Fãs de Amy Winehouse reclamam da organização do show em Florianópolis

Posted: 10/01/2011 in Shows
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Carol Govari Nunes@carolgnunes

Quem foi até o Stage Music Park, em Florianópolis/SC, para conferir o show de Amy Winehouse, no último sábado, se deparou com alguns problemas de organização do evento, pois a distribuição da plateia não estava de acordo com o que estava no site do Livepass, ponto de venda exclusivo do festival. Na ilustração do mapa que estava no site, o camarote ocupava a área localizada em frente ao palco, enquanto a pista ficava atrás. Entretanto, a pista ocupou a área que estava destinada para o camarote.

Print do site feito pela estudante Carla Ruthes

Os ingressos para o camarote custavam de R$ 300 a R$ 600. Na pista, o valor variava de R$ 100 a R$ 250. No final, quem pagou R$ 100 e R$ 600, acabou ficando no mesmo local.

Devido a esse problema, a estudante Carla Ruthes colocou na internet um texto mostrando sua indignação.

Segue, na íntegra, o que a estudante escreveu:

“Gostaria de ter ajuda da mídia para fazer uma reclamação.
Comprei meu ingresso antecipadamente pelo site LIVEPASS -fiz a compra no dia 25/11, osingressos começaram a ser vendidos no dia 23 – e já no segundo lote, optei pelo camarote, pois segundo o site do LIVEPASS o mapa deixava claro que o camarote era NA FRENTE DO PALCO, separado da pista, que começaria logo atrás… Paguei o equivalente a R$ 575,00, R$ 500 do ingresso e R$ 75 de taxa. O que me levou a adquirir o camarote foi o local privilegiado que ele abarcaria e assim o fiz.

Foto: Charles Guerra

Cheguei ao local às 21h30min, a noite que tinha tudo para ser de pura diversão se tornou uma tragédia, ao menos para mim, que a procura do camarote encontrei uma pista livre, já cheia de gente! Não condizendo com o que eu havia comprado, os camarotes eram laterais e ao fundo, ainda nas laterais, mas na frente dos camarotes das “pessoas comuns” havia uma divisão, que era para VIPs! Nada disto havia sido previsto, muito menos informado. O jeito era optar por ficar empoleirado no fundo de um camarote abarrotado de gente OU partir para a pista.

Fugi para a pista e lá, aqueles que compraram ingressos de última hora, ou mesmo antes, com valores muito abaixo do que eu paguei, por exemplo, ficaram gratos com a surpresa, pois nem eles esperavam a pista liberada. Fiquei furiosa, fiquei indignada, me senti enganada. Ao meu lado haviam pessoas que também estavam se sentindo da mesma maneira, pois também haviam comprado o “tal camarote”, outras pessoas que pagaram R$ 100, R$ 200 estavam felizes por elas mas ao mesmo tempo compadeciam da nossa situação, nos entendiam e davam força. Do mesmo, muitas pessoas no meu twitter manifestaram apoio, abismadas com o acontecido, mesmo as que nem foram ao show.

Outro que me deixou extremamente triste foi que li no verso do ingresso as “regras/instruções” para o espectador do show, entre elas dizia que era proibido qualquer tipo de imagem, sendo ela vídeo ou foto, fosse capturada no evento. Em respeito a isto, não levei minha câmera, companheira de shows. Você deve saber que o que eu encontrei lá foi um festival de câmeras de todos os tipos e tamanhos. Quem vai correr atrás dos “infratores”? Quem vai cobrar multa ou dar punição a quem captou as imagens, quem não fez sua parte? Pode ser que isto seja o de menos, mas regras são regras.

Os shows são compostos sempre do público, dos artistas e daqueles que “organizam a bagunça”… Se um falha, a bola de neve cresce e neste caso eu senti o peso dela me esmagando. Não tenho recordação feita por mim mesma do show, não tive o camarote que eu pensei ter comprado e o dia 8/01/11 vai ficar marcado como o momento em que tive uma grande decepção na minha vida.

Foto: Hermes Bezerra

Quem deposita quase R$ 600,00 em um show não espera passar pelo apuro que passei. Eu podia ter simplesmente ter comprado a pista por R$ 100, no máximo R$ 200 e teria assistido ao show do mesmo lugar. Isto não é um absurdo?!
Me sinto lesada, já fui ao Stage Music Park e eles não se responsabilizaram por nada, liguei para o Livepass, eram 14h e a pessoa que me atendeu disse que estavam todos em horário de almoço, que eu teria que ligar depois. Liguei para uma tal de Juliana, que pelo que consta vendeu os camarotes reservados, creio que eram aqueles melhor posicionados e cheios de gente da High Society Florianopolitana. Todos estão “tirando o corpo fora”. E eu? Como fico? Se eu quisesse ouvir os shows, comprava o CD ou ficava na porta do local do evento. Eu queria ver os artistas de perto, eu queria vê-los, queria CURTIR o show. No fim das contas, todas as surpresas ruins tomaram conta das boas. Faz 3 dias que estou mergulhada neste mistério do camarote em frente ao palco que não passava de um desenho.

– Não havia por escrito em lugar algum que a imagem era meramente ilustrativa. E mesmo se fosse, pra que mapa local se ele não serviria de orientação ao comprador e não era NEM UM POUCO fiel ao que encontramos no dia do show?!

– Não estavam descritas vantagens como “área coberta e banheiro” na hora da compra, ou seja, o que induziu as pessoas a comprar o camarote foi O LOCAL, O POSICIONAMENTO e não isto que publicaram na nota.

Enfim, a lição está dada: não se pode tentar fazer as coisas de maneira correta em um país onde isto se torna burrice. Porque é assim que me sinto – uma idiota. Como eu já havia mencionado em texto anterior, o jeito é tentar entrar para a High Society ou então bancar a espertinha e viver na malandragem.”

Att., Carla Ruthes
Estudante de Letras-Português na UFSC, 19 anos.

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