Espetáculo “De Volta Para a Garagem” homenageia rock gaúcho dos anos 80

Posted: 18/10/2019 in Rock, rock gaúcho, Shows, Teatro
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Foto: Carol Govari Nunes

Na última quarta-feira, dia 16, rolou no Opinião a estreia do espetáculo De Volta Para a Garagem – uma peça de teatro/show que remete a um encontro fictício entre Biba Meira, Edu K, Frank Jorge, Flávio Basso e Charles Master, abordando toda a música, angústia, chinelagem, diversão e repressão vivida durante os anos 80 em Porto Alegre.

O encontro acontece em uma noite chuvosa, onde os músicos se unem sob um teto para esperar a chuva passar – e o amanhecer chegar – e, enquanto isso, conversam, bebem, deliram e fazem música. Tópicos como viver de rock’n’roll, questões identitárias, as dores e as delícias de viver em Porto Alegre, fracasso, putaria, o sonho de se tonar um ídolo mundial (maior que os Beatles, tal qual Flávio Basso certamente foi – pelo menos aqui em Porto Alegre), astrologia, budismo, censura e outros vários assuntos surgem durante a noite.

Com texto inicial baseado no belíssimo Pode ser que seja só o leiteiro lá fora, de Caio F, e texto final e direção de Bob Bahlis, De Volta Para a Garagem diz ser uma “homenagem ao rock gaúcho”, mas acredito ser muito mais do que isso: é uma homenagem à trupe que habitou o bairro Bom Fim em sua década de maior efervescência e resistência, e compila, em uma só noite, rastros de poesia, literatura, música e teatro, tudo ao som do que, agora sim, ficou conhecido como “rock gaúcho” e suas principais bandas: Taranatiriça, Defalla, Julio Reny, TNT, Os Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica, Os Replicantes, Bandaliera, entre outros. Ou seja, o “rock gaúcho” atua, na peça, como um guarda-chuva que abriga tudo o que o rótulo – odiado por uns, amado por outros – significou para essa geração que estava recém saindo de uma ditadura militar, que queria se expressar, se divertir, que sentia-se culpada – ou simplesmente era apontada como culpada – por ser diferente e que, mesmo tomando atraque da polícia em plena Osvaldo Aranha, seguia fazendo arte e resistindo culturalmente. E resistiu tanto – e fez tanta, tanta arte – que mais de 30 anos depois ainda estamos aqui, reverenciando tudo o que essa década significou para a cultura gaúcha.

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Grandes sucessos do rock gaúcho foram tocados pelo elenco (Foto: Carol Govari Nunes)

O elenco é composto por Bruno Bazzo (guitarra, ator), Leonardo Barison (gaita, ator), Nina Rouge (cantora, atriz), Samuel Reginatto (guitarra, ator) e Zé Fernandes (contrabaixo, ator).  Os músicos que reforçam a banda são André Hernandes (Guitarra) e Tazz Goetems (bateria).

Ao final da noite, Bob Bahlis subiu ao palco para fazer um agradecimento e chamou Charles Master e Biba Meira, presentes na plateia, para se juntarem aos atores/músicos. Rolou “Não Sei”, um dos maiores clássicos do TNT, e no vídeo abaixo você pode conferir como foi:

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