That kind of love was the killin’ kind: delírios noturnos e divagações aleatórias sobre o Aerosmith

Posted: 22/03/2014 in Videoclipes
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Carol Govari Nunes@carolgnunes

Venho para lançar o assunto “memória”. Não sei se vocês sabem, mas meu projeto de dissertação de mestrado sugere pensar a música como objeto de memória afetiva dentro do documentário. Entretanto, aqui-agora (no blog, não no programa do SBT), a música aparece como objeto de memória (das minhas, no caso) dentro de um videoclipe. Não vou ser didática porque uso essa plataforma justamente para fugir do texto acadêmico, embora perceba que ando ficando engessada no quesito “leve”. A começar pelo título, que mais parece de artigo científico do que de um texto em blog (H-E-L-P!).

Pois bem, o clipe a que me refiro foi lançado há 20 anos, mas até hoje está na minha lista de Top 5 dos videoclipes. Na real, gosto muito dos videoclipes do Aerosmith, principalmente dos do “Get a Grip”, um dos meus álbuns preferidos, de 1993.

Os acordes de “Cryin’” me vieram noite passada em um sonho, despertando uma série de sentimentos até então adormecidos. Acho incrível a capacidade que a música tem, pelo menos em mim, de desestabilizar emocionalmente. Ouço, sonho, acordo, fico toda errada – exatamente nessa ordem. Acordar com um gosto de passado na boca me incomoda e me deixa durante todo o dia com aquela sensação amarga do que poderia ter sido e não foi. O Mark Twain que diz que “daqui a 20 anos você estará mais arrependido pelas coisas que não fez do que pelas que fez”. Pois é. Geralmente brinco dizendo que sou uma “ex-viciada em arrependimentos emocionais”, mas em noites de sonhos assim, volto a querer ser uma viciada em arrependimentos emocionais, não me economizando em frases esdrúxulas e atitudes exageradas.

Posso, inclusive, fazer uma ligação com outros dois clipes do mesmo álbum: “Crazy” e “Amazing”, músicas que me deixam tão doída (e doida) quanto “Cryin’”. Será culpa da Alicia Silverstone? Não sei, mas a voz rasgada do Steven Tyler e as guitarras do Joe Perry me destroem. Enfatizo também as letras, com seus versos dizendo “That kinda lovin’, now I’m never gonna be the same / I go crazy”; “All I want is someone I can’t resist”; “There were times in my life when I was goin’ insane”: digaí, meu amigo, é mais poético ou não que piripipiripipiripiripiradinha? E olha que quem tá fora da casinha hoje sou eu.

 Parece exagero – como tudo o que eu costumo escrever em dias assim -, mas quando o assunto é música, sabem como é: eu não me economizo.

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