O II Simpósio Cultpop, evento organizado pelo Grupo de Pesquisa Cultpop – Comunicação, Cultura Pop e Tecnologias, vinculado ao PPGCC em Ciências da Comunicação da Unisinos, acontece dessa vez de forma remota. O evento é gratuito e terá certificação para os participantes inscritos.

Nesta edição, não haverá submissão de trabalhos, mas três mesas foram organizadas para quem estuda ou quer estudar cultura pop.

Abaixo, a programação completa:

Mesa 1: Como estudar cultura pop?
Dia 25/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Me. Aianne Amado (UFS) e Me. Eloy Vieira (Unisinos).
Mediação: Me. Tatyane Larrubia (Unisinos)

Mesa 2: Estudos de gênero e sexualidade na cultura pop
Dia 26/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Prof. Amaro Braga (UFAL) e Me. Gabriela Gelain (ESPM-SP).
Mediação: Me. Jonara Cordova (Unisinos)

Mesa 3: Interseccionalidades entre raça e cultura pop
Dia 27/11 – das 18h30 às 21h
Convidados: Prof. Rukmini Pande (O.P. Jindal Global University, India) – apresentação gravada, Prof. Luciana Xavier (UFABC) e Me. Joselaine Caroline (UFRGS).
Mediação: Profa Adriana Amaral (Unisinos)

Inscrições: http://www.unisinos.br/eventos/ii-simposio-cultpop-edicao-online-ex920448-00001

Dúvidas e outras informações, entre em contato através do e-mail simposiocultpop@gmail.com

Há 12 anos fora dos palcos, a banda Luxúria reúne  integrantes e antigos parceiros da sua primeira formação para lançar um EP de três músicas. A primeira sai este mês, no dia 11 de setembro, se chama “Claustrofóbico” e estará disponível nas principais plataformas de streaming. 

Com disco lançado pela Sony Music em 2006, emplacando os sucessos “Ódio”, “Lama” e “Imperecível”, o Luxúria levou seus hits para trilha sonora de novelas e seus videoclipes e singles residiram por semanas nas principais paradas musicais da época, no rádio e na TV. Além disso, a banda participou dos principais festivais do Brasil junto de nomes como Charlie Brown Jr., Pitty, Marcelo D2, Mutantes e também foi a responsável pelo show de abertura da primeira turnê do Evanescence no Brasil, em 2007.

A banda – fundada inicialmente por por Megh Stock (Voz), Luciano Dragão (baixo) e Felipe Scavone (Guitarra) – passou por algumas mudanças de integrantes ao longo de sua formação. Nomes como Beto Richieri (guitarra), Ed Redneck (guitarra),Guilherme Cersosimo (bateria), Pedro Nogueira (Guitarra) e Raphael Miranda (Bateria) também fizeram parte do grupo. Na formação de retorno, estarão presentes Luciano Dragão (baixo), Felipe Scavone (Guitarra), Beto Richieri (guitarra) e, nos vocais, Tuia, o compositor de Cinderela Compulsiva, música que escreveu dedicada à Megh Stock.

O novo single “Claustrofóbico” marca esse reencontro e os fãs podem fazer o pré-save da música, para serem alertados no momento do lançamento, através desse link e, a partir daí, escolher sua plataforma de streaming de preferência.  A música foi composta em parceria por Luciano Dragão e Tuia e, devido à pandemia, a gravação do single foi feita em partes. Enquanto Dragão, Tuia, Beto e Scavone alternavam no estúdio em São Paulo, Fábio Brasil (Baterista da banda Detonautas) comandou a gravação da bateria do Rio de Janeiro. Felipe Scavone, além da guitarra, também foi o responsável pelo arranjo da música. A mixagem aconteceu nos Estados Unidos, por Maurício Cersosimo, produtor musical e engenheiro de mixagem que, para completar o clima nostálgico, foi também o produtor do disco de estreia da banda. Atualmente em Nova Iorque, Maurício já trabalhou com grandes nomes da música como Avril Lavigne, Sepultura, Skank e Emicida.

Para divulgar o lançamento, a banda Luxúria está convocando os fãs para fazer o pré-save da música, nesse link, seguir o perfil oficial no instagram e também participar do evento no facebook, que pode ser acessado clicando aqui.

TERRITÓRIOS AFETIVOS DA IMAGEM E DO SOM

21, 25 e 28 de setembro de 2020

Nos debates sobre as culturas da imagem e do som, noções ligadas a lugar, espaço e territorialidade são constantemente acionadas para atrelar determinadas práticas a sentimentos de identidade, para a delimitação de espaços simbólicos da música, para a ambientação da circulação de audiovisualidades online. A noção de que sons e imagens circulam em lugares, ambientes e territórios afetivos é recorrente na contemporaneidade, transformando os ecossistemas comunicacionais.

Neste contexto, espaços urbanos e ambientes virtuais se reconfiguram a partir de imaginários produzidos por sons, músicas, filmes, videoclipes e imagens midiáticas. Desta maneira, a articulação entre som e imagens e as metáforas territoriais abrangem uma ampla gama de ideias que  serão exploradas no seminário Territórios Afetivos da Imagem e do Som, fruto do projeto de pesquisa Cartografias Urbanas da Cultura Musical e Audiovisual: Som, Imagens, Lugares e Territorialidades em Perspectiva Comparada, contemplado no edital CAPES/PROCAD e desenvolvido por equipes da Universidade Federal Fluminense, Universidade do Vale do Rio dos Sinos e Universidade Federal de Pernambuco.

Organizado em três mesas, o seminário pretende explorar o papel da cultura sonora e audiovisual nas construções, tensionamentos e disputas em torno de espaços e ambientes urbanos, periféricos, translocais e/ou virtuais, visando a produzir uma exploração dos territórios afetivos que enredam som, imagens e música em múltiplas redes, tonalides e perspectivas.

PROGRAMAÇÃO:

21/09, segunda-feira – 17h às 19h

MESA 1 – Territórios de conflitos e afetos dissonantes

Angela Prysthon (UFPE) – Pedaços do mundo: paisagem e espaço na cultura visual contemporânea 

Felipe Trotta (UFF) – O som dos vizinhos: vazamentos sonoros, violência e conflitos nas grandes cidades

Rodrigo Carreiro (UFPE) – Imersão e realismo no som do filme 1917

Fernando Resende (UFF) – “Pequena África”: a ferida aberta e a invenção de futuros

25/09, sexta-feira – 17h às 19h

MESA 2 – Disputas, invisibilidades e apagamentos em múltiplas territorialidades

Beatriz Polivanov (UFF) – Nem tão PLURal assim: a (in)visibilidade de mulheres DJs

Ana Paula da Rosa (Unisinos) – Transitando entre territórios: da imagem memória do atentado de Manchester às sonoras imagens de Ariana Grande

Thiago Soares (UFPE) – A bastardização da música pop

Ronaldo Henn (Unisinos) – Acontecimentos na cultura pop e territorialidades semióticas

28/09, segunda-feira – 17h às 19h

MESA 3 – Cultura da música em plataformas e redes sociotécnicas

Jeder Janotti Junior (UFPE) – Escutas conexas em ambientações digitais

Adriana Amaral (Unisinos) – Invisible Sun: o apagamento das materialidades e plataformas digitais nas críticas dos “grandes intelectuais” brasileiros a fenômenos da cultura pop na mídia mainstream

Gustavo Fischer (Unisinos) – Plataformas de streaming como dispositivos tecnoculturais

Simone Pereira de Sá (UFF) – O roteiro performático de Anitta no álbum visual Kisses

ATENÇÃO:
Em pouco mais de 24 horas, todas as mesas atingiram a lotação máxima permitida pela plataforma e as inscrições estão ENCERRADAS.

Mas você ainda poderá participar! O evento será transmitido simultaneamente na página no Facebook (o link está logo abaixo), onde os espectadores também poderão fazer perguntas aos convidados.

Facebook: https://www.facebook.com/territoriosafetivosdaimagemedosom/

Instagram: https://www.instagram.com/territoriosafetivosimagemesom/

Se inscreva no canal para acompanhar uma série de vídeos exclusivos sobre o projeto!
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCuw4Bw48PayNwpG2SGQ7fHg?disable_polymer=true

Organização

Simone Pereira de Sá (UFF)

Adriana Amaral (Unisinos)

Jeder Janotti Jr (UFPE)

Thiago Soares (UFPE)

Equipe técnica

Caroline Govari Nunes – Produção textual e divulgação

Leonam Dalla Vecchia – Produção audiovisual

Régis Rabelo – Organização técnica do evento

Rômulo Vieira da Silva – Criação publicitária

Apoio: CAPES/PROCAD

Agosto veio com tudo para a cantora Pitty: um mês inteiro celebrando os 15 anos do Anacrônico, seu segundo disco, lançado em 21 de agosto de 2005. Como escrevi sobre os 15 anos do Admirável Chip Novo, achei que seria um interessante exercício de memória escrever também sobre os 15 anos do Anacrônico.

Três dias antes do lançamento, no dia 18, eu completava 17 anos; então um disco novo da minha cantora favorita foi um bom presente de aniversário. Em abril daquele ano, vi um show em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, onde Pitty tocou “Brinquedo Torto” e talvez “A Saideira” e/ou “Anacrônico” (“Brinquedo Torto” é a única que tenho certeza, pois já sabia de cor e porque segue sendo uma das minhas preferidas do disco); uma versão muito mal gravada de algum show circulava na internet, provavelmente na comunidade Viciados em MP3 da Pitty, no Orkut, onde tinha de tudo – menos os discos oficiais, regra primordial da Comunidade. Lá eu também devo ter feito o download de “Déjà Vu”, “Claritin D” (que virou “Aahhh…!”) e “Seu Mestre Mandou”, todos áudios extraídos de algum show, e “O Muro”, só para citar algumas.

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Pôster do disco, que veio em algum caderno (Acervo pessoal)

Depois, vi o show de lançamento da turnê em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, porque arrumei uma carona até a cidade, o que acabou me fazendo abrir mão da viagem para o show em Porto Alegre. Foi a pior troca que eu poderia fazer, pois quase não tenho lembranças deste show – o que me leva a crer que muito das nossas memórias se associam aos locais onde estas ocorrem; no caso, pra mim, o bar Opinião, palco da maioria dos shows que vi da Pitty. Por exemplo, lembro perfeitamente de outro show, ainda da turnê Anacrônico, que vi no Opinião, em 2006. Essas viagens me renderam um prêmio: na época, a Na Moral, antiga produtora que cuidava da carreira da cantora, fez uma promoção chamada “Mochileiros Pitty”, que premiava pessoas com as melhores histórias de viagens para shows. Ganhei uma mochila vermelha do Anacrônico, que usei até desmanchar, literalmente. Levei várias vezes em um sapateiro para consertar, até que ela se despediu deste plano, sem registros fotográficos, mas com muitas histórias que ficam para outro momento – inclusive a que eu contei para ganhar a mochila.

2005 foi um ano movimentado na banda: a saída de Peu Sousa e a entrada de Martin Mendonça, vindo da excelente Cascadura, deu uma encorpada nas guitarras do segundo disco. No primeiro show que eu vi com o Martin (aquele em Santa Maria, ainda do ACN, mas já com spoilers do Anacrônico), ele tocava praticamente o show inteiro com uma Fender Stratocaster amarela/branca-encardida, muito diferente das performances que eu tinha visto com Peu, onde ele trocava de guitarra várias vezes ao longo do show. A guitarra amarela/branca-encardida de Martin, de onde saíram muitos riffs que até hoje ecoam em nossas cabeças (e o solo de “No Escuro”, que ele gravou bêbado após uma desvairada epopeia em um brinquedo que te derruba em um colchão), aparece no Sessões Anacrônicas, que documenta as gravações do disco e vai ser disponibilizado em breve. Se não me engano (me corrijam se eu estiver errada), o lançamento do Sessões Anacrônicas foi no formato DualDisc, onde de um lado tínhamos o áudio do disco e do outro lado o documentário, o clipe da faixa-título e uma galeria de fotos. Ganhei o DualDisc de presente de formatura do Ensino Médio, onde entrei justamente com “Anacrônico”, que naquele ano continha o riff de introdução MAIS AFUDÊ da história das entradas em solenidades de formaturas do Ensino Médio.

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Recortes e revistas sobre a divulgação do disco (Acervo pessoal)

Ainda contextualizando esse período, em 2005 Pitty foi indicada a inúmeros prêmios, vencendo alguns dos mais importantes, especialmente no Prêmio Multishow de Música Brasileira e no VMB. O Pitty-List começava a se expandir, e consequentemente outras listas e fã-clubes foram surgindo e organizando a galera para os mutirões de votação. Desses prêmios de 2005 como, por exemplo, melhor cantora e vocalista da banda dos sonhos, talvez o de Ídolo MTV tenha sido o mais marcante. Lembro como se fosse hoje do discurso e do impacto no público que estava se formando (para acompanhar a carreira de um artista e como indivíduo, mesmo). Se trazido para os dias de hoje, o discurso ajuda a refletir sobre a cultura do cancelamento de artistas e a quebra as projeções nos relacionamentos entre fã e ídolo. Não vou me estender nesta observação porque tenho em mente outro texto sobre a arte ser superior ao artista e o cancelamento (principalmente retroativo) na era digital, mas vejam o discurso e pensem quais discussões ele pode incitar e como podemos reformular a visão que temos sobre nossos ídolos (e pra essas discussões, me chamem!).

EM 2020, BABY STREAMER E FEITICEIRA

Uma pandemia afetou o mundo inteiro e trouxe à tona a dependência que temos da cultura. Obras literárias, musicais, televisivas: recorremos a todo tipo de arte para atravessar este período de maneira mais confortável – muitas vezes, fugindo momentaneamente da realidade. Junto com isso, nos deparamos com um sistema frágil – falando aqui somente da área do entretenimento – e que não oferece auxílio aos artistas (e suas equipes) que não estão podendo exercer a atividade de onde tiravam seu principal sustento: o show ao vivo. A despeito dessa problemática, que envolve assunto demais para tratar neste post, as lives explodem como uma alternativa à aglomeração presencial; num primeiro momento, fujo de todas, atordoada com tanta informação e já exausta do mundo-tela que viria pela frente. Depois, me amanso e aceito que é preciso trabalhar com o que se tem, além de aos poucos ir escolhendo por quais canais e com quem, de fato, é proveitoso interagir.

Um desses canais foi a Twitch, plataforma de streaming da Amazon, para onde vários músicos migraram durante a pandemia. Antes habitado especialmente por gamers, a Twich vem ganhando artistas e público que até então estavam no YouTube e no Instagram, principalmente.

A Pitty foi uma dessas, que está lá há pouco mais de três meses, e já contabiliza quase 34 mil seguidores. No texto sobre os 15 anos do ACN, comentei sobre sua forma de contato com o público, passando por todas as possibilidades de interação (lista de discussão, flogs etc), fortalecendo a rede criada em 2003 e estimulando o pensamento autônomo de sua audiência, focando no que mais importa: a música. Seu canal na Twitch vem para dar mais um passo nessa direção: mais do que lives musicais, a cantora apresenta uma programação semanal onde debate diversos assuntos relacionados especialmente à arte, mas também joga conversa fora, num esquema audiovisual do Boteco que havia em seu site.

Falando em boteco, deixo aqui um post de exatos 15 anos atrás, onde Pitty fala sobre o trabalho de divulgação do álbum. Massa reler isso, não? E tem história nessa história…

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Print tosco do Boteco em 12 de agosto de 2005


AGOSTO(SO)

E a programação especial de comemoração do Anacrônico começa amanhã, em um papo com a fodástica cantora e compositora Josyara (procure conhecer!). Por aqui, estou bastante empolgada para acompanhar tudo o que vai rolar. No dia 18, ao invés de um Zoom Party, aparentemente vou ter que fazer uma Twitch Party, já que uma conversa sobre o Sessões Anacrônicas é imperdível. Abaixo, a programação completa:

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Programação de agosto no canal da Pitty na Twitch

Bom, por hoje é isso. Feliz aniversário, Anacrônico! ❤
Nos vemos novamente no aniversário de 15 anos do {Des}Concerto ao Vivo 😉

PS: Estou sem meu HD externo, por isso não postei fotos dos shows que comentei. Também não estou com meu DualDisc, por isso não tenho certeza do conteúdo exato que tem nele. Esses recortes, pôsteres e crachá (que ganhei de alguém da produção no show em Santa Maria) são coisas que achei na casa dos meus pais.

8, 15 e 22 de junho, das 17h00 às 18h30

Evento online

Inscrições gratuitas até 8 de junho: https://forms.gle/GJSsSuBz6kgytRsm6

Com a chegada do coronavírus no Brasil, além das crises social, econômica, política e sanitária, enfrenta-se ainda uma crise cultural. Festivais de música, festas, shows, qualquer tipo de evento presencial que envolva música está impedido de ocorrer para que se evite aglomerações. Com isto, a expectativa é que o setor da música seja um dos últimos a retornar ao normal. Enquanto isso, surgem novas formas de compartilhar experiências musicais: multiplicam-se as lives em redes sociais; varandas de apartamento viram palcos voltados às janelas vizinhas; playlists têm picos de acesso devido ao aumento de pessoas reclusas em seus domicílios. Além do universo musical, a paisagem sonora urbana também se modificou: ora o som dos automóveis cede lugar a panelaços e palavras de ordem entoadas pela janela; ora buzinaços pela reabertura do comércio ressoam no lugar dos congestionamentos.

Diante desse cenário desafiador, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Alvorada e a Linha de Pesquisa Semiótica e Sonoridades (SemSono), em conjunto com pesquisadores brasileiros de música e comunicação de diversas universidades e instituições do país oferecem o seminário gratuito Som e música em tempos de pandemia.

O evento ocorrerá no formato de três mesas de debate online, em três segundas-feiras seguidas, nos dias 8, 15 e 22 de junho, das 17h00 às 18h30, através da plataforma online do IFRS. Certificados serão emitidos aos participantes que se inscreverem (link acima) e estiverem presentes em pelo menos dois dos três encontros.

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PROGRAMAÇÃO

As lives como estratégias de fruição em tempos de pandemia

Segunda-feira, 8/6, 17h00-18h30

Adriana Amaral (Unisinos); Thiago Soares (UFPE); Simone Pereira de Sá (UFF); Marcelo Bergamin Conter (IFRS); Victor de Almeida Pires (UFAL); Mario Arruda (UFRGS)
Moderador: Tobias Queiroz (UERN)

O webencontro tem por objetivo levantar questões sobre as “lives musicais” enquanto fenômeno comunicacional que se consolidou no contexto da pandemia de covid-19. Aspectos ligados à indústria da música, à estética, às sonoridades, à produção de afetos e de sociabilidades, e das materialidades das lives serão exploradas pelos palestrantes.

Cultura de conectividade, distopia e música em tempos de ambientação digital

Segunda-feira, 15/6, 17h00-18h30

Jeder Janotti Jr (UFPE); Nadja Vladi (UFRB); Tobias Queiroz (UERN)
Moderadora: Simone Pereira de Sá (UFF)

Este webencontro tem o objetivo de discutir as interconexões e reconfigurações do consumo da música em tempos de pandemia no Brasil. A partir de observações em redes sociais buscamos refletir as relações entre diferentes ambientes de consumo musical e suas articulações através de práticas de compartilhamento, like/deslike/ e sistemas de recomendação, bem como, os aspectos estéticos dos ecossistemas digitais. Buscaremos observar a materialização destas questões nos agenciamentos de categorização e gênero musical a partir das experiências de algumas lives de cantor (es) (as) e rappers buscando entender as negociações e disputas que atravessam os recortes de gênero, raça, classe e território no acesso aos conteúdos musicais em tempos de cultura digital.

Músicas e sons que ecoam nas cidades – outras sensibilidades em tempos de pandemia e distopia

Segunda-feira, 22/6, 17h00-18h30

Jess Reia (McGill University); Cíntia Sanmartin Fernandes (UERJ); Pedro Marra (UFES); Simone Luci Pereira (UNIP)
Moderador: Micael Herschmann (UFRJ)

Ao longo da pandemia atual, enquanto as cidades estão mais silenciosas, assistimos de certa maneira a presença de ondas sônicas difusas de diversos tipos, as quais ecoam com frequência e nos mobilizam nos territórios. Por exemplo, têm-se acompanhado vários registros de atores cantando, tocando, dançando e (re)produzindo música nos balcões e varandas das urbes do país e do exterior. Ao mesmo tempo no Brasil, por conta de uma enorme crise, é possível identificar a realização de forma bastante recorrente de diversas manifestações políticas que ganham expressão significativa na forma de “panelaços” e “janelaços”. Assim, constata-se que vêm se produzindo durante a pandemia processos de sensibilização e de construção de relevantes conexões socioculturais e políticas temporárias que se materializam através de “manifestações sonoras presenciais mais distanciadas”, as quais (re)constroem processos de reterritorialização urbanos potentes.

Organização: 

Marcelo Bergamin Conter (IFRS); Simone Pereira de Sá (UFF); Tobias Queiroz (UERN); Juliana Henriques Kolmar (IFRS); Eric Lima Pedott (IFRS)

Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Alvorada (IFRS)

Linha de Pesquisa Semiótica e Sonoridades (SemSono)

McGill University (Canadá)

Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Universidade Federal Fluminense (UFF)

Universidade Paulista (UNIP)