É oficial: após 15 meses sem abrir as portas para o público, o projeto Acústico Opinião marca o retorno do bar com shows em todos os finais de semana do mês de agosto. O formato vai ser diferente: com público sentado e capacidade de até 200 pessoas no local. Já vi esse formato de show em 2019, e posso dizer que funciona e muito bem 🙂

A programação de shows conta com artistas locais se apresentando em um formato mais intimista. Ao público, as regras de funcionamento solicitam que seja usado máscara para circular no local, respeitar o distanciamento, não movendo as cadeiras e mesas de lugar, e uso de álcool gel 70% que estará disponível em pontos estratégicos do bar.

A venda de ingressos também será diferente: cada entrada dá direito a uma mesa com quatro lugares, vendidas apenas em conjunto. A abertura da casa ocorre às 20h e os shows iniciam às 21h.

Outras informações e ingressos tu encontra no link a seguir: https://www.sympla.com.br/opiniao  

Confira, abaixo, a programação completa:

06/08, sexta-feira: Yas Speransa e Esteban

07/08, sábado: Jota Pê Rocha e Tonho Crocco

13/08, sexta-feira: Só Amor Trio e Frank Jorge

14/08, sábado: Mari Junges e Tati Portella

20/08, sexta-feira: Batalha do Olimpo e Lenzo Rizzo

21/08, sábado: Banda Calote e Banda Cilada

27/08, sexta-feira: Bibiana Petek e Jacques Maciel

28/08, sábado: Zaka Kappel e Rafa Machado

Patrocínio: Nexxt Distribuidora

Realização: Opinião Produtora

Financiamento: Pró-Cultura RS – Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Depois de 14 meses sem eventos, o Ocidente, tradicional bar de Porto Alegre, pede socorro. O Socorro Ocidente Show (S.O.S.) será um festival online com muita música, teatro, literatura, dança, performances e imagens de arquivo do casarão que fica na Osvaldo Aranha esquina com a João Telles. São mais de 40 apresentações de artistas, divididos em duas noites, para quem quiser se divertir e ajudar o Ocidente a resistir.

O festival acontecerá nas noites de 16 e 23 de julho e cada uma ficará disponível para acesso por 48h. Para comprar o teu ingresso, clique aqui.


ATRAÇÕES PRIMEIRA NOITE – 16/07: Nei Lisboa, Wander Wildner, Tonho Crocco, Denizeli Cardoso, Os The Darma Lóvers, Los 3 Plantados, Flu, Pedro Petracco, Pupilas Dilatas, 3D, Mari Martinez, Circenses, Só Amor Trio, Kids For Nothing, Antônio Carlos Falcão, Performers da Fun (Von Teese presente!), Luciana Tomasi + Carlos Gerbase, Arlete Cunha, Marco Fronchetti, Everton Luiz Cidade, Sergio Lulkin, Biah Wether, João Carlos Castanha, Marcio Ventura, Clara Corleone, Ana Maria Mainieri e Giovana de Figueiredo.


ATRAÇÕES SEGUNDA NOITE – 23/7: Nei Lisboa, Defalla, Os Replicantes, Frank Jorge, Carlinhos Carneiro, Julio Reny, Zé Natálio feat: Tonho Crocco e Jacksom, Adriana Deffenti, Jimi Joe, Alice Kranen, Marcio Petracco, As Batucas, Matheus Walter, Space Rave, Escambau acústico, Catto, Lucas Hanke, Sarau Elétrico, Ilana Kaplan, Renato Del Campão, Bianca Deleite (Velvet presente!), Patsy Cecato, Zé Adão Barbosa, Janaina Kremer, Cikuta Castanheiro, Ana Maria Mainieri e Giovana de Figueiredo.


Os ingressos estão disponíveis via Sympla, com valores para todos os bolsos. Tu pode ajudar o Ocidente escolhendo assistir uma ou duas noites e o tamanho da tua contribuição também é opcional: tu pode escolher entre “Amigo Punk” e “Lugar do Caralho“.


Para assistir, os acessos se darão através de um link privado de YouTube, que serão enviados 24h antes de cada uma das duas noites, diretamente para os e-mails cadastrados na plataforma Sympla na hora da compra. Ambas as noites ficarão disponíveis durante 48h após a estreia.


Serviço:

O QUÊ: Festival Socorro Ocidente Show 

QUANDO: 16 e 23 de julho, 21h.

ONDE: Evento online, quem compra o ingresso via sympla recebe o link na véspera do evento.

QUANTO: De R$20 a R$80.

Na noite da última quinta-feira, 25 de fevereiro, Martin Mendonça fez uma ocupação no canal da Pitty na Twitch. O guitarrista contou histórias, tocou e comentou as faixas do álbum Matriz. Ao final, sugeriu que quem tivesse curtido o papo, ouvisse novamente o álbum e prestasse atenção em tudo que ele havia contado. E foi o que eu fiz. Na verdade, mais do que isso: voltei ao Matriz – Arquivos Completos, DVD duplo que registra o mais recente álbum da cantora, com o show que rolou da Concha Acústica, em Salvador, com direção de Daniel Ferro, o filme MATRIZ.doc, dirigido por Otavio Sousa, além de extras, making of, Videotrackz e videoclipes.

Martin reforçou o que Pitty vem falando desde que lançou o álbum: Matriz é um divisor de águas. É um disco que utiliza diferentes referências musicais, que foi gravado em diferentes estúdios, em diferentes estados, com diferentes músicos, e tudo isso converge para que ele seja, em suma, um disco de rock, pois essa é a essência da artista.

Gosto muito de como Pitty trata com leveza e segurança a questão sempre levantada sobre se “é rock ou não é mais rock”, abandonando a normatividade e a estagnação das definições de gêneros musicais. Ainda mais quando o Matriz – em especial o doc – deixa evidente a relação entre música e sociedade, mostrando que há um diálogo inerente entre formações musicais e formações identitárias. A música é fruto de um contexto cultural, social, econômico, afetivo e político, e é a partir daí que a gente consegue observar como a música pode ser didática para pensarmos as identidades, abrindo novas perspectivas para enxergarmos as características que extrapolam as barreiras da sonoridade. A música é um elo, como o próprio Russo Passapusso comenta; um elo que conecta o rock, o reggae, o samba de recôncavo, a raiz, o regional; oportuniza a discussão sobre posições, privilégios, comunidades: um elo que tem a finalidade de falar, de se expressar.

O caminho que Pitty percorre entre Lazzo Matumbi (seus elementos musicais e culturais), Larissa Luz e BaianaSystem (a nova cena e os novos ritmos), Peu Sousa (o afeto, mas fazendo muito mais do que uma homenagem) e Teago Oliveira (que vem da linha evolutiva de grandes compositores como Fábio Cascadura e Ronei Jorge) é de alguém que busca se (re)conhecer; e é na memória que encontra subsídio para entender quem ela é, como ela é, de onde ela é e por que ela é.

Vale apontar algo que está bastante claro em MATRIZ.doc: memória é diferente de nostalgia. Pitty não vive em um tempo de recordação total, não apresenta um tom saudosista ao olhar para o passado. Muito pelo contrário: com o apoio da memória, busca uma constituição identitária que destaca os vínculos entre o passado, o presente e o futuro, algo que é comentado pela artista em vários trechos do filme. A montagem do filme, aliás, é excelente ao reconstruir toda essa história, pois é ali, através das interações que ocorrem nas ruas, nos bares, com outras pessoas e com outros sons, que conseguimos entender como o Matriz se tornou o Matriz.

Matriz – Arquivos Completos (divulgação)

Em relação ao show, me perco dentro das minhas próprias emoções e não sei muito bem o que escrever. Nada substitui a experiência de um show ao vivo, mas, por ora, a única coisa que podemos fazer é revisitar essas experiências através de shows gravados. Um show também transmite memórias e manifesta o entendimento de identidade de um grupo. As performances, como salientam pesquisadoras como Diana Taylor, transmitem conhecimento. A partir do momento em que me coloco como ator social neste grupo, trago toda a minha carga pessoal, que se mistura com minhas referências de escrita; assim, a performance de Pitty funciona também como um modo de tentar conhecê-la profundamente – ela nunca foi somente um objeto de análise neste blog; é muito mais intenso que isso. Tudo que escrevo sobre ela tem um pouco (muito?) do eu sou, do que eu sinto e do que eu faço.

Em função disso, o Matriz não confunde somente os tempos da artista, mas também os meus e os de muitos/as fãs que a acompanham desde o início de sua carreira. Ele nos leva para um lugar que faz com que tenhamos vontade de investigar e compreender aquilo que habita em todos/as nós. Enquanto artista, Pitty sempre questionou mais do que respondeu. Usa a dúvida como benefício; pesquisa antes de afirmar. Faz o movimento de entrada e de saída de campo – o mesmo que a gente faz quando precisa se afastar de um objeto para renovar um olhar impregnado de nós mesmos. O Matriz – Arquivos Completos mexe muito comigo. Acho que por isso eu me enrolei tanto para escrever sobre ele. Aparentemente, eu precisava de um empurrãozinho do Martin 🙂

Como apreender as corporalidades e facetas performáticas de Elvis Presley, Poison Ivy, Lemmy Kilmister, Kate Bush e Kurt Cobain? Quais são as percepções possíveis sobre o feminino/feminismo a partir da vida e da obra de Sister Rosetta Tharpe, Patti Smith, Rita Lee e Pitty? Onde as dimensões políticas presentes nas letras de Pussy Riot, Bob Dylan, Charly Garcia, L7, Raul Seixas e Ratos de Porão se cruzam com seus compositores e intérpretes? O que as performances de Jimi Hendrix, Ma Rainey, Phil Lynott, Bad Brains e Clemente nos falam sobre a negritude? De que maneiras Cássia Eller, David Bowie, Laura Jane Grace, Joan Jett, Secos & Molhados e Little Richards provocam tensionamentos de gênero? Como manifestações e alinhamentos recentes ou recuperados do passado ressignificam biografias de Courtney Love, Johnny Rotten, Lobão ou Morrissey? Quais desdobramentos são vistos hoje das iniciativas de U2, Alanis Morissette, Metallica e Radiohead sobre a indústria musical?

Presença marcante da paisagem global de mídia e consumo, visceralmente conectado à indústria fonográfica como uma de suas commodities centrais, o rock’n’roll, em suas dimensões transculturais, apresenta impactos histórico-sociais e constitui-se em uma importante linguagem específica dentro do contexto da cultura pop. Mais do que isso, também marca a partilha de princípios identitários e sensíveis de amantes do gênero musical no mundo inteiro. Fundamental para a popularização da música pop desde a década de 1950, ao se misturar às transformações e agendas comportamentais sociais e políticas e às novas possibilidades de performances artísticas desde então, vem se recriando como um organismo vivo: desmembrou-se para diferentes subgêneros como glam rock, hard rock, indie rock, e incitou movimentos musicais e culturais como o punk rock, além de ter incorporado influências de gêneros como a soul music e o funk.

Empenhando-se em gerar um levantamento expressivo de pesquisas que interseccionam comunicação, música, história, sociologia e demais áreas das Ciências Humanas e Sociais, a organização do dossiê ESSE TAL DE ROQUE ENROW: perfis que amplificam o gênero musical em suas dimensões midiáticas, sociais, políticas e performáticas convida autoras e autores para a submissão de artigos que reflitam, através de um(a) artista (singular ou coletivo) com aderência no rock, sobre os tensionamentos, atravessamentos, problematizações e transformações que estas e estes produziram ou ainda produzem em questões sociais e culturais que extrapolam o gênero musical.

A baliza para este dossiê tem inspiração em uma prática típica do jornalismo: o perfil biográfico. Nesta direção, a proposta da chamada reside em um olhar microanalítico, como exercício de percepção e sensibilidade para determinados aspectos das vivências de uma ou um artista/grupo, que se concatenam com discussões a respeito de gênero, raça, nacionalidade, etarismo, consumo etc. A partir da visibilidade exclusiva sobre determinados artistas e seus episódios específicos (sejam eles discos, músicas, apresentações, indumentárias, acontecimentos, eras, declarações, liderança de movimentos), vislumbra-se a possibilidade para a composição de um quadro instigante de análise sobre o gênero musical em si. 

Nessa direção, o objetivo é jogar luz sobre possíveis protagonistas destas conexões arteriais entre o gênero musical e as ressonâncias culturais e engajamentos subjetivos das mais diversas ordens que, literalmente, fazem o mundo rolar, quando filtrados pelos discursos e performances do rock. Assim, a noção de perfil serve para sugestionar que, focalizando exames em certos protagonistas, é possível reunir um corpus de objetos que, perfilados, apresentem um breve inventário do rock na sociedade a partir de alguns de seus atores.

O dossiê será composto de artigos que, delimitados em uma personalidade roqueira, explorem de que modos os eventos e marcas notáveis de sua construção lírica, sônica ou imagética, suas performances ou suas carreiras por inteiro se impregnaram a determinadas macro narrativas. Assim, diferentes reflexões e abordagens teórico-metodológicas são bem-vindas. 

Os tópicos sugeridos incluem, especialmente:

BIOGRAFIAS: exames que contemplem fatos históricos (movimentos por direitos civis das minorias, a libertação sexual, o anti establishment, o conservadorismo), relativos à memória (individual e social) e a vivência de artistas; cinebiografias (como elas ressignificam entendimentos, imaginários e afetos); biografias literárias (como elas desenvolvem — ou não — a figura da e do protagonista, por exemplo); formações identitárias e estruturas de sentimento (como compreendemos a experiência dos indivíduos e grupos com as disposições sociais em determinado contexto);

PERFORMANCES: compreensão dos comportamentos de atores sociais em diferentes situações; análises de performances como uma forma de conhecer, através das encenações, as culturas, suas teatralidades e corporalidades; reflexões a partir de álbuns, turnês, revivals, videoclipes, shows, redes sociais;

MATERIALIDADES: experiências estéticas potencializadas por usos de elementos tecnológicos e midiáticos; produção de presença a partir da execução de uma canção, em eventos musicais, entre outras possibilidades; ensaios sobre capas de discos, artefatos técnicos, descrição de objetos, vestuário, instrumentos musicais etc.

O dossiê aceitará propostas entre 12-25 páginas, em português ou inglês. Para submeter a sua proposta, acesse o link: https://tinyurl.com/troposrock 

Dúvidas e outras questões podem ser enviadas à organização através do e-mail oficial deste dossiê: troposrock@gmail.com

Organização: Caroline Govari Nunes (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Jonas Pilz (Universidade Federal Fluminense) e Thiago Pereira Alberto (Universidade Federal Fluminense)

Data limite para envio dos trabalhos: 20 de julho de 2021

Lançamento do dossiê: dezembro de 2021

O II Simpósio Cultpop, evento organizado pelo Grupo de Pesquisa Cultpop – Comunicação, Cultura Pop e Tecnologias, vinculado ao PPGCC em Ciências da Comunicação da Unisinos, acontece dessa vez de forma remota. O evento é gratuito e terá certificação para os participantes inscritos.

Nesta edição, não haverá submissão de trabalhos, mas três mesas foram organizadas para quem estuda ou quer estudar cultura pop.

Abaixo, a programação completa:

Mesa 1: Como estudar cultura pop?
Dia 25/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Me. Aianne Amado (UFS) e Me. Eloy Vieira (Unisinos).
Mediação: Me. Tatyane Larrubia (Unisinos)

Mesa 2: Estudos de gênero e sexualidade na cultura pop
Dia 26/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Prof. Amaro Braga (UFAL) e Me. Gabriela Gelain (ESPM-SP).
Mediação: Me. Jonara Cordova (Unisinos)

Mesa 3: Interseccionalidades entre raça e cultura pop
Dia 27/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Prof. Rukmini Pande (O.P. Jindal Global University, India) – apresentação gravada, Prof. Luciana Xavier (UFABC) e Me. Joselaine Caroline (UFRGS).
Mediação: Profa Adriana Amaral (Unisinos)

Inscrições: http://www.unisinos.br/eventos/ii-simposio-cultpop-edicao-online-ex920448-00001

Dúvidas e outras informações, entre em contato através do e-mail simposiocultpop@gmail.com