://ellenvisitario.wixsite.com/portfolio

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Se o titulo desse post fosse “Pitty surge com hematomas e sem blusa em novo clipe” tenho certeza que eu teria mais visualizações. Às vezes fico curiosa/furiosa pra saber de onde alguns jornalistas tiram esse tipo de chamada, porque, na boa, deve ter curso pra isso. Mas deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? (ah, Jair Rodrigues, que triste), e vamos ao que realmente interessa.

Capa do disco. Pitty e sua relação com a maçã, o fruto proibido, que vem desde o Admirável Chip Novo. (Imagem: divulgação)

Capa do disco (divulgação)

Viver parece mesmo coisa de insistente. No rock, então, nem se fala. Pitty voltou. Na verdade, pra mim, ela nunca foi a lugar algum. A diferença é que na última quarta-feira, 7 de maio, ela deu uma paulada na cabeça dos fãs adormecidos. Aqueles, os que ficaram lá por 2005, acordaram ensandecidos. Eu mesma, que me julgo das mais tranquilas, parecia uma testemunha de Jeová compartilhando o clipe e pregando insistentemente de timeline em timeline. “Posso te mostrar esse clipe? Posso te mostrar esse clipe?”. Chaaaaaaata. Logo eu, a maior defensora da discrição humana – a que prefere emails, DM’s e inbox – a que faz pose de má e é somente observadora na maioria das ocasiões, estava visivelmente alterada. A real é que eu não me sentia assim há anos, mas a arte faz essas coisas com a gente, né? Ainda bem. (Pra completar, no mesmo dia, Imelda May lança o clipe de Wild Woman. Tudojuntoaomeusmotempo foi sacanagem. Mas outra hora eu comento esse assunto).

E isso que foi só um clipe. Claro, o clipe.  Raul Machado, o qual tem um portfólio gigantesco (mais de 130 clipes incluindo Nação Zumbi, Planet Hemp, Raimundos, Sepultura, Camisa de Vênus e outros vários), dirigiu “SETEVIDAS”, contabilizando mais de 150 mil visualizações até o momento desse post.

Em uma conversa com o diretor, falei que a primeira coisa que me chamou a atenção foi que o clipe se diferencia um pouco de sua própria estética fílmica. Dá pra identificar que o clipe é dele porque Raul tem uma assinatura visual muito forte. Ele tem aquele lance dos músicos enfrentando a câmera, alguns enquadramentos contra-plongée, câmera recuando (veja tudo isso e muito mais aqui) e outros detalhes que não vou me deter. Comentei de seus cortes agressivos, secos, e disse que em “SETEVIDAS” os cortes e os movimentos de câmera estavam “sensuais”. Raul me disse que queria fazer takes longos, cortar menos e queria que tivesse o espírito de show, daí os movimentos felinos e  câmera flutuando como bola de sabão. Lógico, movimentos felinos. Não só os movimentos de câmera, mas todo o videoclipe. Pitty parece um gato escaldado, de beco, que cai, se machuca, fica detonado, mas volta. Com algumas vidas a menos, mas volta. E, vá lá, Pitty nunca fez o tipo gato domesticado.

Casa do Povo, uma associação judia comunista dos anos 50, que fica no Bom Retiro, em São Paulo (SP), serviu de locação para o videoclipe. Segundo o diretor, o local tem um “puta charme decadente” e está meio detonado. Raul, que nem sempre usa roteiros (nesse dia, inclusive, o roteiro ficou em casa), disse que a tomada em que Pitty segue a câmera, por exemplo, foi feita porque ele gostou da sala. “Como a locação era legal demais, eu quis aproveitar todos os ambientes, desde salas ao teatro meio abandonado que fica no subsolo”.

O clipe de “SETEVIDAS” foi gravado no dia do Levante de Varsóvia (google it), o que diminuiu um pouco o tempo de gravação, já que alguns sobreviventes de Auschwitz iam se encontrar no local. As filmagens duraram das 9h às 19h, e o primeiro corte aconteceu poucos dias depois, em uma edição psicografada de cinco horas. Depois disso, só lapidações. Há outros vários detalhes nonsense, mas conversas da madrugada a gente edita na hora de publicar.

Sobre o retorno da cantora, pensemos na cena nacional de 2003 pra cá: Pitty é uma das artistas mais importantes do país. Não é segredo pra ninguém a admiração que eu tenho por ela. Sei que é chover no molhado, mas Pitty é ótima compositora, tem uma presença de palco absurda, suscita indagações e alimenta somente o necessário – principalmente no próprio público. Acreditem, eu sei o que eu estou falando. Sim, meu texto está todo contaminado do olhar de alguém que gosta, mas justamente por causa disso eu vejo coisas que muitas vezes a grande mídia deixa passar batido, replicando somente o que a assessoria de imprensa envia.

Sem falar no lance do mistério que envolveu todo o lançamento do single e do clipe, me identifico horrores com isso e inclusive já escrevi algumas linhas sobre o assunto (não necessariamente sobre Pitty, mas sobre artistas e mistério em geral). A curiosidade agora é pelo resto das músicas. Dia 3 de junho o disco físico chega às lojas. Em breve, no site, vai rolar a pré-venda.  Eu que não sou boba de perder.

E dia 21 de agosto tem show no Opinião, vou comemorar meu aniversário lá. Aí, sim, o bicho vai pegar.

Natalia Nissen@_natalices

Promessa dada, é promessa cumprida. E assim como a internet facilitou o contato entre Nenhum de Nós e fãs, facilitou da imprensa com os artistas. O Carlos Stein, um dos guitarristas da banda, respondeu a algumas perguntas do The Backstage Blog por e-mail. A banda já tem 27 anos de estrada, mais de um milhão de discos vendidos e turnês Brasil afora. E no dia 2 de maio, no Parque de Exposições de Frederico Westphalen, a NDN vai tocar seus principais sucessos e canções do último disco de inéditas.

The Backstage – São quase três décadas de Nenhum de Nós. Que momento foi mais marcante na carreira, até agora?

Carlos Stein – Foram, como era de se esperar, muitos momentos marcantes nesses anos todos. A primeira música a tocar no rádio (People Are), o absurdo sucesso de Camila, que revolucionou não só a história da banda, como a nossa vida. Logo depois o sucesso de Astronauta, que nos levou ainda mais longe. Logo depois tocamos no Rock in Rio II. Teve também o prêmio da MTV do melhor clipe nacional de 93. O nosso primeiro acústico nos mostrou um novo caminho. Nosso primeiro Planeta Atlântida foi inesquecível. Foram muitos os momentos marcantes que fizeram do Nenhum o que ele é hoje.

TB – Como é a relação das bandas com os fãs? Muita coisa mudou desde os primeiros passos da Nenhum de Nós, e agora com a internet é possível ficar mais próximo do público?

Stein – É mais fácil de manter contato, sim. O Nenhum sempre procurou ficar próximo aos fãs. Eles são uma referência para nós. Temos até algumas canções que contam histórias desse relacionamento. A internet tornou toda a nossa comunicação mais fácil e ágil.

TB – E como foi a recepção do público com o novo DVD Contos Acústicos de Água e Fogo?

Stein – As pessoas ficaram surpresas com o formato, mas todo mundo falou que a ideia de fazer um não-show foi muito boa. Além disso, é um trabalho de muita qualidade.

TB – No último disco de inéditas há participações de Duca Leindecker e Leoni. Como acontecem essas parcerias?

Stein – São amizades que fazemos durante nossas jornadas. Gostamos muito desse intercâmbio. É uma grande forma de aprender.

TB – Vocês estão produzindo alguma novidade ou apenas fazendo shows e divulgando o DVD?

Stein – Temos planos de lançar algo ainda esse ano.

TB – O que o público frederiquense deve esperar do show da NDN?

Stein – Uma grande festa. Estamos lançando o DVD, mas no show podem esperar ouvir as músicas que fizeram o Nenhum ser conhecido. Os sucessos estarão lá.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Para iniciar 2014 a todo vapor, o Cascadura – uma das bandas mais importantes do cenário da Bahia nos últimos anos – realiza mais uma edição do projeto batizado Sanguinho Novo. Além de entreter e levar música de graça para a população, o Cascadura transmite a importância do ato de doar sangue em todo o material gráfico do evento, nas entrevistas, no seu blog e vestindo a camisa da causa. Baseado nas ideias de renovação, circulação, troca e parceria, o Sanguinho Novo assume a atitude de compartilhamento tanto no viés artístico quanto no social. Por e-mail, o vocalista e guitarrista Fábio Cascadura nos contou um pouco sobre o projeto. Confere aí:

The Backstage: Sobre o Sanguinho Novo, o que mudou da edição de 2011 pra cá?

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Cascadura na edição do projeto Sanguinho Novo em 2011 (Foto: Leo Monteiro)

Fábio Cascadura: Em 2011 realizamos a segunda edição do evento. Naquela ocasião, tínhamos algumas coisas que nos ajudaram bastante: estávamos em estúdio, em pleno processo de gestação do disco “Aleluia”; as canções estavam ainda no estágio de gravação e isso dava um frescor a mais para aquela temporada; tudo era curiosidade – a ocasião subimos ao palco com o embrião da formação que temos hoje: sem percussão, mas já com o Du Txai na guitarra (que estreou no Cascadura, bem naquele momento) e ainda com André T e Jô Estrada, nossos produtores… Foi importante tocar com aquela formação para apresentar aquele repertório que hoje é bem conhecido do pessoal todo (o “Aleluia” acabou sendo indicado a Melhor Disco no VMB 2012 e ganhou o Prêmio Dynamite 2013 de Melhor Álbum Pop). Para nossa satisfação, tudo deu muito certo! Foram quatro fins de tarde memoráveis, com muita gente legal indo conferir… Foi uma celebração inesquecível! Queremos mesmo repetir essa dose de emoção no calor do Verão baiano 2014!

TB: Em que ano vocês tiveram a iniciativa de montar essa parceria? Como foi esse início?

FC: A primeira edição foi meio de improviso, num momento de muitas ideias. Era o tempo da Turnê Bogary, tínhamos muitas ideias, todo momento… Essa veio num papo, dentro de um carro, entre eu, Thiago (baterista) e o Dimitri, que era o nosso produtor. Nós comentávamos sobre o grande numero de e-mails que vínhamos recebendo solicitando doação de sangue para alguém que era conhecido de alguém. Sabe? Então pensamos num modo de colaborar com a divulgação dessa necessidade. Eu já era doador de sangue. Procuro doar com alguma frequência. Mas precisávamos de alguma ação mais efetiva para ajudar na conscientização. Daí veio a ideia do projeto Sanguinho Novo.

TB: Esse ano vai ter o stand do HEMOBA?

FC: Nosso menager, Ricardo Rosa, é o Coordenador Geral do projeto nessa edição e está conversando com o pessoal do HEMOBA para vermos o que será possível termos lá. Já é muito importante darmos atenção à matéria. Fazer com que esse tema apareça na agenda das pessoas durante um período que foca mais na festa, badalação e tal… O exercício de debate em torno da consciência para ações como doação de sangue, reciclagem de lixo, cuidados com o meio ambiente, etc, deve ser constante.

TB: Acredito ser meio óbvio, mas qual a importância de um projeto desses em Salvador?

FC: O Verão em Salvador é bem especial. A cidade ganha muita atenção de fora. Mesmo num momento delicado, difícil como o que vivemos agora, com a cidade sob uma convulsão urbana tremenda, quando chega o Verão, ela parece ficar ainda mais interessante. Há uma confluência enorme de pessoas de todo canto que vem pra cá atrás desse clima… Assim, um projeto que propõe apresentar a música de gente que trabalha o ano inteiro na cidade e por ela, e ainda quer falar de um tema importante como o da doação voluntária de sangue é algo muito relevante, ao meu modo de ver. Ainda, com esse crescimento populacional momentâneo na cidade durante a estação, há aumento da necessidade de sangue para transfusões nos postos de saúde e hospitais. Esse é mais um dado que precisa ser levado em consideração.

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TB: Quais as informações que o público deve saber sobre esses shows de 2014?

FC: Acho que cada edição reflete um momento especial. Em 2011 tivemos a honra de contar com parceiros artistas muito incríveis – Maglore, Dub Stereo, Vendo 147 e Velotroz, são realidades muito expressivas no contexto artístico da Bahia, seja por suas obras e atuações no cenário local e nacional, seja pelo desdobramento de sua produção em outros projetos. Esses artistas refletiam o que vinha sendo mais celebrado como novidade, naquele instante, e se afirmaram, por seus próprios méritos, como grandes artistas da Bahia. Os shows foram incríveis! Marcou aquele Verão! Essa edição de 2014 trará gente que cremos estar em consonância com o projeto e o momento da música na Bahia: Clube de Patifes, de Feira de Santana/BA e Falsos Modernos. A primeira tem 15 anos de carreira e é um importante representante da cena no interior do Estado, sendo responsável pelo surgimento e fortalecimento de um novo contexto de produção cultural no eixo Feira de Santana/Camaçari. Acho que essa produção do interior da Bahia foi um grande destaque de 2013 e cremos que com a Clube de Patifes teremos uma representação a altura desse momento bacana. Além disso, eles estão lançando um novo trabalho, acústico. Eu até participei! É bacana! Já a Falsos Modernos é uma banda que vem revigorar o panorama de Salvador. São músicos experimentados, mostrando uma nova possibilidade para a cidade. Gostamos da rapaziada e pomos a maior fé neles. Vai ser lindo.

Bom, nós do Cascadura poremos o melhor de nós no palco. Afinal, é o que fazemos: tocar nossa música! Vai ter de tudo um pouco e espero ainda um pouco mais de tudo… Vamos aguardar que aquela moçada apareça para cantar, curtir e celebrar, na paz! (Fábio Cascadura)

Carol Govari Nunes@carolgnunes

O mês de junho foi marcado pelo lançamento do single “Merry-Go-Round”, da Fire Department Club. Criada em Porto Alegre no final de 2009 depois que Meinel, guitarrista, teve a ideia de montar uma banda que fizesse um som diferente do que a cidade estava acostumada, a FDC surgiu com uma mistura diferente de elementos sonoros e composições em inglês. Com riffs precisos, melodias marcantes e um ritmo pronto para a dancefloor, “Merry-Go-Round” mostra a ousadia da banda em uma sonoridade única.

Formada por Meinel Waldow (guitarra), André Ache (vocal/baixo) Gabriel Gottardo (guitarra/synth) e Gui Schwertner (bateria), em 2010 a FDC já tinha metido a cara no cenário independente de Porto Alegre, mas só em 2012 foi que lançou seu primeiro EP, “Colourise”. Depois do lançamento do EP, a banda adicionou o “Club” e a coisa começou a ficar maior, iniciando uma parceria com o produtor Luc Silveira e o selo Soma Records. Após essa parceria, a banda relançou a faixa “Just Fine” (presente no EP) e começou a tocar em casas de shows maiores em Porto Alegre, como Beco e Opinião.

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Foto: Divugação 2013 por Daniel Lacet

“As casas de show têm quase sempre disponibilizado o espaço. O que sinto falta ainda é uma cena forte, aonde as pessoas vão a fim de conhecer novas bandas e fazer essa troca de ideias. A noite tá cada vez mais, como disse um amigo, “som alto, encher a cara e achar um amante””, comenta o vocalista/baixista André Ache.

Influenciada por Wombats, Strokes, We Are Scientists, Incubus, Two Door, Foals entre outras tantas bandas, o próximo passo da FDC será o lançamento de um EP com pelo menos 5 faixas, conta o vocalista/baixista. Os músicos atualmente se encontram em processo de pré-produção e pretendem lançar esse EP até o final desse ano. André também comentou sobre o cenário independente de Porto Alegre e disse que a nova safra de bandas na capital está muito boa: “Existe uma nova safra de bandas daqui muito legal. Não só de POA, mas de toda a região metropolitana. Geralmente reunimos uma ou duas para os shows, fazendo um intercâmbio bacana”, diz o músico.

Sobre o processo de composição, André diz que “o nosso processo é bem variado. Todos trabalham. Às vezes surge de um riff de guitarra, às vezes de uma batida louca do Gui. Por muitas o Gabriel vem com uma ideia de letra e eu crio a melodia e vice versa. Mas, no caso de “Merry-Go-Round”, a letra foi escrita pelo nosso amigo Léo Stein e musicada por mim, no violão mesmo”.

Além da parceria com o Soma Records, a banda lançou o single “Merry-Go-Round” através da Ditto Music, distribuidora de música da Inglaterra. A Dito Music, além de distribuir música em mais de 130 países, possibilita a compra de “Merry-Go-Round” em diversas lojas virtuais como, por exemplo, iTunes, Spotify, Amazon, Deezer e eMusic.

Aqui você pode ouvir “Merry-Go-Round” no SoundCloud. Já aviso que é impossível ouvir só uma vez e é impossível não sair dançando.

Para conferir biografia, fotos, músicas e etc, é só clicar aqui e ir direto para o site da banda.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Antes tarde do que mais tarde: a festa de um ano do Les Paul Rock Pub foi dia 9, mas só hoje eu consegui passar as fotos/vídeos para o computador e sentar para escrever alguma coisa.

Quem tocou na festa foi DaniElvis, cover de Elvis Presley desde 2007. Quem acompanha o intérprete que estudou canto popular e erudito por quatro anos é a Banda Presley, formada por Éderson Guedes, Charles Machado, Thiago Viegas e Pedro Keller.

Daniel Keller contou que começou a gostar de Elvis Presley com 16 anos e que foi tudo por acaso: sua semelhança física e timbre de voz quase idêntico o levaram a interpretar o Rei do Rock. Seu repertório tem os maiores clássicos de Elvis, incluindo músicas do início até o fim da carreira do cantor e ator norte-americano.

No vídeo abaixo, você confere a incrível semelhança entre DaniElvis e o eterno Rei do Rock:

Outras imagens do show você vê na Fanpage do The Backstage Blog

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Alçando voos solos, o guitarrista da banda Pública, Guri Assis Brasil, lançou recentemente o projeto de seu CD “Quando calou-se a multidão” no Catarse. O esquema do Catarse a gente já conhece: é o crowdfunding, o fundo colaborativo que, por meio de recursos e contatos, viabiliza a realização de uma iniciativa, como viabilizou a realização do segundo CD dos Sabonetes.

O disco foi composto e gravado no início de 2012 e todas as composições são assinadas por Guri. Algumas faixas têm participações especiais de Guizado, Juninho, Eduardo Praça (Quarto Negro), e uma das letras é de Carlinhos Carneiro, da Bidê ou Balde. Por e-mail, o músico que diz ter demorado 26 anos pra compor uma música de cabo a rabo (letra, harmonia e melodia), comentou sobre o projeto, o início na carreira musical, “Todos meus amigos vão me ouvir cantar” (bonita música que tem rolado para mostrar o que vem no disco) e muito mais.

The Backstage: Como foi teu início na carreira musical?

Guri: Comecei em Sant’ana do Livramento, cidade do interior do Rio grande do Sul que faz fronteira com o Uruguai. Meus pais sempre escutaram muita música. Eu costumava dormir com algum disco na vitrola ou com um dos dois cantando, meu pai acompanhado de um violão. Com uns 10 anos comecei em uma banda do colégio e depois toquei pela noite da fronteira. Com 16 me mudei para Porto Alegre, onde logo conheci o pessoal da Pública. Assim entrei de cabeça e decidi que era aquilo que gostaria de fazer para o resto da vida. A Pública conseguiu um bom reconhecimento no Sul e decidimos que seria melhor para nossa carreira a mudança para São Paulo. Já faz três ano que moro na Babilônia.

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“Sempre gostei de cantar e achei que era uma boa hora tentar escrever e me expor de certo modo”, comenta o músico (Foto: divulgação)

TB: Na Pública, tu é responsável pela guitarra. Tu já compunha músicas paralelo a banda?

G: Eu demorei 26 anos para fazer uma música de cabo a rabo. Letra, harmonia e melodia. Na Pública eu tinha algumas parcerias com o Pedro, mas as letras sempre eram dele. Portanto, esse material que eu vou soltar ao mundo é muito, muito novo.

TB: Em “Todos meus amigos vão me ouvir cantar” tu se distancia da função única de guitarrista e se aventura pelos vocais e demais cordas. O arranjo é extremamente agradável, me encantei de primeira. O baixo tem um groovezão massa e o refrão explode com os metais. Quando tu compôs ela?

G: Fiz ela quando ainda morava na Vila Madalena, hoje vivo na Vila Mariana. Era uma época que eu estava com uma insonia terrível, dormia sempre que o sol raiava. Eu costumava dormir com uma guitarra ao lado. Assim sempre que o sono demorava a vir eu pegava a guitarra para tocar ou compor alguma coisa. Talvez por eu ser guitarrista, as primeiras músicas sempre surgiam através de um riff. Essa foi através do groove do baixo. Fiquei tocando e logo veio a melodia. Depois foi rápido.

TB: Tu assina sozinho todas as composições do disco, ou tem mais alguém contigo?

G: Tem uma música que fiz junto com o Guizado, músico paulistano. Outra em parceria com o Eduardo Praça que é da banda Quarto Negro, que também me ajudou em outra letra. Uma com o Juninho, que é quem assinou a produção do disco comigo. E tem uma letra que é do Carlinhos da bidê ou balde.

TB: Como surgiu a ideia de lançar um disco solo?

G: A Pública deu uma parada. Eu estava tocando com uma pá de artistas de todos os cantos do país em São Paulo. E só isso não me deixava satisfeito. Sempre gostei de cantar e achei que era uma boa hora tentar escrever e me expor de certo modo. Acho que funcionou.

TB: O Catarse tem dado bons resultados desde o seu surgimento. Tu pensou imediatamente em financiar o projeto por lá ou chegou a cogitar um lançamento só virtual (ou, ainda, lançar através de um selo independente)?

G: Eu pensei em todas as possibilidades. Cheguei a mandar para algum selo, mas quase nada. Somente virtual nunca foi a minha ideia. Um disco sem assessoria na minha cabeça é quase inexistente, tirando os fenômenos. Achei que o catarse era a melhor maneira de poder lançar ele da forma mais digna possível. De certa forma não estou pedindo esmola e sim um adiantamento pelo meu trabalho e ainda por cima gera uma bela de uma divulgação.

Estou louco para tocar essas músicas ao vivo, tenho certeza que vão soar muito bem.

TB: Sobre o disco, o nome é bem sugestivo. Tem alguma história sobre esse título? Já tem alguma previsão de lançamento?

G: O título vem do nome de uma das faixas, da qual a letra assino junto com o Eduardo Praça. É uma história fictícia de um casal que se encontra em meio a multidão. A imagem é bem sugestiva na minha cabeça. Consigo visualizar. Algo como um relacionamento mal resolvido onde os dois não conseguem transparecer que muitas marcas ficaram pelo caminho.

TB: Como tu tem se dividido entre a banda e o projeto solo? Tem mais algum projeto vindo por aí?

G: A banda não está fazendo show e eu pretendo priorizar muito o disco assim que for lançado. Quero defender as minhas músicas. Nunca tinha tido essa experiência e é magnífica. Uma sensação de exposição e ao mesmo tempo de satisfação e orgulho. Não pretendo ter outros projetos, mas nunca se sabe. Acho que para a coisa dar certo tem que ter dedicação. Agora estou vendo o tamanho das responsabilidades que eu vou ter pela frente. Estou gostando!

O contato com o músico pode ser feito através das redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Para conhecer o projeto no Catarse, colaborar e ver as recompensas de cada valor, é só clicar aqui!