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Carol Govari Nunes@carolgnunes

2012 começou agradavelmente promissor em relação ao rock nacional com o disco “O Pensamento é um ímã”, da banda Vivendo do Ócio. Com Jajá Cardoso no vocal/guitarra, Davide Bori na guitarra, Luca Bori no baixo/vocal e Dieguito Reis na bateria, o quinteto baiano vem se destacando desde que ganhou a “Aposta MTV”, em 2009.

Para dar vida às músicas que já estão fazendo sucesso desde que a banda disponibilizou o álbum para audição no Facebook, os músicos se dividiram entre os Estúdios Costella (de Chuck Hipolitho – você pode reler uma entrevista com ele aqui) e Tambor (no Rio de Janeiro, do produtor Rafael Ramos). Com 11 músicas no CD, a faixa que claramente tem se destacado é “Nostalgia”, música composta pela banda em parceria com Pablo Dominguez e gravada com participação de Pitty nos vocalizes durante o refrão e Martin na guitarra (você pode reler a entrevista com o Agridoce aqui).

O show de lançamento do disco acontece dia 16/02 no Beco 203, em São Paulo.  Por e-mail, Jajá Cardoso conversou com o The Backstage e o papo você confere a seguir:

Capa do disco - Divulgação

The Backstage – Como foi o processo de composição do disco “O pensamento é um ímã”? Foi diferente do “Nem sempre tão normal”?

Jajá Cardoso – Completamente diferente, a maioria das músicas do “Nem Sempre Tão Normal” foram compostas em 2006/2007, de lá pra cá muita coisa aconteceu, crescemos em todos os sentidos e passamos a morar juntos, esse último fator é o mais importante na composição, porque a música se tornou ainda mais coletiva. Também passamos uma época em Morro de São Paulo (BA), é um pedaço de paraíso e fizemos muitas músicas lá e isso fica explicito nas novas composições, essa mistura da nossa vida urbana com as férias no litoral.

TB – Quanto à produção/gravação, sabemos que o disco é produzido por Chuck Hipolitho e Rafael Ramos. Vocês se dividiram entre SP e RJ, ou como foi durante esse tempo?

 JC – Começamos gravando em Sampa no estúdio Costella e terminamos no Tambor (RJ). Foi uma ótima experiência pra todo mundo, Chuck e Rafael são caras bem diferentes um do outro, mas com ideias que combinam muito bem. Essa parceria rendeu bastante, estamos muito felizes com o resultado final do disco.

TB – Vocês vivem juntos em SP desde que saíram da Bahia. É uma característica comum no mundo dos novos músicos, várias bandas acabam saindo de sua cidade natal e se firmando em SP. A banda morar junta influencia na hora de compor, ou funciona cada um na sua?

JC – Influencia bastante, hoje fazemos as músicas de uma forma mais coletiva e isso é muito bom porque a música ganha mais identidade.

A banda faz o show de lançamento do disco no dia 16 de fevereiro, em São Paulo (Foto: divulgação)

TB – Vocês já tocaram na Inglaterra, Holanda e Itália e gravaram clipes nessas viagens. Como é a recepção do público fora do Brasil?

JC – A recepção é muito boa, curtimos muito tocar lá, o público foi aberto e participativo. Esperamos voltar muitas e muitas vezes.

TB – A Bahia tem uma cena rock’n’roll incrivelmente rica, porém, não aparece muito na mídia. Tu tem alguma ideia do por que disso? Cultura local, talvez. Sair de Salvador foi ponto chave pra vocês conseguirem engatar a carreira?

 JC – Sem dúvida, a cultura local é o maior fator, isso gera naturalmente menos espaço para os “artistas alternativos”. A mudança pra Sampa foi crucial pro crescimento do nosso trabalho, as coisas acontecem mais rápido, tem muito mais espaço e contatos, em Salvador chegaria um momento que não teríamos mais o que fazer e não teria mais lugar pra tocar, então, ter nossa base em SP e fazer alguns shows no ano por lá é muito mais produtivo pra nós.

TB – “Nostalgia” dói no peito de qualquer pessoa que esteja longe de casa – é impossível não se identificar. A música fala por si, mas pode nos contar um pouco sobre ela?

JC – Foi a última música a entrar, a lista do disco já estava pronta quando um dia nosso amigo Pablo Dominguez veio nos visitar e fazendo uma jam session saiu essa música. Gravamos uma pré-produção, curtimos e mandamos para os nossos produtores Rafael e Chuck, eles ouviram e disseram que essa música tinha que entrar no disco de qualquer jeito, que talvez a gente nem tivesse noção da força que ela tem. E foi uma decisão muito certa, é uma música que está na lista das preferidas de todo mundo que escuta.

TB – “O pensamento é um ímã” acaba trazendo à tona a “Lei da Atração”. É isso mesmo que o nome do disco quer representar?

JC – Isso mesmo. O que acontece na sua vida é reflexo do que se passa com sua mente. Se canalizar sua energia e pensamentos para certo intuito é justamente o que vai ter em troca, cedo ou tarde.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

A banda Vespas Mandarinas juntou amigos e músicos em uma música só (Foto: Otavio Sousa)

A banda Vespas Mandarinas, composta pelos músicos Chuck Hipolitho, Thadeu Meneghini, Mauro Motoki, e Mike Vontobel lançou na internet a música “O Inimigo”, que conta com o timbre especial de vários nomes da música nacional. Fábio Cascadura, Jajá Cardoso, Pitty, Alexandre & Muzzarelas, Fabrício Nobre, Nasi, Victor Rocha, Rodrigo Koala e Martin Mendez são os participantes dessa faixa muito peculiar.

“O Inimigo” é uma música de perder o fôlego: quando você menos espera, já tem outra pessoa cantando.

Além disso, você também pode ser “O inimigo”: As vespas Mandarinas colocaram para download uma versão karaokê, onde você se diverte gravando sua própria versão. No site você também encontra a letra da música e pode baixar o vocal solo de cada um dos cantores que participaram do single.

Se liga no que Chuck Hipolitho contou para a gente:

The Backstage: Cada integrante das Vespas Mandarinas vem de uma banda diferente, com estilo também diferente. De que maneira vocês conciliam toda essa diversidade?

Chuck Hipolitho: No começo era quando dava… Agora já estamos focando um pouco mais na banda… a proposta sempre foi ir se movimentando conforme fosse sendo solicitado da parte do público, e tem sido assim. Mas, fazermos coisas diferentes, e fazermos muito, nos faz o que somos e é parte de nossa química…

TB: De onde surgiu a ideia que levou até a gravação de “O inimigo”?

CH: O Thadeu apareceu com a Demo e eu saquei que dava para fazer algo especial… E aí depois de uma semana pensando chegamos a essa idéia… Que não veio pronta, ela foi se desenvolvendo conforme a coisa ia acontecendo… É um padrão que tem se repetido inclusive em como vemos a banda… O resultado foi esse. O bom é que juntamos amigos e pessoas que talvez nunca se juntassem se não fosse essa música.

TB: Como foi a produção da música “O inimigo“? Quanto tempo levou das gravações até o resultado final, disponibilizado no site?

CH: Da ideia até o final, creio que uns dois meses… Eu gravei a bateria, o baixo e a guitarra, o Thadeu outra guitarra e aí fomos gravando as vozes. Para alguns, como Fábio Cascadura e o Victor dos Black Drawing Chalks tivemos que mandar a música para que fosse gravada em suas cidades… O resto todo foi gravado no Costella.

TB: O lance de juntar vários artistas em uma mesma música foi muito interessante e teve uma ótima recepção pelo público geral e fãs de cada um dos artistas que ali colocaram sua voz.  Selecionar esses artistas foi uma tarefa fácil?

CH: Facílimo. Mandamos alguns e-mails para alguns amigos e pronto… Mas só não tem TODO mundo que queríamos ali por causa de tempo. Faltou muita gente. Todos foram extremamente generosos.

TB: Quem não conhecia as Vespas agora tem a oportunidade de conhecer. Fãs do Fábio Cascadura, da Pitty, do Nasi, citando alguns exemplos. Isso pode ser considerado uma maneira de divulgação ou eles estão no projeto apenas pela parceria, mesmo?

CH: Absolutamente, os dois. As Vespas não são tão geniais, e nem tão ingênuas assim. É legal tê-los, e deve ter sido legal estar ali também… né? E a divulgação apesar de um pouco planejada, aconteceu espontaneamente. Foi atrás quem se interessou.

TB: “O inimigo” é uma música muito instigante – letra e melodia. Fale um pouco mais sobre ela para a gente…

CH: Parceria entre Thadeu e o Adalberto Rabelo Filho. Assim como “Cobra de Vidro” e “Retroceder Nunca”. E por aí ainda vem Sasha Grey, Quarta Parada (comigo)… Dali só sai coisa boa… Quando você vê, tem uma música dessas nas mãos. E o que fazer!? Acaba saindo isso. É uma sorte muito grande estar envolvido com gente assim.

Ainda este mês, a banda Vespas Mandarinas fará shows em dois festivais (Foto: Otavio Sousa)

TB: Além da oficial, agora estão no site todas as versões individuais de “O inimigo”. Você pode nos adiantar o que vem pela frente?

CH: A Vigilante vai lançar um 7″ com Cobra de Vidro e Pesadilla Blues até o final do ano – o que não era nem sonho, nem plano! (risos), mas estamos compondo bastante, acho que vem coisa interessante por aí. E esse ano fazemos alguns festivais também… importantes como o Noise e o DoSol. Para uma banda que está começando, isso é sucesso puro. Tocar nesses dois festivais era nosso sonho de fato. Vamos tocar, e depois disso vai saber o que pode acontecer… Né!? Uma coisa de cada vez, e a música e diversão acima de tudo.

* Outras informações você encontra no twitter e no myspace da banda.