Archive for the ‘Agenda’ Category

A Rede de Pesquisadores em Comunicação e Música – Rede Musicom – torna pública a chamada de trabalhos para o sétimo encontro nacional, que ocorrerá de 09 a 11 de outubro na UFMG, em Belo Horizonte.

Neste ano eu coordeno o GT 5 – Música, convergência tecnológica e performances em rede, que propõe o debate sobre a música e suas interações com as tecnologias digitais em relação à produção, circulação e consumo nas instâncias de mediações de sites de redes sociais, sistemas operacionais, softwares sociais, etc. A ideia do GT é pensar nas especificidades das culturas musicais nesses ambientes de e nas práticas de digitalização. Dentro disso, as discussões podem contemplar temas como a produção, a circulação e o consumo da música na Internet, performances de artistas (e fandoms) em sites de redes sociais, plataformas de streaming, curadoria digital, novas relações sociais possibilitadas pelas mídias digitais, cenas musicais virtuais, rearranjos, remixes, dentre outros.

A submissão dos artigos vai até 31 de julho. O calendário completo você encontra no site do evento:

http://www.musicom.mus.br/ 

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O V Congresso de Comunicação & Música é um evento onde pesquisadores, graduandos, mestrandos e doutorandos participam de debates através da submissão de resumos ampliados para os Grupos de Trabalho do Congresso.

O evento, realização do grupo de pesquisa Cultpop do PPGCC da Unisinos, acontecerá entre os dias 01e 03 de agosto, na Escola da Indústria Criativa da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (campus São Leopoldo). Contará com palestrantes da UFPE, UFF, Universidade do Porto/PT, entre outras instituições.

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Calendário:

Submissão dos resumos expandidos: até 02/06/17

Divulgação dos resultados das submissões: 02/07/17

Inscrições: de 02/06/2017 a 28/07/17

As submissões dos resumos devem ser feitas exclusivamente para o email dos GTs através de um resumo ampliado (cerca de 500 palavras), contendo também título, nome completo, filiação institucional, e-mail de contato e palavras-chave (3 a 4).

A chamada de trabalhos completa está disponível na fanpage https://www.facebook.com/VComusica/. Outras informações: vcomusica@gmail.com

 

 

Na última quinta-feira, 24 de novembro, a banda Ultramen subiu ao palco do Opinião para lançar o DVD Máquina do Tempo, gravado 8 anos atrás naquele mesmo palco.

Além do lançamento do DVD, o show marcou a comemoração dos 25 anos da banda, que tem 4 discos de estúdio lançados e intercalou sucessos de todos os álbuns, além de “Robot Baby”, composição inédita do grupo. Pouco antes do show começar, o público assistiu a um vídeo do Mestre Guitarreiro Luis Vagner contra o fechamento da TVE e FM Cultura, movimento que a Ultramen também faz parte e endossou essa posição durante boa parte do show, principalmente no bis, quando todos os músicos voltaram com a camiseta “Salve salve a TVE e a FM Cultura” e Tonho Crocco disse que o medo dele – e da banda – não é perder espaço na mídia, mas sim perder a Fundação Piratini, essencial para bandas independentes, artes cênicas e cultura em geral.

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Interação entre banda e público foi intensa durante toda a noite (Foto: Carol G. Nunes)

Mas retomando o início do show, que começou com “Tubarãozinho” (depois da “Intro”, seguindo a mesma ordem do DVD), e seguiu com clássicos da banda como “Grama Verde”, “Bico de Luz”, “Dívida”, “General”, “Preserve”, “Máquina do Tempo” e outras várias faixas que estão no DVD, tivemos uma noite com uma energia incrível e público super presente. Aliás, o público era bem mais diversificado do que o do último show que eu tinha visto da Ultramen, no ano passado. Gente de todas as faixas etárias e cores e sabores e amores lotaram o Opinião. Sem cotoveladas e sem empurra-empurra. Andei umas 5 vezes pelo bar, de ponta a ponta, e apesar de estar bem difícil de se locomover por causa da quantidade de pessoas, ninguém trancava a passagem ou te olhava de cara feia. Acho que um público também faz o show. Eu sou jornalista, mas eu também sou público. Eu gosto de circular, de observar – ainda não perdi isso da etnografia, confesso –, e shows da Ultramen são sempre interessantes – do ponto de vista jornalístico e também do ponto de vista etnográfico.

Várias participações também rolaram durante a noite: Buiu em “Esse é o Meu Compromisso”, Manos do Rap (rapper Du e Curumano) em “Erga Suas Mãos”, PX em “Peleia” e o Gibão, batera da Comunidade Nin-Jitsu entrou em “Hip Hop Beatbox com vocal e James Brown”.

O DVD Máquina do Tempo está disponível no youtube e você também pode comprá-lo no site da HBB Store.

A Galáxia de Tonho Crocco

Antes tarde do que mais tarde:

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BNegão participou em “Baobá” e “Dívida” (Foto: Carol G. Nunes)

No dia 20 de outubro, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, Tonho Crocco lançou o baita disco Das Galáxias. Com participação de BNegão em “Baobá” e acompanhado da in-crí-vel banda Partenon 80, Tonho tocou todas as faixas do disco Das Galáxias e faixas d’O lado brilhante da lua, além de algumas músicas da Ultramen. Além de BNegão, PX também fez uma participação especial em “Peleia”, junto com o mini-sobrinho de Tonho, que estava de aniversário, e matou a pau na coreografia de “Peleia” 🙂

O projeto foi contemplado pelo edital Natura Musical Rio Grande do Sul e já teve seus shows de lançamento por Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. Vi na agenda que em dezembro eles vão tocar de novo em Porto Alegre e a dica é: vale conferir, pois o show é incrível, muito bem produzido e formatado.

Você pode baixar o Das Galáxias no site da Natura. O disco também está disponível em CD e vinil (comprei o vinil e o som é uma beleza, vale o investimento!).

 

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Depois de 20 anos à frente do Arthur de Faria & Seu Conjunto (que encerrou atividades em 2015, mas está finalizando seu sexto e último disco), Arthur cercou-se de quatro jovens músicos da nova cena de rock (e outras coisas) de Porto Alegre. Quatro grandes instrumentistas, mas não só. Todos donos de estilos bastante pessoais, e com seus próprios projetos musicais.

Numa das guitarras, o prodigioso Erick Endres – que, do alto dos seus 19 anos, prepara já seu segundo disco, além de ser um dos cabeças do Endres Experience, banda-tributo a Jimi Hendrix. Erick é exatamente o perfil do guitar hero setentão, ainda que tenha nascido duas décadas depois.

Na outra, Lorenzo Flach, que também tem seu trabalho solo – além de tocar na banda de Ian Ramil e na OCLA – e é um grande buscador de texturas e sonoridades diferentes no seu instrumento.

No baixo, o suingadíssimo Bruno Vargas, da Quarto Sensorial, uma  das bandas mais interessantes da fervilhante jovem cena da música instrumental da cidade. Bruno também toca com um bocado de gente, de Carmen Corrêa a Marcelo Delacroix.

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Foto: Victoria Venturella

Na bateria, o personal japa Lucas Kinoshita, da Trem Imperial e com vastos serviços prestados a dezenas de artistas. Além disso, na sua geração, é talvez o cara que melhor conheça – porque estuda a sério a coisa – os ritmos do cone sul, como a encrenca que é o candombe uruguaio.

Uma formação de banda de rock – voz, duas guitarras, baixo e bateria – para tocar milongas, candombes, xotes… o repertório composto por Arthur nos últimos 25 anos, escolhido entre o material de seus oito discos e infinitos projetos paralelos. Tudo num clima de Jam Band, com um pé na psicodelia.

Sim. Depois de velho, o careca deu pra isso…

O show de estreia desse kaos todo rola na próxima quinta-feira, 26, no Ocidente Acústico, que acontece no Bar Ocidente (João Telles esq. Osvaldo Aranha). O show começa às 23h, mas a casa abre às 21h.  Os ingressos custam  25 pila. Outras informações: www.barocidente.com.br

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Foi em cima da hora que eu resolvi ir: estava enfurnada na dissertação, até pensei em não ir, já que fui ao “Nico Tributo”, que rolou ano passado, e me arrependeria profundamente se tivesse ficado em casa.

Desgrazzia ma non troppo: Trupe do Teatro Esperança em “Nico, a grande atração” é bem diferente do “Nico Tributo”. Se você está pensando em não ir porque também foi ao Tributo, digo uma coisa: corre comprar o ingresso. O espetáculo rola até domingo no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.

“Nico Tributo” foi isso: um tributo. Um tributo extraordinário, que eu acabei indo no primeiro dia, fiquei enlouquecida e fui também no último dia. Já “Nico, a grande atração”, é um musical: um espetáculo teatral, divertido e emocionante, encenado pela talentosa Trupe do Teatro Esperança.

Com direção cênica de Márcia do Canto e direção geral de Fernando Pezão, a Trupe do Teatro Esperança revisita os maiores sucessos da brilhante carreira de Nico Nicolaiewsky. O roteiro fica por conta de Cláudio Levitan.

A baita trupe, que é composta por Fernanda Takai (Coqlicot), Pedro Verissimo (Poeta), Nina Nicolaieswky (Jolimarrí), Márcia do Canto (Madame Mô), Cláudio Levitan (Ubaldin), Fernando Pezão (Mago Yakzura), Fernando Corona (Mastrodin), Diego Silveira (Hodin), Luciano Albo (Broncodin) e Bruno Mad (Dôdin), faz uma festa cheia de aventuras e peripécias na cidade Desengano.

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Trupe do Teatro Esperança ao lado de Hique Gomez (Kraunus Sang) e Arthur de Faria (Foto: Carol G. Nunes)

Assistindo ao espetáculo, lembrei de um trecho do livro “A garota da banda”, da Kim Gordom, onde ela fala de um período em que estava em Berlim e se deparou com uma daquelas palavras grandes e cheias de significados dentro delas: Maskenfreiheit. Significa “A liberdade concedida pelas máscaras”. A Trupe do Teatro Esperança traz isso – em meio à poesia, ótima maquiagem, figurino impecável, cenografia e luzes de feitas para a ocasião, sentimos a liberdade que emana do palco e contagia o ambiente. Todos ali, sob suas máscaras, estão livres, encenando as músicas do Nico. Arte é um troço magnífico, não?

Eu, que me preparei psicologicamente pra não chorar – afinal, já havia chorado o suficiente no “Nico Tributo” –, perdi de novo pra emoção. Preciso assumir que me tornei aquelas pessoas que choram mais em shows do que em outras ocasiões, não tem jeito. Primeiro, com “A vida é confusão” (não dá, não consigo, não sei lidar) e depois quando Kraunus Sang entrou correndo no palco, para o bis. Kraunus e Arthur de Faria apareceram para tocar “Só cai quem voa” e “Reunidos por uma noite”. Sensacional. A participação de Kraunus e Arthur no final foi pra fechar a noite com chave de ouro.

Ponto alto para o peso da guitarra de Bruno Mad; Fernanda Takai cantando “Ana Cristina” em japonês é im-per-dí-vel (além de sempre emocionar com “Onde está o amor?”, “A vida é confusão” e “Ser feliz é complicado”); “Cabeça quebra cabeça”, com Bruno Mad, Cláudio Levitan e Nina Nicolaiewsky; Fernando Pezão e Luciano Albo arrasaram em “Romance de uma caveira”; “Advertência”, com todos cantando, foi demais; e teve também “Final feliz”, Picolé no sol”, “Teatro esperança” e muito mais.

Repito: o espetáculo fica em cartaz até domingo, 24. Sério, não perca. NICO VIVE!

 PS: e semana que vem tem Desgrazzia ma non tropo “Kraunus e convidados”. Vamos sim ou com certeza?

Carol G. Nunes@carolgnunes

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FDC no Sofar Sonds, em San Francisco (Foto: divulgação)

Foram 8 shows em 20 dias em algumas das mais importantes cidades dos Estados Unidos (Nova York, Los Angeles e San Francisco). Os gaúchos do Fire Department Club retornam de sua primeira turnê internacional com muita história pra contar e objetivos ainda maiores para o futuro próximo.

O quarteto de indie rock foi convocado para tocar no CMJ Music Marathon em Nova York, em outubro. FDC, único representante brasileiro, fez apresentações vibrantes e encantou um dos consultores do CMJ, Robert Singerman, que já convidou a banda para retornar no ano que vem.

Após o festival, a banda atravessou o país rumo à California para um roteiro recheado de shows intensos, gravações e o lançamento da versão especial do disco “Best Intuition”. O EP de 6 faixas estreou em 17º lugar nas paradas das rádios universitárias americanas.

Agora, o Fire Department Club está de volta ao Brasil e tem show marcado para o sábado, 28 de novembro, no Opinião. É a 7ª edição do Fellas Music Fest, que ainda contará com as bandas Second Hand e DR. HANK.

Então todo mundo já sabe: Fellas Music Fest, dia 28/11, às 23, no bar Opinião. Ingressos antecipados nas lojas Youcom (lote promocional: R$ 20; antecipados R$ 25 e na hora R$ 35).

 

Carol G. Nunes@carolgnunes

Na semana da consciência negra, o projeto Domingo no Parque promoveu a tarde de música afro-gaúcha, onde Richard Serraria, músico e pesquisador, apresentou um repertório baseado em canções que priorizam tematicamente a presença negra em Porto Alegre.

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O Bataclã FC fechou a tarde de música afro-gaúcha (Foto: Carol G. Nunes)

Cheio de convidados especiais, o show “Mais tambor, menos motor” animou a tarde de ontem, 22, no Auditório Oi Araújo Vianna. Foi incrível, emocionante. Há tempos eu estava tentando ir a algum show do Richard Serraria, então acho que dei muita sorte de pegar seus três projetos numa única tarde: Alabê Ôni, o grupo percussivo, de raiz africana no sangue, na cultura e espiritualidade, que abriu a tarde; o Pampa Esquema Novo, um disco lindo, com o qual eu tinha mais familiaridade, que trata da fusão de ritmos e gêneros envolvendo a poesia no formato canção com base na africanidade do cone sul; e o Bataclã FC, que faz uma fusão de rock, samba, funk, hip hop e música regionalista – tudo isso com muito peso e poesia.

Entre os convidados, Tonho Crocco, Andréa Cavalheiro, Marcelo Delacroix, Paulo Dionísio, Mini Bateria dos Imperadores do Samba, Ronald Augusto, Kaubi Tavares, La Uruleyra e Lilian Rocha (sério, o que foi aquela declamação – ou mastigação – da Lilian Rocha? To arrepiada até agora).

Os três trabalhos de Richard estão totalmente ativos: Alabê Ôni está fazendo a divulgação de um DVD, o Pampa Esquema Novo está com CD e o Bataclã FC acaba de lançar disco novo. Inclusive, dia 28, próximo sábado, tem show de lançamento do disco “A teimosia da felicidade” (Bataclã FC & Mastigadores de Poesia), no Espaço Cultural 512 (João Alfredo, 512), em Porto Alegre.

O repertório do show “Mais tambor, menos motor” foi esse:

  1. Aré para Bará (a capela, entrando no palco)
  2. Toborine (declamação Ronald Augusto)
  3. Alabe Oni (canto e dança Pingo)
  4. Cantos de Macambique e Quicumbi (Mimmo e Serra)
  5. Milongón e Chicalatum (canto Mimmo)
  6. Pampa Esquema Novo (Serraria e Andrea Cavalheiro)
  7. Giba Gigante Negão (Serraria e Paulo Dionísio)
  8. O Jangadeiro não sabe nadar (Serra e Andrea Cavalheiro)
  9. Doce amor se fez samba puro (Serraria, Delacroix e Andrea Cavalheiro)
  10. Só se for só
  11. Um bonde chamado desejo (Serraria e Tonho Crocco)
  12. Jaqueline Negadiaba (Andréa Cavalheiro e Marcelo Delacroix)
  13. Dread Lock (Paulo Dionisio)
  14. Bate bate forte o tambor (Kauby Tavares, Andrea Cavalheiro e Serraria)
  15. Crenças a céu aberto (BFC e Lilian Rocha)
  16. Menino Pandeiro (BFC e Andrea Cavalheiro)
  17. Barulhinho Bom (BFC e Marcelo Cougo)
  18. Quem é dusmeu vem junto (BFC, Andrea Cavalheiro e Tonho Crocco)
  19. Cabelo Pixaim (BFC, Angelo Primon, Ronald Augusto, La Uruleyra e Primon)

Quem esteve ontem no Auditório Oi Araújo Vianna pode prestigiar Richard Serraria, Tonho Crocco, Marcelo Delacroix e toda essa gente talentosa numa festa incrível de música e poesia – e de graça. Quem não foi, perdeu muito, acreditem. Essa celebração da música afro-gaúcha vai ficar marcada na história de Porto Alegre.

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Final do show Mais Tambor, Menos Motor, com todos os participantes no palco (Foto: Carol G. Nunes)

Sei que ainda vai rolar muita coisa massa no Domingo no Parque e acho que prestigiar os artistas locais é mínimo que a gente tem a fazer. São tardes de música gratuita, onde circula informação, cultura e muito aprendizado. Eu saí de lá sabendo coisas que eu não sabia antes de entrar. E vai ter tarde de samba, reggae, Império da Lã, Cantoras Gaúchas e outros inúmeros artistas ainda em 2015 e durante 2016: é só se ligar no site do projeto.