Arquivo de Novembro, 2010

Bruna Molena@moleeena

Acabam de ser confirmadas mais duas atrações internacionais para o Dia Metal no Rock in Rio:

Motörhead

Bandas Motörhead e Coheed and Cambria (arte: Bruna Molena com fotos de divulgação)

35 anos de estrada não é pra qualquer um, não é a toa que a banda inglesa é uma das maiores influências no heavy, trash metal e metal punk. Formada pelo vocalista e baixista Lemmy Kilmister – quem outrora fora roadie de Jimi Hendrix -, Phill Campbell na guitarra e Mikey Dee na bateria, tem mais de 20 álbuns de estúdio e 7 gravados ao vivo.  Em 1991, lançaram a música “Going to Brazil”, declarando o prazer que sentiriam por tocar no Brasil. E eles realmente devem ter gostado muito de nosso hemisfério sul, pois, antes mesmo do Rock in Rio, apresentar-se-ão em São Paulo, Curitiba e Florianópolis, em maio de 2011. A agenda completa você confere aqui.

Coheed and Cambria

A banda norte-americana é relativamente nova (formada em 1995), porém vem conquistando espaço no cenário alternativo e é vista como uma das grandes revelações dos últimos anos. Mistura influências de subgêneros do rock pesado como heavy metal, progressivo e punk e o maior diferencial dela são os álbuns conceituais que revelam uma história de ficção científica chamada The Amory Wars. Formada por Claudio Sanchez – vocal e guitarra -, Travis Stever – guitarrista -, Chris Pennie – bateria – e Mike Todd – baixo, tem quatro álbuns de estúdio.

Ambas as bandas dividirão o Palco Mundo com a já confirmada Metallica e outras ainda não anunciadas. O Dia Metal também conta com as atrações brasileiras Angra e Sepultura, que se apresentarão no Palco Sunset.

As vendas do Rock in Rio Card já começaram e você pode adquirir o seu aqui.

UPDATE:

As bandas Coldplay e Skank foram confirmadas para o dia Rock Alternativo, 1º de outubro de 2011.  A britânica será a atração principal do dia, em turnê de seu novo álbum, enquanto a brasileira apresentar-se-á no Palco Mundo.

Natalia Nissen@_natiiiii

O maior festival de música de verão do Sul do Brasil acontece nos dias 14 e 15 de janeiro em Santa Catarina, e 11 e 12 de fevereiro no Rio Grande do Sul. A primeira edição do Planeta Atlântida foi em janeiro de 1996 e um ano depois o festival passou a fazer parte do calendário de eventos de Florianópolis.

Logotipo - Planeta Atlântida (divulgação)

Em 2011 o PA muda de local em Santa Catarina e passa a ser realizado no Sapiens Parque em Canasvieiras. No RS a festa segue a tradição e acontece na SABA em Atlântida.

As atrações ainda não foram divulgadas, mas as expectativas já tomam conta dos planetários (como é chamado o público do evento). O vendedor Jardel Jaboinski, 23 anos, organiza pela terceira vez a excursão de Frederico Westphalen para o Planeta Atlântida “acho que pra mim esse ano a maior expectativa é da volta de Planet Hemp”, ele também comenta do sonho de ver SOJA (atração internacional que veio este mês a Porto Alegre) no palco do Planeta.

Nos primeiros anos de PA o rock predominava entre as bandas convidadas, mas a intenção é agradar a gregos e troianos, assim os palpites giram em torno das bandas de axé e também de Restart e Hori. A tenda de música eletrônica  faz sucesso entre os comentários de quem pretende ir ao festival.

A lista completa das bandas que vão fazer a festa no Planeta Atlântida e os valores dos passaportes devem ser divulgados em dezembro.

Se você quiser informações sobre a excursão de FW para o Planeta pode entrar em contato com o Jardel aqui.

Twitter do Planeta

Carol Govari Nunes@carolgnunes

As décadas de 80 e 90 foram muito marcantes para a música brasileira, principalmente para o rock feito no Brasil. Bandas como Blitz, Barão Vermelho, Camisa de Vênus, TNT, Garotos Podres, Cascavelletes, Inimigos do Rei, Ultraje a Rigor, Raimundos e Mamonas Assassinas estavam estourando em todo o Brasil tinham uma irreverência que não faz mais parte das bandas atuais – em especial nas letras compostas por essas bandas citadas.

Primeira formação do TNT (Foto: divulgação)

Refletindo sobre esses 20 e poucos anos (quase trinta), desde que essas bandas surgiram no cenário do rock nacional, uma percepção vem à tona: parece que com a morte dos Mamonas Assassinas (em 1996) morreu também o bom humor e nasceu uma maldade que não havia antes. Passou a ser confeccionado um grande número de bandas e músicas, tudo muito certinho, bondoso e apenas com sentimentos bons. Em 1996, com 7 anos de idade, eu estava no Planeta Atlântida assistindo Mamonas Assassinas, Rita Lee, Tim Maia e Fernanda Abreu, e não me tornei um adulto pior por cantar “já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém.”

Faço parte de uma geração órfã dos Mamonas Assassinas. Pode parecer bobagem e exagero, mas só eu sei a importância que eles tiveram na minha infância.

Como esse é um assunto que rende muito, vou me deter apenas em duas das bandas citadas no primeiro parágrafo – duas bandas históricas do Rio Grande do Sul: TNT e Cascavelletes. O TNT, que surgiu em meados da década de 80 com Charles Master, Flávio Basso, Nei Van Sória, Marcio Petracco e Alexandre Birck na primeira e lendária formação.

A banda fazia o oposto do que as bandas do centro do país como, por exemplo, Legião Urbana, Capital Inicial e Ira!, faziam na época. Essas bandas colocavam em suas letras os problemas do país e política. O TNT era exclusivamente descompromisso, puro rock n’roll, bom humor e irreverência.

Em 1987 o TNT lançou seu primeiro álbum com alguns dos maiores clássicos do rock gaúcho: “Entra nessa”, “Ana Banana”, “Cachorro Louco”, “Identidade Zero” e “Liga Essa Bomba”. Esse álbum é até hoje uma das maiores influências para os roqueiros gaúchos.

Os Cascavelletes e o “porn rock” que causou estranhamento na época (Foto: divulgação)

Flávio Basso e Nei Van Sória saíram da banda antes mesmo de eles lançarem o primeiro disco e formaram “Os Cascavelletes”. Rumores dizem que Charles Master, vocalista do grupo, não aceitava as letras sexuais da dupla Flávio e Nei. Então eles saíram para fazer o chamado “porno rock” com o mesmo som bem-humorado, mas letras mais polêmicas que as do TNT. Quem completou os Cascavelletes foi Frank Jorge e Alexandre Barea.

A banda fez muito sucesso no final dos anos 80 e tocaram em diversos programas de auditório, inclusive no Clube da Criança. Você imagina uma banda tocando “Eu quis comer você” em qualquer programa de auditório, hoje em dia? E as crianças curtindo muito? Sem maldade, sem censura, só por diversão. Na verdade, há muito que letras desse tipo foram extintas do vocabulário das bandas brasileiras.

Os Cascavelletes cantando “Debaixo daquela sainha/ Existe uma fogueirinha/ Que deixa vermelha e inchada a minha salsichinha” era muito mais poético que qualquer “E eu quis escrever uma canção/ Que pudesse te fazer sentir/ Pra mostrar que o meu coração/ Ele só bate por ti”, que algumas bandas andam cantarolando por aí.

Dessa mistura TNT e Cascavelletes surge o TeNenTe Cascavel, um grupo formado em 2008 por ex-integrantes das duas bandas. Sem Charles Master e Flávio Basso, 2 dos principais músicos, o grupo conta com Marcio Petracco, Tchê Gomes, Paulo Arcari e Luciano Albo. Alguns fãs das duas bandas acusam a nova formação de estar fazendo esse revival apenas pra tirar dinheiro dos saudosos fãs, entretanto o TeNenTe Cascavel vem fazendo shows por todo o Rio Grande do Sul com os maiores sucessos de TNT e Cascavelletes e já tem duas novas composições, as quais você pode encontrar no myspace do grupo.

A união das bandas resulta em shows que revivem décadas agitadas do rock nacional (Foto: divulgação)

Por isso, se você estiver em Frederico Westphalen (e região), não pode perder o show deste super grupo dia 19 de novembro, na Green Lounge.

(E já que o post fala sobre o TNT, se liga no clipe de Entra Nessa que está no Set List do The Backstage. É só clicar aqui: Track 22 – TNT)

Josefina Toniolo - @jositoniolo

Foto: Divulgação

Depois de muitos boatos no twitter e em vários sites da internet sobre a vinda do Príncipe das Trevas ao Brasil, hoje a empresa Ticket For Fun confirmou o que todos esperavam: teremos Ozzy Osbourne em 2011 na nossa amada terrinha.

Segundo o site, a lenda do rock apresenta-se em:

- Porto Alegre no dia 30 de março

- São Paulo, na Arena Anhembi, dia 02 de abril

- Brasília dia 05 de abril

- Rio de Janeiro, no Citibank Hall, dia 07 de abril

- Belo Horizonte, dia 09 de abril.

Ainda não há local confirmado para o show em Porto Alegre. Existem rumores de que a princípio seria no Gigantinho, mas a produção estaria em busca de um lugar mais amplo. Os valores e a data da pré-venda de ingressos também não foram divulgados.

Os shows fazem parte da turnê mundial do novo álbum do artista, lançado esse ano, “Scream”. O trabalho vem recebendo ótimas críticas e as músicas foram muito bem aceitas pelos fãs.

A última vez que Ozzy esteve no Brasil foi em 2008. Se você não teve oportunidade de conferir ao vivo o espetáculo de um dos maiores mestres do rock, está aí a sua chance.

Enquanto isso, divirta-se com o vídeo promocional do disco, que é tão irreverente quanto seu criador:

Bruna Molena@moleeena

O evento, que ocorre nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 01 e 02 de outubro de 2011, já tinha dilvugado as três primeiras bandas para o Dia Metal,  agora foi a vez de serem anunciados os primeiros nomes para o Dia Rock, 24 de setembro. São eles:

De cima para baixo, as bandas Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol e Capital Inicial (arte: Bruna Molena com fotos de divulgação)

Red Hot Chili Peppers

Encarregados de comandar o palco principal no Dia Rck, a banda já é velha conhecida do Rock in Rio: na terceira edição, em 2001, atraiu o maior público da história do festival – 250 mil pessoas, também o maior público de sua carreira. Formada na década de 80 em Los Angeles, California, a banda já faturou 6 Grammy’s, possui 9 álbuns lançados e está trabalhando no décimo. Foi um dos nomes mais pedidos nos comentários do site e em redes sociais.

Snow Patrol

A banda britânica, que já participou do Rock in Rio 4 e do Rock in Rio Lisboa & Madrid, confirmou em sua página oficial a participação no RiR 2011. Famosa por seu indie rock, ou rock alternativo, foi formada em meados dos anos 90 por estudantes irlandeses e já veio algumas vezes ao Brasil (a última foi mês passado, em São Paulo).

Capital Inicial

Formada em Brasília em 1982, a banda só não tocou no primeiro Rock in Rio, em 1985, e nos eventos na Europa. Com anos de estrada e 12 álbuns lançados, é um dos grandes nomes nacionais já confirmados para o maior festival de música do mundo.

Na próxima sexta-feira, 19/11, começam as vendas do Rock in Rio Card, um ingresso que garante a entrada no festival, porém ainda sem especificar a data.  Custará R$190,00 (inteira) e R$95,00 (meia-entrada) e é uma maneira de prática e segura de garantir a ida ao evento. Para mais informações sobre a pré-venda dos ingressos, acesse o site oficial do Rock in Rio.

Carol Govari Nunes - @carolgnunes

Chegamos à Feira do Livro correndo e improvisando. Improvisando cartão, improvisando pergunta e improvisando equipamento, já que tudo o que tínhamos eram dois celulares e uma máquina digital. Depois de dar uma visualizada no local, soube que aquele homem de camiseta vermelha parado na porta do camarim improvisado na banca de jornal era Felipe Bier, assessor da Jazz 6. Imediatamente, fui até ele. Me identifiquei, entreguei o cartão do blog e disse que queria fazer algumas perguntas aos integrantes da banda. Felipe disse que dependia da disposição de Verissimo, pois ele já tinha concedido uma coletiva de imprensa no hotel onde todos estavam hospedados. Sem problemas. Enquanto esperava alguma resposta, fiz um sinal para Josefina e Débora, que vieram com nossa câmera (digital) e microfone (do celular).

Verissimo conversa com o The Backstage (Foto: Josefina Toniolo)

Minutos depois, Verissimo saiu do camarim e Felipe mostrou o cartão do blog ao escritor, dizendo que estávamos aguardando para fazer algumas perguntas sobre a banda. De imediato, Verissimo posicionou-se na minha frente e respondeu prontamente o que perguntei a ele. Na verdade, tudo não passou de uma conversa. Trocamos influências musicais: ele falou de Louis Armstrong, Charlie Parker, saxofones, jazz e bossa nova. Eu falei sobre The Ronettes, Imelda May, violões, guitarras e castanholas.

Com os outros membros não foi diferente: entramos no camarim e eles nos recepcionaram com um belo sorriso, nos convidando para sentar e fazendo brincadeiras o tempo todo. Quando perguntei o que acontecia no backstage do Jazz 6, Jorge Gerhardt disse: “é melhor você perguntar o que não acontece no nosso backstage”! Todos riram, mantendo o mesmo clima descontraído durante toda a conversa. Disseram que Edinho Espindola nasceu ritmista: chacoalhava a mamadeira. Discutiam sobre as minhas perguntas: “mas ela perguntou influências, e vocês estão falando de mamadeira”! Eu, praticamente mediando a conversa dos quatro, disse que tudo bem, podia ser influência, quando começaram a tocar, qualquer coisa – afinal, estávamos ali pra ver o que rolava no backstage dos músicos.

Jazz 6 antes da apresentação (Foto: Josefina Toniolo)

Edinho Espindola falou de músicos da noite, Beatles e que começou tocar aos 15 anos. Adão Pinheiro, tecladista, disse que sempre gostou de jazz (na verdade, o que ele mais fazia era interromper os outros enquanto eles estavam falando: “mas esse não é teu nome, cara! Teu nome é Edson!”, sempre arrancando risadas de todos que ali estavam). Luiz Fernando Rocha falou da banda do colégio (onde começou tocar), Miles Davis, do prazer em tocar, fazer o que eles gostam.

Os integrantes da banda respondem às perguntas (Foto: Josefina Toniolo)

Jorge Gerhardt, baixista e intitulado o orador do grupo, falou sobre violão clássico, contrabaixo, música progressiva e também os anos que morou em São Paulo e Rio de Janeiro. Comentou a falta de público para a música progressiva nos anos 80. Conversamos sobre como era a noite de Porto Alegre, enquanto ele intercalava outros assuntos como, por exemplo, circuitos musicais, prêmios e a tentativa de reativar o grupo de música progressiva formado em 1977, finalizando que deixaria para a próxima encarnação, já que o público está mais desligado do que nos anos 70/80. Adão Pinheiro emendou: “eu não disse que ele não parava de falar?”

Saímos dali porque a banda logo subiria ao palco para fazer um show de aproximadamente uma hora e meia. Porque se fosse pela irreverência, carinho e atenção dos músicos, passaríamos a noite ali ouvindo as experiências musicais do menor sexteto do mundo.

Autógrafo de Verissimo para o The Backstage

Débora Giese@dee_boraa / Josefina Toniolo - @jositoniolo

Verissimo sobe ao palco em Frederico Westphalen (Foto: Caroline Nunes)

Luis Fernando Verissimo foi um dos escritores convidados para a 28ª Feira do Livro de Frederico Westphalen, que acontece na Praça da Matriz até o dia 12 desse mês. Para a surpresa de muitos que desconheciam o talento musical de Verissimo, esse subiu ao palco ao lado da sua banda, Jazz 6, após a sessão de autógrafos e entrevistas.

Bem humorado, o escritor que no momento assumia papel de músico, ao ser aplaudido na sua entrada, respondeu a acolhida com a frase: “Vocês estão me aplaudindo porque ainda não me ouviram tocar”.

A banda se apresentou com Jorge Gerhardt no contrabaixo, Adão Pinheiro no teclado, Edinho Spindola na bateria, Luiz Fernando Rocha no trompete e flugelhorn além de Verissimo no sax. Eles se autointitulam o menor sexteto do mundo, por ser formado por apenas 5 integrantes.

No set list, muito jazz e bossa nova. Músicas consagradas de ambos os estilos embalaram o público durante uma hora e meia. Mesmo quem nunca teve contato com esse tipo de música ficou impressionado com a apresentação. Isso explica o grande número de pessoas presentes, aproximadamente setecentas, segundo a Polícia Militar.

No local houve um encontro de diferentes gerações.  Nádia Dalla Nora de 50 anos, que acompanhava tudo com seu marido, definiu o que assistia como maravilhoso e comentou que, depois desse dia, passará a ouvir mais esse estilo musical. O garoto de 8 anos, Bernardo Binotto, falou com entusiasmo: “Nunca tinha ouvido esse tipo de música e estou gostando muito, muito, muito”.   Isso demonstra que a Jazz 6 conquistou os frederiquenses, agradando a todas as idades.

O evento foi um sucesso, pois mesmo não sendo mais “tão jovens” eles demonstraram muita vitalidade e prazer em tocar. A platéia podia sentir isso e o ambiente entrou no clima do jazz e da bossa nova, transformando a praça em um lugar aconchegante, mesmo com a temperatura cada vez mais baixa.

Merecidamente, os músicos foram aplaudidos em pé, uma forma bonita de agradecimento pela bela noite que proporcionaram e também um convite do próprio público para que voltem mais vezes.

Verissimo mostra seu lado músico aos frederiquenses (Foto: Caroline Nunes)

Jazz 6: o menor sexteto do mundo (Foto: Caroline Nunes)

Amanhã você confere uma matéria sobre o backstage da Jazz 6 e uma conversa com todos os integrantes da banda.