Antonieta estreia com nova formação e lançamento de single

Posted: 24/07/2012 in Agenda, Entrevista, Lançamentos
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Natalia Nissen@_natiiiii

A movimentação começou cedo através da fanpage da frederiquense Antonieta. Na próxima sexta-feira, 27, a banda estreia com a nova formação – Lara Fontana, Maurício Donin, Gustavo Minuzzi e Victor Barberini – e lança o primeiro single no palco do Les Paul Rock Pub. Gustavo Minuzzi, baixista, respondeu sem papas na língua as perguntas do The Backstage e a seguir você confere as respostas sobre a nova fase da Antonieta.

The Backstage: Como surgiu a Antonieta? E quais as influências da banda?

Gustavo: Surgiu de outras experiências sonoras que o Maurício e eu tivemos ao longo dos tempos (tocamos juntos há praticamente 8 anos). Em determinado momento, ao encerrarmos o ciclo de um outro projeto, optamos por nos engajar em algo novo e então, no dia 07 de janeiro de 2010, nasceu a Antonieta, que queria tudo, menos ser uma replicadora de fórmulas. Quanto as influências, citar as individuais seria abusar da paciência de todo mundo, pois são muitas, mas como banda buscamos referências modernas do rock e do dance para aliarmos as nossas próprias concepções no que tange a criação.

TB: Vocês ganharam o 1º lugar na categoria “Composição Senior” do II Festival Cultural Atena. Qual a importância desse prêmio para vocês e para o currículo da Antonieta?

G: Foi de grande importância, sem dúvida; repercutiu bem frente ao fato de que muita gente ainda não tinha nos visto e, portanto, não dava por consumado o nosso retorno. Foi a primeira apresentação que fizemos com a Lara e com o Victor, e foi uma maneira muito interessante de começar. E em relação ao currículo, acredito que ninguém pode se dar por satisfeito apenas com o segundo lugar. É preciso querer mais e, certamente, a lembrança de que fomos escolhido pelo júri nos obriga a sermos melhores a cada ensaio que fizermos.

TB: No próximo dia 27 a banda se apresenta no Les Paul, é o retorno em grande estilo e com lançamento do primeiro single. O que o público deve esperar desse show? E o que a própria banda espera da apresentação? 

G: O queremos levar até o Les Paul é a fundamentação do nosso discurso: não queremos ser iguais e estamos deixando tudo pronto para que isso fique evidente. Temos nos dedicado ao show como um todo e, no exato momento em que respondo essas perguntas, ouço pela 30ª vez o single que será lançado (acabou de chegar da pós produção), primeiro com uma “provocação” na coletiva de imprensa que se realizará na Vitrola na sexta-feira e, mais tarde, na íntegra e ao vivo, no Les Paul!

TB: O repertório do show no Les Paul já foi definido? Pode nos adiantar alguma coisa?

G: Sim, está definido. Hummm… deixe-me ver. Certamente vai rolar a “23:59″, nosso single, e em seguida posso dizer que, por um bom tempo, não vamos deixar a peteca cair. Acho que fizemos boas escolhas, mesmo que algumas músicas não sejam conhecidas para algumas pessoas, certamente não haverá desculpas para ficar parado! Hehehehe.

TB: O que você acha do atual cenário do rock em Frederico Westphalen? Muitos dizem que a safra de bandas e festas está muito boa, mas há quem diga que ainda tem muito a se fazer para valorizar o rock de verdade.

G: Muitas bandas estão preocupadas em sair depressa demais daqui, sem nem sequer terem absorvido de fato o que a atmosfera desse lugar tem para lhe emprestar. Ouço bandas que replicam fórmulas de mais de 50 anos, optando por competir com uma grande massa ao invés de serem de fato originais no que fazem. Isso acontece em Frederico, e o que posso dizer sobre as bandas daqui é que a Fungus é a banda de Punk-Rock mais massa na qual eu já pensei em ser um baterista improvisado – e efetivado- e que a Datavenia é coice de mamute, forte mesmo. Nos falta, por aqui, um pouco de ousadia na hora de produzir, pois um material de qualidade é definitivo quando se busca mercado e justamente essa parte é um dogma que devemos quebrar em Frederico: o bairrismo não nos levará a nada. E, complementando, a tão sonhada “união das bandas” é uma Epifania; não existe há muito tempo e não voltará a existir. É possível reunir algumas pessoas para tomar cerveja e rir um pouco, e esses são os que valem a pena. Mas reunir todos os que poderiam fazer diferença, é impossível.

TB: Quem cuida da página da Antonieta no Facebook? As atualizações são constantes, como a banda lida com a importância da internet para divulgar o trabalho?

G: Eu tenho tomado frente nestas atualizações, tem um bom tempo. Os quatro tem autonomia para tanto, mas como bolei algumas ações convincentes até aqui, parece que monopolizei o serviço. Hehehe. Reconhecemos que o caminho mais curto para o mundo é a tela do computador e estamos desenvolvendo nossos meios de divulgação neste meio. O físico praticamente inexiste e hoje você pode conhecer uma “banda fenômeno” que até ontem era completamente desconhecida. Se viralizar, pegou. E se pegou pra alguém, pode pegar para qualquer um que se colocar na web.

TB: E quais são os próximos passos da Antonieta?

G: Vamos estudar a repercussão desse nosso primeiro single, o trabalho que realizaremos no dia do show e tudo o que vier depois será muito bem pensado.  A busca é, e sempre foi, por um mercado bem distante daqui, que é o europeu, onde bandas como CSS e duplas como Canja Rave já provaram que o mercado carece de diferenciais. E veja só: eu “engano” no palco desde o 13, tenho quase 25, toquei em “casebre” e em festas muito importantes, então acho que já posso sair daqui, ao mesmo tempo que julgo não me encaixar na faixa das pessoas apressadas que citei mais acima; as que tem pressa demais. Hehehehe

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