“Eu sou, eu fui, eu jamais deixei de ser”

Posted: 04/10/2010 in Entrevista, Lançamentos, Rock
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Carol Govari Nunes@carolgnunes

A banda Vespas Mandarinas juntou amigos e músicos em uma música só (Foto: Otavio Sousa)

A banda Vespas Mandarinas, composta pelos músicos Chuck Hipolitho, Thadeu Meneghini, Mauro Motoki, e Mike Vontobel lançou na internet a música “O Inimigo”, que conta com o timbre especial de vários nomes da música nacional. Fábio Cascadura, Jajá Cardoso, Pitty, Alexandre & Muzzarelas, Fabrício Nobre, Nasi, Victor Rocha, Rodrigo Koala e Martin Mendez são os participantes dessa faixa muito peculiar.

“O Inimigo” é uma música de perder o fôlego: quando você menos espera, já tem outra pessoa cantando.

Além disso, você também pode ser “O inimigo”: As vespas Mandarinas colocaram para download uma versão karaokê, onde você se diverte gravando sua própria versão. No site você também encontra a letra da música e pode baixar o vocal solo de cada um dos cantores que participaram do single.

Se liga no que Chuck Hipolitho contou para a gente:

The Backstage: Cada integrante das Vespas Mandarinas vem de uma banda diferente, com estilo também diferente. De que maneira vocês conciliam toda essa diversidade?

Chuck Hipolitho: No começo era quando dava… Agora já estamos focando um pouco mais na banda… a proposta sempre foi ir se movimentando conforme fosse sendo solicitado da parte do público, e tem sido assim. Mas, fazermos coisas diferentes, e fazermos muito, nos faz o que somos e é parte de nossa química…

TB: De onde surgiu a ideia que levou até a gravação de “O inimigo”?

CH: O Thadeu apareceu com a Demo e eu saquei que dava para fazer algo especial… E aí depois de uma semana pensando chegamos a essa idéia… Que não veio pronta, ela foi se desenvolvendo conforme a coisa ia acontecendo… É um padrão que tem se repetido inclusive em como vemos a banda… O resultado foi esse. O bom é que juntamos amigos e pessoas que talvez nunca se juntassem se não fosse essa música.

TB: Como foi a produção da música “O inimigo“? Quanto tempo levou das gravações até o resultado final, disponibilizado no site?

CH: Da ideia até o final, creio que uns dois meses… Eu gravei a bateria, o baixo e a guitarra, o Thadeu outra guitarra e aí fomos gravando as vozes. Para alguns, como Fábio Cascadura e o Victor dos Black Drawing Chalks tivemos que mandar a música para que fosse gravada em suas cidades… O resto todo foi gravado no Costella.

TB: O lance de juntar vários artistas em uma mesma música foi muito interessante e teve uma ótima recepção pelo público geral e fãs de cada um dos artistas que ali colocaram sua voz.  Selecionar esses artistas foi uma tarefa fácil?

CH: Facílimo. Mandamos alguns e-mails para alguns amigos e pronto… Mas só não tem TODO mundo que queríamos ali por causa de tempo. Faltou muita gente. Todos foram extremamente generosos.

TB: Quem não conhecia as Vespas agora tem a oportunidade de conhecer. Fãs do Fábio Cascadura, da Pitty, do Nasi, citando alguns exemplos. Isso pode ser considerado uma maneira de divulgação ou eles estão no projeto apenas pela parceria, mesmo?

CH: Absolutamente, os dois. As Vespas não são tão geniais, e nem tão ingênuas assim. É legal tê-los, e deve ter sido legal estar ali também… né? E a divulgação apesar de um pouco planejada, aconteceu espontaneamente. Foi atrás quem se interessou.

TB: “O inimigo” é uma música muito instigante – letra e melodia. Fale um pouco mais sobre ela para a gente…

CH: Parceria entre Thadeu e o Adalberto Rabelo Filho. Assim como “Cobra de Vidro” e “Retroceder Nunca”. E por aí ainda vem Sasha Grey, Quarta Parada (comigo)… Dali só sai coisa boa… Quando você vê, tem uma música dessas nas mãos. E o que fazer!? Acaba saindo isso. É uma sorte muito grande estar envolvido com gente assim.

Ainda este mês, a banda Vespas Mandarinas fará shows em dois festivais (Foto: Otavio Sousa)

TB: Além da oficial, agora estão no site todas as versões individuais de “O inimigo”. Você pode nos adiantar o que vem pela frente?

CH: A Vigilante vai lançar um 7″ com Cobra de Vidro e Pesadilla Blues até o final do ano – o que não era nem sonho, nem plano! (risos), mas estamos compondo bastante, acho que vem coisa interessante por aí. E esse ano fazemos alguns festivais também… importantes como o Noise e o DoSol. Para uma banda que está começando, isso é sucesso puro. Tocar nesses dois festivais era nosso sonho de fato. Vamos tocar, e depois disso vai saber o que pode acontecer… Né!? Uma coisa de cada vez, e a música e diversão acima de tudo.

* Outras informações você encontra no twitter e no myspace da banda.

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