Arquivo de Dezembro, 2010

Débora Giese@dee_boraa

Capa do álbum "Liebe ist für alle da" (Divulgação)

Durante o ano de 2010 o Brasil foi palco para diversos shows internacionais. Passaram por aqui Guns and Roses, Bon Jovi, Paul Mccartney, Aerosmith, Smashing Pumpkings, Twisted Sister e muitos outros. Diante de todas essas grandes atrações, a Folha realizou uma enquete entre seus leitores para descobrir qual o melhor deles. A surpresa foi que o ex-beatle ficou em 2º lugar, desbancado da primeira posição pela banda alemã Rammstein.

Foi a segunda vez que os alemães vieram ao país. A primeira ocorreu em 1999, quando eles abriram os shows do Kiss. Rammstein lotou a Via Funchal (SP) no dia 30 de novembro com o show da turnê “Liebe ist für alle da”. A procura foi tanta que eles fizeram uma apresentação extra no dia 1º de dezembro.

A banda, com 16 anos de carreira, tem seis álbuns em estúdio e vivem um grande momento. O último intitula-se “Liebe ist für alle da”, lançado em outubro de 2009. O estudante Vinícius G. Giese, 16 anos, comenta que “não foi surpresa Rammstein ter ganhado, porque eles contam com uma incrível variedade de efeitos (inclusive pirotécnicos) e cada apresentação tem algo novo. É música e show de qualidade”.

Se em 2010 passaram muitos shows internacionais de qualidade por nosso país tropical, 2011 promete ser um ano ainda melhor. Teremos o Rock in Rio que anuncia grandes nomes, além de outros shows já confirmados, como Ozzy Osbourne, Slash, Iron Maiden, Roxette e Black Label Society.

Natalia Nissen@_natiiiii

Eduardo Pegoraro (bateria), Guilherme Busatto (guitarra e vocal), Guilherme Argenta (baixo) e Gabriel Quatrin (guitarra) começaram a tocar juntos em março de 2007. Era o começo da banda Pandemônio, mas o nome não soava bem aos ouvidos de alguns, afinal, eles tocam heavy metal e Pandemônio acabava ficando mais agressivo do que deveria. Foi então, que sem muitos percalços, decidiram mudar para Datavenia.

Datavenia no Opus 10 Hall Pub (Foto: arquivo da banda)

O Gabriel mora em Santa Maria, mas vem a Frederico Westphalen a cada 15 dias e assim o grupo consegue manter um ritmo de ensaios. Mas enquanto um integrante está fora os outros continuam trabalhando no repertório. Com muita dedicação eles evoluem a aprimoram suas técnicas.

O set list é escolhido de acordo com os gostos da própria banda, mas também, depende do público, do local e do tempo de show. Eles valorizam as músicas que não são tocadas por outras bandas do mesmo gênero, mas que as pessoas conhecem e vão cantar junto nas apresentações, como “Cowboys from hell” (Pantera) e “Futebol, mulher e rock’n’roll”(Dr.Sin).

Se tirar um da banda, já foi 50% da Datavenia. Todos são importantes.

Guilherme Busatto

Desde que começaram já tocaram, além de Frederico, em Carazinho, Constantina e Panambi. E cada show tem uma história para ser lembrada, um detalhe engraçado ou um momento de tensão. Em Panambi tocaram em cima de uma carroça, mas lembram que o pessoal estava animado e curtiu o show. Já para tocar em Constantina, o Gui Argenta perdeu o próprio baile de formatura. Entre um relato e outro podemos descobrir muitas histórias da Datavenia.

Os ensaios acontecem no “boeiro”, o nome vem das condições em que o local se encontrava quando a banda se apropriou e resolveu transformá-lo em estúdio. Apesar das músicas “cheias de maldade” eles estão sempre de bom-humor e as eventuais discussões são resolvidas da melhor maneira possível.

A Datavenia se prepara para apresentar sua nova composição, a “Devil’s Game”, no próximo dia 08 de janeiro. A banda vai tocar na seletiva do Na Mira do Rock – festival de rock e heavy metal que acontece anualmente – em Frederico Westphalen, na mesma noite em que outros três grupos se apresentarão.

Para quem quiser conhecer mais da Datavenia, acessa o MySpace.

Carol Govari Nunes – @carolgnunes

Quem esteve na Green Lounge na última sexta-feira conferiu em um clima e temperatura de 666ºC o show da Bidê ou Balde. Com um set list bem elaborado e distribuído, a banda apresentou 22 músicas, incluindo as novas “Me deixa desafinar” e “Tudo é preza”, além de sucessos anteriores, como “Bromélias”, “Melissa”, “Cores bonitas”, “É preciso dar vazão aos sentimentos”, entre outras.

Linha de frente durante o show (Foto: Carol Govari Nunes)

Apesar da temperatura absurdamente elevada na Casa de Shows (devido aos climatizadores estarem desligados por causa do temporal que afetou as redes elétricas de Frederico), o calor não impediu que a banda pulasse de um lado para o outro no palco. O público também não ficou com medo do calor – todos fizeram coro e dançaram durante o show inteiro, fazendo jus ao espírito de qualquer roqueiro que se preze.

Intercalando músicas dos 3 ábuns, a Bidê ou Balde apresentou um show de aproximadamente 01h30min. Alguns covers surgiram no meio das músicas próprias: “Hoje”, do Camisa de Vênus (música que faz parte do disco “É preciso dar vazão aos sentimentos”); “Molly’s lips”, do Nirvana; “Blister in the sun”, do Violent Femmes, e no encerramento do show apareceu um negócio muito louco que foi uma mistura de Nirvana com Jorge Ben.

A interação com o público foi algo que muitos comentaram após a apresentação. Existe uma grande diferença entre músicos que se divertem sozinhos no palco e músicos que se divertem e divertem os que estão assistindo. A plateia ficava ensandecida todas as vezes que o vocalista Carlinhos Carneiro (que me deu uma entrevista aqui) se dirigia a ela, fosse para dar um recado da Casa, dar boa noite, falar do Inter ou do Grêmio ou qualquer coisa que ele pensasse naquele momento.

Laura e Edilson Zanardi puderam ver o show do camarim (Foto: Carol Govari Nunes)

Um fato peculiar que aconteceu neste show foi a vinda de duas pessoas de Araras, interior de São Paulo. A estudante Laura Zanardi, 15 anos, conta que ficouu sabendo do show no site da Bidê ou Balde e convenceu seu pai, o Engenheiro Edilson Zanardi, a trazê-la até Frederico para ver o show da banda. Laura também conta que há mais de 6 anos que ela esperava por esse dia – diz que sempre gostou muito da Bidê. Seu pai também é fã dos músicos. Os dois chegaram em Chapecó (SC) por volta da 1h da manhã da sexta-feira, dia 10, conheceram a cidade, alugaram um carro para se dirigir até Frederico Westphalen, chegando às 16h30min na cidade. Eles tiveram a oportunidade de conversar com a banda no micro-ônibus e conferir o show do camarim que a Green Lounge oferece aos músicos.

Por e-mail, Edilson me contou que eles chegaram em Chapecó 30 minutos antes do voo e não queriam deixar que eles embarcassem por causa da chuva. Depois de muita insistência, ele e a filha embarcaram num voo até Floripa e depois em outro até São Paulo (com duas horas de atraso). O resultado foi que eles passaram mais de 30 horas sem dormir. Mas nada disso abalou o engenheiro, que finalizou o email com um “espero vê-los num próximo show”. É o rock, né.

Se liga no vídeo de “Tudo Bem”, gravado aqui em Frederico Westphalen:

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Na última sexta-feira, dia 10, a Bidê ou Balde esteve em Frederico Westphalen apresentando seus antigos e novos sucessos. Por volta das 23h30min da mesma sexta-feira, Chico Bretanha, produtor da banda, entrou em contato comigo (quase que por engano, mas isso não vem ao caso) e depois de 3 minutos de ligação recebi o convite para ir com a banda até o local do show. Muito além da minha ideia inicial, já que o que eu tinha em mente era conversar com eles somente na casa. Em um clima de total descontração, nos dirigimos até a Green Louge cerca de 45 minutos antes do começo do show.

Dentro do micro-ônibus que banda e equipe estavam, eu conversei com Carlinhos Carneiro, vocalista da banda. Trocamos muitas ideias sobre os tipos de arte, censura, projetos e tudo o que surgiu em nossas mentes durante aqueles 30 minutos.

Você confere, a seguir, esse papo maluco e cheio de informações que tivemos (e que o meu gravador conseguiu captar).

Carlinhos Carneiro brinca durante o trajeto Hotel - Green Lounge (Foto: Carol Govari Nunes)

The Backstage: Vocês tiveram algum projeto paralelo durante esses anos sem gravar disco? Porque hoje é bem comum os músicos terem mais de uma banda…

Carlinhos Carneiro: A gente sempre teve essa coisa de não ter. Tivemos algumas outras brincadeiras aí, mas não há o que convém, o papo agora é sobre a Bidê. (risos)

TB: E o que vocês ficaram fazendo nesses 6 anos, então?

CC: Em 2007 a gente fez uma pré-produção, gravamos um grupo de músicas para apresentar para uma gavadora. Apresentamos, não rolou, aí nesse mesmo ano a gente gravou o Som Brasil, da Globo. Depois em 2008, 2009 nós fizemos uns desfiles da Converse no Donna Fashion, no Iguatemi. Também em 2008 a gente fez outra pré-produção com mais músicas para o disco.

Agora nós trabalhamos com um número X de 20, 22 músicas que a gente tá lançando aos poucos que são dessas pré-produções de 2007 e 2008, além de coisas novas, emocionantes. Em 2009 a gente passou tentando fazer esse disco virar verdade, então no final de 2009 surgiu essa parceria com o Beco.

TB: Como surgiu isso? O Beco tem um Selo?

CC: Tem um Selo, sim. A agente tava precisando de alguém pra bancar as nossas loucuras e fechou essa. O Beco tem uma característica de ser da noite, de ser boate e mostrar bastante coisa dessa cena rock dançante. A Bidê sempre deu importância pro rock ser dançante, moderno. A gente nunca se preocupou em parecer com algo antigo, mas sim ser contemporâneo.

TB: Pois é, é uma coisa meio que contracultura o que vocês fazem hoje em dia, em comparação com o que é feito por outras bandas. Por exemplo, vocês fazem letras bem diferentes, divertidas, o que não é muito comum nas bandas atuais. Acho que isso nem é uma pergunta. Mas você entendeu, né? Música para se divertir. Hoje em dia é tudo muito sério…

CC: É, na verdade a gente viajou nisso recentemente porque nesse primeiro EP, que vai ser lançado em março, provavelmente, tem essas duas músicas “Me deixa desafinar” e “Tudo é preza” (que já estão na internet) que ainda têm o nosso senso de humor, a nossa ironia, mas elas são um pouco mais sérias. Para as outras músicas que vão entrar nesse EP a gente se soltou, tipo “ah, agora vamos soltar a bobageira porque deu. Tá todo mundo muito sério, todas as bandas estão sérias, até quem tá se divertindo tá sendo sério, então vamos falar bobagem!” Pode ver lá que vai ter música falando bobagem sobre a Madonna, bobagem sobre a vida de diplomatas em Budapeste… E graças a Deus a gente conseguiu se refrescar a ponto de se permitir fazer isso. E isso mostra bem essa época que a gente tá agora de curtir a banda como no começo, sabe? Achar um ponto cético e explorar ele e se divertir como quando surgiu a banda: “ah, vamos nos vestir de terno e gravata que nem executivo saindo pro almoço”, e a gente se divertia com essa coisa dos anos 80, Blitz, B 52’s, com letras que sejam crônicas bizarras. Essas opções estéticas que no começo a gente teve e curtiu muito. Durante os outros 3 discos a gente foi firmando aquela coisa que toda banda fala: “ah, vamos firmar nossa identidade”, mas na real isso é palha, porque a pessoa perde a iniciativa de ser criativo que tinha no começo da banda. Então para agora, acho que a gente tá conseguindo apertar de novo esse botão de “soltar”, fazer a coisa mais leve.

Galera no micro-ônibus, antes do show (Foto: Carol Govari Nunes)

TB: E isso que a gente tá falando de as coisas serem muito certinhas, censura e tal, que por mais que falem em liberdade de expressão, tem muita censura por aí. Rádio, TV, todos os meios de comunicação dão um jeito de barrar o que eles acham que não pode ser veiculado…

CC: É a ditadura do politicamente correto. A gente vê no Vale Tudo, no canal Viva (que passa coisas antigas da Globo), toda hora o pessoal da novela tá fumando cigarro, e hoje não pode aparecer ninguém fumando um cigarro na novela, nem tomando chopp…

TB: E você acha que isso atinge a arte?

CC: Claro que sim. A nossa liberdade tá completamente cerceada porque a forma de nos atingir não é mais simplesmente prender e dar choque nas bolas do cara – agora eles te tiram o dinheiro, te impossibilitam de trabalhar em um lugar A, B ou C. Essas formas mais inescrupulosas de cercear tua liberdade são mais perigosas. Na real, os tempos atuais são mais perigosos porque eles são aparentemente mais livres, porém a nossa liberdade tá diminuindo. O que mais? Perguntas…

TB: Deixa eu pensar…. Por que vocês dão tantas versões para o nome da banda? Por diversão, lógico! (Risos)

CC: É, porque é divertido. É um saco ter que ficar explicando. Responder sempre a mesma coisa acaba virando um negócio automático.

TB: E ainda perguntam o porquê do nome da banda? Vocês já tem 10 anos de carreira…

CC: Perguntam, perguntam toda hora. Mesmo quando não é entrevista – me perguntam no shopping!

Com a casa de shows lotada, Bidê ou Balde comandou a plateia por mais de uma hora (Foto: Carol Govari Nunes)

TB: Aí a criatividade rola solta na hora de responder…

CC: As vezes, sim. As vezes eu já tô de saco cheio e falo a verdade ou qualquer coisa. Na verdade, a gente tem banda pra não ter Alzheimer, Parkinson, então a gente fez uma banda de rock. Então a gente tem músicas e fica encaixando letras nessas músicas para desenvolver partes do cérebro que estavam paradas e assim evitar que tenhamos Alzheimer. (Risos)

TB: Tudo pela saúde!

CC: Tudo para evitar doenças degenerativas do cérebro. Bah, e eu tô tao dona de casa (alguém atrás, nessa hora, grita: “gorda de casa”), é, tô tão gorda de casa que eu descobri que tenho alergia a detergente de louça. Meus poros da mão ficam “desse tamanho”!

Carol, a gente já chegou na parte da entrevista em que a gente fala sobre traveco?

TB: Não, mas podemos chegar!

CC: Vamos parar de hipocrisia, né? Afinal, quem não gosta de um travequinho? Hoje a gente fez uma música assim: “puta que pariu, tava escuro, era traveco e ninguém viu” (Risos)

(Pausa para devaneios sobre detergente de louça e travestis….)

TB: E sobre clipes, internet, lançamentos?

CC: Então, agora a gente tá organizando tudo isso aí para a partir de março atacar massivamente, aí estamos pensando em um clipe, orçando e, se Deus quiser, vamos gravar até o fim do ano. Já estamos vendo clipe até das outras músicas, gravando também músicas do próximo EP…

Mesmo com o calor, a banda não deixou de dançar durante todo o show (Foto: Carol Govari Nunes)

TB: Vão ser quantas músicas no EP?

CC: O primeiro tem 5 músicas. O segundo ainda não sabemos. Mas estamos gravando uma que já tá demais! Não é nossa, é um cover de Plato Dvorak, ídolo nosso, um malucão lá de Porto Alegre. O cara faz músicas psicodélicas há muito tempo.

TB: E esse lance de divulgar as músicas na internet funciona bem, né?

CC: Claro, funciona muito bem. Agora com esse lançamento de “Me deixa desafinar” na rádio Atlântida, só de a gente colocar a música no site o pessoal do interior de São Paulo ligava pedindo pra ouvir a música online, quer dizer, lugar onde nem passa a rádio! Aí os caras da rádio mesmo vieram me falar: “bah, meu, tem pessoal de Goiânia, São Paulo, gente que nem é do Estado pedindo a música!”. Inclusive esse pessoal que veio de Araras (SP). Tudo isso é possibilitado pela maravilha da tecnologia.

TB: Cara, acho que é isso. Tem considerações finais? (risos)

CC: É legal que o pessoal fique ligado no nosso Twitter, também Facebook, onde a gente coloca as músicas para serem ouvidas. Vão ter uns botõezinhos diferenciados lá no Facebook, Myspace. No Youtube também a gente anda colocando (e filmando) vários vídeos divertidos, soltos. Tem o Mosquito que viaja com a gente, filma e tal, além de cuidar do site e redes sociais. A gente tá com uma visão meio executiva, empresarial, bem num clima de terceirizações. A gente pensa meio sério: “ah, vamos tentar fazer projetos para tentar um DVD, documentário sobre sei lá o que, sabe? Inventando umas ideias tipo essas coisas que a gente grava na estrada de repente não vão para o Youtube, mas viram algo para DVD, para making of. O importante é ir documentando.

E também outras coisas – a gente tem aí uns projetos para serem aprovados ou negados, tudo que envolve esse lance de imagem, internet e fazer música alucinadamente.

TB: Que tipo de projeto?

CC: Tipo esse projeto para DVD, imagens da gente na estrada, projeto para clipe feito com o pessoal do Twitter, tudo dependo de apoio de empresa, patrocínio etc. Sempre pensando em coisas para conseguir dinheiro para providenciar isso aí. Acho que é uma tendência mundial, né, assim como o Black Eyed Peas faz, só que em menor escala. Estamos estudando repertório para um próximo show que vai ter, por exemplo, projeções, iluminações muito loucas e depois passar para um outro com danças, e depois para outro com teatro. Ir crescendo, fazendo misturas e inventando, e a forma de conseguir isso é arrumando dinheiro de outras pessoas. Então quando tu perguntou “ah, o que vocês ficaram fazendo nesses 6 anos sem gravar”, foi isso. A gente ficou pensando “como vamos arranjar dinheiro para patrocinar loucuras?”, porque a graça hoje em ter uma banda não é ser de uma grande gravadora, tocar música na novela, ter música em primeiro lugar nas rádios do Brasil, claro que isso também é legal, mas além disso você consegue ganhar muita grana sendo criativo, louco, explorando o lado mais improvável da tua música. E a gente sempre teve essa característica extremamente fechada no lance de estar fazendo música. A gente quer tentar explorar essas loucuras de outros meios, e graças a Deus a gente tem facilidade para explorar insanidades de uma forma pop, bem digerida pelo público, então todo mundo se diverte. 3 ou 4 velhinhas reclamam, mas elas que vão tomar no cu delas!

* Isso é só a primeira parte: amanhã, aqui no The Backstage, eu vou contar um pouco sobre o show, set list da banda e também sobre pai e filha que vieram do interior de São Paulo para assistir o show aqui em Frederico.

Canja Rave: 100 shows em 2010

Posted: 08/12/2010 in Entrevista, Pop, Rock
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Natalia Nissen@_natiiiii

O duo de pop rock formado por Paula Nozzari e Chris Kochenborger vai completar 100 apresentações feitas em 2010. A banda Canja Rave está na ativa desde 2005, desde então já tocou em vários, e importantes, festivais no Brasil e no resto do mundo. Este ano foi lançado o segundo álbum – “Badango” – que contou com versão em vinil. “Badango” foi gravado no estúdio do produtor musical Jim Diamond (que produziu os dois primeiros discos da dupla White Stripes).  Aqui no The Backstage você confere uma entrevista exclusiva com a dupla.

Canja Rave (Foto: Fabio Nagel - divulgação)

The Backstage: Por que “Badango”?

Canja Rave: “Badango” é a mistura de duas expressões muito usadas: o nosso “Bah” e “Dango” –  falado especialmente em Detroit (uma abreviação de “damn good”). Quando estávamos lá criamos essa palavra que acabou virando uma gíria entre todos nossos amigos.

TB: O primeiro álbum de vocês foi gravado ao longo de um ano, no Estúdio Submarino Amarelo. O “Badango” teve um processo completamente diferente, gravado em Detroit, durante cinco dias, é isso mesmo? Como aconteceu essa gravação, muito cansativa?

CR: Sim, o segundo disco foi gravado com outro conceito…a moda antiga! Gravamos tudo ao vivo, não utilizamos recursos digitais, usamos instrumentos anos 50, 60 e 70 e em fita de rolo!! Foi uma experiência desafiadora, pois para gravar com o Jim Diamond teria que ser assim. Ele é incrível principalmente na timbragem dos instrumentos e costuma gravar tudo muito rápido. Ele não gosta de gravar com bandas que repetem muitas vezes a mesma música. Para ele, quando você repete uma canção ela perde a espontaneidade. Nós optamos por experimentar essa fórmula e detalhes mínimos que em outras gravações seriam corrigidos, nós deixamos, pois o  disco “Badango” é o mais fiel possível ao que somos ao vivo.

TB: No blog da Canja Rave vocês colocam fotos e detalhes sobre as viagens que fazem durante a turnê internacional (deixando qualquer um com vontade de fazer as malas para ir viajar também), isso é uma maneira de manter a aproximação com os fãs brasileiros? Do que vocês sentem mais falta quando estão fora?

CR: Com certeza o blog é uma forma de aproximação com o público! Nem sempre conseguimos deixar atualizado como gostaríamos por causa da correria… Sempre nos organizamos para, além de tocar, também conhecer um pouco dos lugares, pois uma das coisas mais legais dessa  profissão é justamente o fato de conhecer cidades, países, culturas e pessoas interessantes. Tentamos aproveitar ao máximo e depois contamos um pouquinho destas experiências no blog. Quando estamos fora acho que sentimos mais falta das famílias, claro, e da comida do Brasil.

Capa do álbum "Badango"

TB: Vocês gravaram o segundo disco e fecharam 100 shows em 2010. Qual a expectativa para o 100º show? Ele vai ser como os outros ou vai ter algo de especial?

CR: O ano de 2010 foi maravilhoso pra gente, evoluímos muito como banda e como pessoas! O show 100 será igual aos outros, faremos com a mesma energia e dedicação, pois todos foram muito importantes, afinal se não fosse o show 25 ou 46 não haveria o 100º, certo? Claro que no fim haverá uma sensação de missão cumprida, pois foi exatamente o número de shows que estipulamos como meta para esse ano.

TB: E dos shows que vocês fizeram, algum marcou mais que os outros?

CR: Nossa! Foram muitas situações loucas e novas, muitos shows foram marcantes. Tocar com -11 graus e muita altitude foi bastante difícil…dirigir e carregar os equipamentos na neve em Utah, USA…ter um show de strip tease antes do nosso show no interior da Inglaterra, tocar em festivais onde nenhuma banda brasileira havia tocado como o Motorcity Special e Blowout em Detroit, ter ganhado o prêmio do site Sonicbids pela participação no South by Southwest em Austin, Texas e ser a banda principal no Festival The Music Think Tank em Milão, Itália, ah e o show em Hamburgo, Alemanha que foi totalmente acústico, sem bateria, foi bem legal também!

TB: A Canja Rave já tem planos para 2011?

CR: Continuar indo tocar onde quiserem nos ouvir!

TB: Vocês conhecem Frederico Westphalen? Existe a possibilidade da Canja Rave passar por aqui?

CR: Eu (Paula) já tive a oportunidade de tocar na cidade com a Cidadão Quem e seria um prazer poder voltar com a Canja Rave, claro!! Ficaremos muito felizes se alguém quiser contratar nosso show, estamos a disposição!

Grande abraço a todos e feliz 2011!!!

Paula & Chris – Canja Rave

Quem quiser saber mais sobre a banda pode ouvir no My Space e ver no blog.

Carol Govari Nunes@carolgnunes

Seguindo nossa entrevista com os idealizadores da Marka Diabo – Nino Lee Rocker e Danny the Geek, vamos expor para os leitores, nesta segunda parte, a relação da Marka com várias bandas do cenário nacional, estampas favoritas e uma novidade que você confere na última pergunta.

Para acessar a primeira parte da entrevista, é só clicar aqui.

TB: Quais as estampas preferidas na equipe da Marka Diabo?

Nino: Uma que teve muita importância foi a do “Pulp Lego”, que também foi camiseta do mês da Bizz. Outra que gosto de citar é a do “Elvis o Rei”, porque ela foi presenteada  a uma pessoa que jamais acreditaríamos que fosse um dia ter uma camiseta nossa: o mestre dos quadrinhos Alan Moore. Quando o empresário dele viu o Roberto Sadoviski, então chefe da Revista Set, usando uma  na convenção da DC CON nos States e perguntou se ele não conseguiria uma igual pra dar ao Alan, lógico que providenciamos uma. Isso foi uma honra muito grande, o cara é super fan do Elvis.

Estampas especiais (arte: Daniel Souza)

Mas acho que sempre considero a estampa mais legal justamente aquela que saiu de dentro da sua cabeça e a gente acompanha todo o processo dela se tornado real, a nova do Didi Ramone, a nova baseada numa  clássica, mas modificada  cena do Pulp Fiction, a nova do Robert Johnson, a nova que mixou o ET com o House…Ver o nascimento de uma estampa nova me dá muito prazer.

Tenho muito carinho por todas estampas pois elas fazem parte de nossas vidas de maneira eterna.

Danny: Na Marka, eu me sinto como o Charlie na Fantástica Fábrica de Chocolate. Não consigo escolher menos do que 500 favoritas. Só posso dizer que é ótimo ser amigo do Willy Wonka.

TB: A parceria com bandas independentes é muito interessante e faz com que os usuários da Marka conheçam essas bandas. Como surgiu essa parceria com a Desvio Padrão e o Cascadura, por exemplo? Tem outras bandas em vista?

Nino: Bom, isso é algo que vem desde o início e na real posso dizer que vem antes da Marka nascer. Quando corri o Brasil com a Maria do Relento, conheci todos meus ídolos nacionais e dividi o palco com centenas de bandas sensacionais, a necessidade de retribuir o apoio ficou marcado. Sempre buscava meios de ajudar a divulgar quem admiro. Acabei escrevendo para várias revistas alternativas, bolando entrevistas e matérias com os músicos que ia conhecendo. Quando montamos a Marka, esse senso de comunidade foi incorporado a alma da empresa naturalmente.

Danny e Roger, do Ultraje a Rigor (Foto: Fernanda Cardoso)

A lista de bandas que apoiamos ao longo desses anos é enorme. Cachorro Grande, Graforréia, Replicantes, Rosa Tattooada, Maria do Relento,  Reação em Cadeia, Nenhum de nós, Edu K, Velhas Virgens, Skank, Wander Wildner, Mopho, a Mallu, The Headcutters, Redoma, Acústicos & Valvulados, Raimundos, Matanza além de grandes novas bandas paulistas como a Baranga, Cracker Blues, Forgotten Boys, Tomada, King Bird. Figuras lendárias como o Roger do Ultraje a Rigor, Biquini Cavadão, Débora Falabella,  Léo Jaime, Erasmo Carlos, Gastão Moreira, a lista vai muito mais longe.

A Desvio Padrão é uma banda amiga que muito nos ajudou nos eventos que fizemos como os festivais do Gauchada rock  onde levamos além deles  a Rosa, a Graforreia, a Pedrada a Fú, o Alemão Ronaldo, Sigma 7  e o saudoso Bebeco Garcia, sou muito grato a Desvio e eles surpreenderão com o disco novo, que tá bem conceitual e cheio de boas referências, muitas delas absorvidas em festas que fizemos juntos na sede da Marka. Aliás, o disco resenhado por vocês é um trabalho de quase 5 anos atrás que demorou muito a ser lançado, curto os caras.

Nossa parceria também não fica só no âmbito das bandas, apoiamos casas de shows como o Inferno club de São Paulo, a Confraria do Blues e o Bar do Morro. Já patrocinamos o Marcelo Adnet da Mtv e o Telecine Cult. O Cascadura pintou recentemente  na parceria e os caras são muito feras. A banda  mais recente a entrar no apoio foram os Efervescentes.

Pessoalmente, procuro apoiar criando meios de mostrar o que há de legal por aí. Basta ver a seção “Satelite Underground” no site, independente de estarem no cast da Marka ou não, o lance é divulgar coisas legais. Ainda continuo escrevendo minhas matérias e entrevistas, o blog do site tem muitas delas e na revista virtual “Monotongo” também. Além disso, escrevo para o site Whiplash e tenho divulgado, com assessoria direta dos caras, a banda canadense Danko Jones.

Marka Diabo Televison (Arte: Daniel Souza)

TB: E as novidades? Podem nos adiantar o que vem pela frente, em relação à produção, parcerias etc?

Danny: em 2011 teremos muitas novidades legais. A mais importante delas será um novo site. Estou trabalhando com muito carinho nele para dar a melhor experência de uso aos nossos clientes. O objetivo é ampliar e incentivar a integração de nossa pequena congregação de malucos.

Ah, e conforme prometido, temos uma exclusiva para vocês: o lançamento da MDTV! Para quem anda sentindo falta de um lugar para tocar clipes sem parar, criamos um canal no Youtube com diversas listas diretamente ligadas as nossas fontes de inspiração, tais como “Punk is not dead”, “The 80’s Show”, “Vigilantes do peso” com o melhor do Metal, entre várias outras. E as listas vão continuar crescendo. Para conferir é só acessar: http://www.youtube.com/markadiabotv

Marka Diabo Cult e Rock’N’Roll T-Shirts

Carol Govari Nunes@carolgunes

A Marka Diabo tem tudo a ver com o estilo de vida do The Backstage: cultura e rock n’ roll são nossos principais temas. Em uma grande (grande mesmo) entrevista, Nino Lee Rocker & Danny the Geek, idealizadores da Marka, nos contam tudo o que você gostaria de saber sobre a camiseteria mais rock’n’roll do Rio Grande do Sul (e por que não dizer do país?!).

Nesta primeira parte, você confere o que os caras falam sobre o surgimento da Marka Diabo, primeira estampa criada e  interação com o público. Deixei na íntegra porque não tive coragem (isso mesmo) de cortar trechos da entrevista. Todas essas informações são válidas aos seguidores da Marka e do The Backstage.

Então segue aí:

The Backstage: A Marka Diabo tem 5 anos de vida. Onde vocês se encontraram e resolveram criar esta equipe?

Nino: Na verdade a Marka começou quando uma garota chamada Ana Paula cruzou meu caminho depois de eu ter saído da banda Maria do Relento (uma frenética parte da minha vida que durou mais de 10 anos e 3 discos lançados)de onde saí por estafa total.

Quando abandonei a vida na estrada fui buscar um pouco de paz pra cabeça próximo ao Farol de Santa Marta, precisava recolocar minha vida nos eixos, tinham coisas que estavam fora do lugar. Fiquei lá, esperando por alguma idéia que proporcionasse prazer e me  conectasse de alguma maneira com todo aquele universo cultural e artístico que os longos anos com a banda me trouxeram.

Nino Lee Rocker pregando o estilo de vida rock'n'roll (Foto: Ana Paula)

Camisetas sempre foram uma curtição minha, desde minhas primeiras bandas na garagem , era eu quem as fazia em casa. Mesmo bem antes de cair de cabeça no mundo da música, cheguei a montar uma grife, nos anos 80, onde eu desenhava as peças que vendia, chama-se Hay Kay, um projeto que prometia mas que acabou naufragando numa sociedade mal feita,  um ano depois de montarmos a empresa.Com a Ana essas idéias vieram a tona novamente, porque ela me incentivou muito para que eu tentasse algo que eu mesmo pudesse tocar e expressasse paixão, eu e ela acabamos nos tornando o alicerce da Marka e nossa luta juntos deu inicio a tudo.

Quatro anos  depois demos o primeiro salto que considero  um divisor de águas em nossa empresa ao estrearmos o novo e atual formato do site, mais requintado, e pronto para encararmos o Brasil de frente  e ultrapassarmos qualquer limitação que pudesse vir pela frente, algo como o fim da inocência e o começo da maturidade total dentro do mercado online.

Na construção do site foi quando o Daniel Souza (Danny the Geek) entrou na jogada como um parceiro de visão e excelente  estrategista.

Danny: O mais engraçado de meu primeiro encontro com o Nino, foi a instantânea conexão. Não só dividíamos as mesmas manias e gostos (coleções de bonecos, filmes, seriados, livros, música) como tínhamos em comum a paixão por camisetas. Sempre foi um desejo meu poder fazer parte de algo que me desse tanta liberdade criativa e tivesse algo que acho fundamental: alma. Posso dizer quecom a Marka, foi amor a primeira vista.

TB: Como foi o início da Marka?

Nino: O início de tudo foi total “A little help from my friends”. Eu havia feito muitos amigos no cenário musical nacional dos anos 90 e o primeiro cara a dar uma grande força divulgando foi o Diego Medina, com ele a nossa idéia atingiu muita gente bacana. Logo em seguida a Revista Bizz acabaria elegendo duas de nossas estampas como estampas do mês da lendária publicação, no primeiro e segundo ano de vida tínhamos admiradores na Trama Virtual e na revista MTV e muitas bandas vestindo a idéia vieram no encalço.

Costumo citar muito os dois anos em que fomos funcionários do selo Excelente Discos do Gordo Miranda, aprendi muito com ele. Aquele conceito de “brodagem” que o cara tinha foi algo que me inspirou demais. Os primeiros anos foram no boca a boca e isso foi vital para nós, só depois da entrada do Danny que passamos a adotar estratégias mais fortes de marketing e divulgação por meios eficazes dentro do universo da internet, foi quando passamos a explorar muito mais dados, estatísticas e metas em relação a nosso desenvolvimento na rede, mas sempre priorizando as vendas voltadas ao consumidor da nossa loja.

TB: Notamos a variedade gigantesca de estilos – rock, jazz, samba, filmes, desenhos, seriados etc etc etc. O surgimento das ideias para as camisetas acontecem naturalmente, ou vocês fazem uma busca de mercado sobre o que as pessoas mais curtem usar?

Nino: Nenhuma busca de hypes  do  mercado ou baseada neles é feita. Nenhuma pesquisa no que vende ou não. O processo é bem natural: o que achamos o máximo, mesmo que seja algo muito pessoal mas que acreditamos que o mundo deveria ter percebido ou merece ser lembrado nas paginas de sua história cultural, seja pop ou totalmente underground.

Danny: Nossas melhores estampas fluem naturalmente, de conversas sobre coisas que marcaram nossas vidas ou “profundas” discussões sobre as novidades do cenário cultural. Muitas vezes essas conversas são para avaliar se daremos o “Selo Marka Diabo de Qualidade”. Nossas escolhas baseam-se muito mais em admiração pessoal do que qualquer modismo. Para nós, o que separa Milionário & José Rico de Simon & Garfunkel são fatores geográficos e culturais. O amor pela música é o mesmo e o resultado deve ser julgado apenas pelos fãs de cada um (ou de ambos, como nós). Nostalgia também é um grande fator. Daqui a 20 anos, teremos estampas de algumas “bandas de rock” que hoje fazem sucesso entre meninada de 10 a 13 anos. Mas só depois que elas lembrarem como nós lembramos do Menudo – uma mistura de carinho e vergonha, hehehe.

Daniel com a primeira estampa da Marka, em Paris (Foto: Fernanda Cardoso)

TB: Qual foi a primeira estampa criada?

Nino: A estampa que gerou tudo foi o logo do Thin Lizzy. É nossa banda símbolo. Foi uma estampa que desenhei a caneta para a Ana e ela me trouxe a camiseta feita como presente. Foi ali que percebi que coisas abandonadas pela moda e pelo gosto popular era algo que ainda existia guardado dentro de muitas pessoas.

TB: Desde sempre o público pode mandar sugestões para as camisetas? Ou a partir de quando isso começou?

Nino: Na verdade nunca sentimos a obrigação de aceitar todas sugestões que chegam até nós. Antes de tudo é levado em conta nossa ideologia; se é algo que a gente ache de extremo valor cultural, procuramos dar um jeito de disponibilizar, mas tem de ter a nossa cara e tem vezes que as sugestões não são.

Danny: Muitas das ações que foram implementadas esse ano em redes sociais, tem como objetivo facilitar a aproximação e ampliação de nossa comunidade  de Markeiros. Muitas sugestões surgem diariamente e algumas caem como uma bomba do tipo “como não temos isso ainda!”, já outras caem na categoria “Rejeitado!”.

TB: Tem alguma estampa que tenha um significado diferente / mais importante que as outras?

Nino: Além da estampa número um, do Thin Lizzy, não posso deixar de citar a “Clockwork Orange Playmobil”, que foi a primeira estampa criada por nossa equipe que correu o país inteiro quando escolhida como a camiseta do mês da Bizz e foi exatamente nesse ponto que fomos descobertos.

Danny: Para mim, duas estampas foram a gota d’água para cimentar meu amor absoluto pela loucura da Marka Diabo: a do Tatu da ilha da Fantasia e a do Paulo Cesar Pereio com a frase “Eu te amo, porra!”. Quando eu vi elas pela primeira vez pensei: eu pertenço a este lugar.

 

*Amanhã você confere a segunda parte da entrevista, que promete muito mais:  Nino Lee Rocker & Danny the Geek contam sobre a parceria com bandas e uma novidade exclusiva sobre a Marka!