As coisas como são: ensaio da Áudio Etílico

Posted: 01/10/2010 in Backstage, Entrevista, Fotos, Rock
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Natalia Nissen / Josefina Toniolo

Na última quarta-feira, 30 de setembro, assistimos a um ensaio da banda Áudio Etílico e vamos dividir com os leitores a experiência.

It’s a long way to the top if you wanna rock’n’roll!

@_natiiiii

“Pensei que a gente nunca ia chegar” e foi assim que quebramos o gelo depois de uma longa caminhada ao desconhecido. Exatamente, não sabíamos o endereço, só tínhamos uns três pontos de referência. Mas foi só achar uns carros com adesivo “Áudio Etílico” que o “problema” foi resolvido.

Os guris foram super receptivos. Começamos a conversa com as típicas perguntas de jornalista querendo bisbilhotar a história e o futuro da banda; conversa vai, conversa vem e o ensaio começou. O ensaio acontece num estúdio pra lá de “aconchegante”, como eles dizem. A cerveja gelada ajudava a resfrescar, afinal, “calor” é pouco pra definir. Também não era muito fácil fazer foto por causa da questão de espaço, mas até que nos viramos bem. E é esse o “encanto” da coisa, a necessidade de aprender a se virar e transformar o mais difícil no melhor. Não adianta ter espaço e tecnologia se não souber usar da melhor forma (isso sobre fazer música num espaço pequeno).

Começaram com “Cocaine”, música incrível do Clapton. E foi quando tocaram “A Hard Days Night” que eu percebi que aquela era a música perfeita para o dia. Depois de aula e gravação do trabalho de radiojornalismo eu precisava mesmo era de uma boa música. E foi isso que os guris da Áudio Etílico fizeram, tocaram música boa, sem cerimônias.

Não posso deixar de comentar que depois ficamos lá conversando, noite adentro, e pudemos perceber que eles (felizmente!) não falam só de música. Rockeiros também sabem conversar sobre outros gêneros musicais, carros, tratores, gatos, política, economia, e o que mais surgir como assunto. Cada integrante da banda pode ter uma opinião e todos se respeitam. Enquanto um se diz completamente contra a “comercialização” da música, outro admite que até a banda mais independente se vende; um é mais quieto, outro é contador de histórias.

Para encerrar meu “depoimento”, meus sinceros agradecimentos aos “Etílicos” que nos receberam tão bem.

 

– @jositoniolo

Saímos da gravação de um radiojornal, com a cabeça a milhão. Depois de uma passadinha na casa das gurias (porque eu nem fui pra casa), resolvemos ir atrás da nossa pauta e honrar o nome do blog. Tudo lindo e maravilhoso na teoria: “é só passar a Mabella e andar mais um pouquinho que vocês encontram a capela Santo Antônio, aí vocês já vão ouvir o barulho.” Aham, senta lá. Caminhamos quase uma hora e falamos com umas 14 pessoas na rua querendo saber onde ficava o dito “esconderijo”. Mas não tenho do que reclamar, criamos várias teorias e rimos muito no caminho, o que valeu o esforço.

Encontramos o lugar e minha reação antes de chegarmos foi: “Eu quero voltar, Nati!”. Sim, totalmente “maduro” de minha parte, mas a ideia de chegar num lugar onde eu só conhecia as pessoas de vista me apavorava. Depois que entramos e nos apresentamos, percebi que eu estava sendo muito idiota por estar envergonhada, eles foram super simpáticos e em poucos minutos já me sentia em casa.

Fomos até o estúdio, super caseiro e aconchegante, com uma enorme bandeira do Rio Grande do Sul na parede. Correspondeu bem ao que eu imaginava, porque, como a Nati bem observou na hora, quando é perfeitinho demais perde a graça. “Born to be wild”, “Love me two times”, “My generation”e “Come Together” foram algumas das músicas da noite. A maior dificuldade nem era o espaço ou a câmera com o fotômetro estragado, mas sim, a vontade de cantar e pular junto. Tínhamos que nos comportar como “jornalistas” e entre câmera e bloco de notas cantávamos baixinho alguns refrões e batucavámos com a caneta.

Depois do ensaio propriamente dito, ficamos lá conversando durante horas. E, por incrível que pareça, sempre tinha assunto (e, definitivamente, não só música). Bom, poderia continuar contando várias coisas, mas paro por aqui, porque já me estendi demais. Em suma, foi uma noite memorável. Devo agradecer a gentileza dos guris da Áudio Etílico e desejar muito sucesso para a banda!

 

E para matar um pouco da curiosidade de quem ainda não conhece a banda, deixamos o link da página no PalcoMP3.
(Fotos: Josefina Toniolo e Natalia Nissen)

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