Especial Marka Diabo: Cult e Rock’N’Roll T-Shirts

Posted: 06/12/2010 in Camisetas, Entrevista
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Carol Govari Nunes@carolgunes

A Marka Diabo tem tudo a ver com o estilo de vida do The Backstage: cultura e rock n’ roll são nossos principais temas. Em uma grande (grande mesmo) entrevista, Nino Lee Rocker & Danny the Geek, idealizadores da Marka, nos contam tudo o que você gostaria de saber sobre a camiseteria mais rock’n’roll do Rio Grande do Sul (e por que não dizer do país?!).

Nesta primeira parte, você confere o que os caras falam sobre o surgimento da Marka Diabo, primeira estampa criada e  interação com o público. Deixei na íntegra porque não tive coragem (isso mesmo) de cortar trechos da entrevista. Todas essas informações são válidas aos seguidores da Marka e do The Backstage.

Então segue aí:

The Backstage: A Marka Diabo tem 5 anos de vida. Onde vocês se encontraram e resolveram criar esta equipe?

Nino: Na verdade a Marka começou quando uma garota chamada Ana Paula cruzou meu caminho depois de eu ter saído da banda Maria do Relento (uma frenética parte da minha vida que durou mais de 10 anos e 3 discos lançados)de onde saí por estafa total.

Quando abandonei a vida na estrada fui buscar um pouco de paz pra cabeça próximo ao Farol de Santa Marta, precisava recolocar minha vida nos eixos, tinham coisas que estavam fora do lugar. Fiquei lá, esperando por alguma idéia que proporcionasse prazer e me  conectasse de alguma maneira com todo aquele universo cultural e artístico que os longos anos com a banda me trouxeram.

Nino Lee Rocker pregando o estilo de vida rock'n'roll (Foto: Ana Paula)

Camisetas sempre foram uma curtição minha, desde minhas primeiras bandas na garagem , era eu quem as fazia em casa. Mesmo bem antes de cair de cabeça no mundo da música, cheguei a montar uma grife, nos anos 80, onde eu desenhava as peças que vendia, chama-se Hay Kay, um projeto que prometia mas que acabou naufragando numa sociedade mal feita,  um ano depois de montarmos a empresa.Com a Ana essas idéias vieram a tona novamente, porque ela me incentivou muito para que eu tentasse algo que eu mesmo pudesse tocar e expressasse paixão, eu e ela acabamos nos tornando o alicerce da Marka e nossa luta juntos deu inicio a tudo.

Quatro anos  depois demos o primeiro salto que considero  um divisor de águas em nossa empresa ao estrearmos o novo e atual formato do site, mais requintado, e pronto para encararmos o Brasil de frente  e ultrapassarmos qualquer limitação que pudesse vir pela frente, algo como o fim da inocência e o começo da maturidade total dentro do mercado online.

Na construção do site foi quando o Daniel Souza (Danny the Geek) entrou na jogada como um parceiro de visão e excelente  estrategista.

Danny: O mais engraçado de meu primeiro encontro com o Nino, foi a instantânea conexão. Não só dividíamos as mesmas manias e gostos (coleções de bonecos, filmes, seriados, livros, música) como tínhamos em comum a paixão por camisetas. Sempre foi um desejo meu poder fazer parte de algo que me desse tanta liberdade criativa e tivesse algo que acho fundamental: alma. Posso dizer quecom a Marka, foi amor a primeira vista.

TB: Como foi o início da Marka?

Nino: O início de tudo foi total “A little help from my friends”. Eu havia feito muitos amigos no cenário musical nacional dos anos 90 e o primeiro cara a dar uma grande força divulgando foi o Diego Medina, com ele a nossa idéia atingiu muita gente bacana. Logo em seguida a Revista Bizz acabaria elegendo duas de nossas estampas como estampas do mês da lendária publicação, no primeiro e segundo ano de vida tínhamos admiradores na Trama Virtual e na revista MTV e muitas bandas vestindo a idéia vieram no encalço.

Costumo citar muito os dois anos em que fomos funcionários do selo Excelente Discos do Gordo Miranda, aprendi muito com ele. Aquele conceito de “brodagem” que o cara tinha foi algo que me inspirou demais. Os primeiros anos foram no boca a boca e isso foi vital para nós, só depois da entrada do Danny que passamos a adotar estratégias mais fortes de marketing e divulgação por meios eficazes dentro do universo da internet, foi quando passamos a explorar muito mais dados, estatísticas e metas em relação a nosso desenvolvimento na rede, mas sempre priorizando as vendas voltadas ao consumidor da nossa loja.

TB: Notamos a variedade gigantesca de estilos – rock, jazz, samba, filmes, desenhos, seriados etc etc etc. O surgimento das ideias para as camisetas acontecem naturalmente, ou vocês fazem uma busca de mercado sobre o que as pessoas mais curtem usar?

Nino: Nenhuma busca de hypes  do  mercado ou baseada neles é feita. Nenhuma pesquisa no que vende ou não. O processo é bem natural: o que achamos o máximo, mesmo que seja algo muito pessoal mas que acreditamos que o mundo deveria ter percebido ou merece ser lembrado nas paginas de sua história cultural, seja pop ou totalmente underground.

Danny: Nossas melhores estampas fluem naturalmente, de conversas sobre coisas que marcaram nossas vidas ou “profundas” discussões sobre as novidades do cenário cultural. Muitas vezes essas conversas são para avaliar se daremos o “Selo Marka Diabo de Qualidade”. Nossas escolhas baseam-se muito mais em admiração pessoal do que qualquer modismo. Para nós, o que separa Milionário & José Rico de Simon & Garfunkel são fatores geográficos e culturais. O amor pela música é o mesmo e o resultado deve ser julgado apenas pelos fãs de cada um (ou de ambos, como nós). Nostalgia também é um grande fator. Daqui a 20 anos, teremos estampas de algumas “bandas de rock” que hoje fazem sucesso entre meninada de 10 a 13 anos. Mas só depois que elas lembrarem como nós lembramos do Menudo – uma mistura de carinho e vergonha, hehehe.

Daniel com a primeira estampa da Marka, em Paris (Foto: Fernanda Cardoso)

TB: Qual foi a primeira estampa criada?

Nino: A estampa que gerou tudo foi o logo do Thin Lizzy. É nossa banda símbolo. Foi uma estampa que desenhei a caneta para a Ana e ela me trouxe a camiseta feita como presente. Foi ali que percebi que coisas abandonadas pela moda e pelo gosto popular era algo que ainda existia guardado dentro de muitas pessoas.

TB: Desde sempre o público pode mandar sugestões para as camisetas? Ou a partir de quando isso começou?

Nino: Na verdade nunca sentimos a obrigação de aceitar todas sugestões que chegam até nós. Antes de tudo é levado em conta nossa ideologia; se é algo que a gente ache de extremo valor cultural, procuramos dar um jeito de disponibilizar, mas tem de ter a nossa cara e tem vezes que as sugestões não são.

Danny: Muitas das ações que foram implementadas esse ano em redes sociais, tem como objetivo facilitar a aproximação e ampliação de nossa comunidade  de Markeiros. Muitas sugestões surgem diariamente e algumas caem como uma bomba do tipo “como não temos isso ainda!”, já outras caem na categoria “Rejeitado!”.

TB: Tem alguma estampa que tenha um significado diferente / mais importante que as outras?

Nino: Além da estampa número um, do Thin Lizzy, não posso deixar de citar a “Clockwork Orange Playmobil”, que foi a primeira estampa criada por nossa equipe que correu o país inteiro quando escolhida como a camiseta do mês da Bizz e foi exatamente nesse ponto que fomos descobertos.

Danny: Para mim, duas estampas foram a gota d’água para cimentar meu amor absoluto pela loucura da Marka Diabo: a do Tatu da ilha da Fantasia e a do Paulo Cesar Pereio com a frase “Eu te amo, porra!”. Quando eu vi elas pela primeira vez pensei: eu pertenço a este lugar.

 

*Amanhã você confere a segunda parte da entrevista, que promete muito mais:  Nino Lee Rocker & Danny the Geek contam sobre a parceria com bandas e uma novidade exclusiva sobre a Marka!

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